[Opinião] Dias Nacionais - 25 de Abril

abril 25, 2016

Fonte da imagem acima da wikipédia, foto Henrique Matos: aqui.
Foi em 1974, aquele ano por onde eu ainda nem era nascida. Aquele momento que a ditadura que tantos oprimiu deixou espaço para a evolução da nossa cultura e país. Foi um ataque às opressões, ao que é desumano, ao que parecia ser o maior declínio de Portugal ao nível evolutivo.

Músicas que inspiraram, momentos que mostraram a coragem de um povo que parecia moribundo pela opressão que vivia. Uma esperança que parecia um sucesso ao longo daquela liberdade sem sangue que os cravos nos trouxe. Nós fomos livres, deixamos-nos levar pela libertinagem, nossos jovens desejavam tanto a liberdade e as maravilhas que a mesma trazia que se esqueceram (ou quiseram eliminar) toda e qualquer moral que estivesse junto daquela tão intrigante Ditadura.

Então, com vontade de pensar num mundo melhor e diferente, o povo sonhou. O povo deixou que aqueles que apregoavam as maravilhas de uma democracia reinassem - eliminando qualquer riqueza que pudesse ter sido roubada pela ditadura aos pobres. Tentando obter as melhores evoluções, os mais justos direitos e deixar que o povo fale. Deixar que o povo seja cada vez mais irrigado pela liberdade.

Esqueceram-se - digo, o povo - que o extremismo dos ideais levam à ruptura. Iniciou-se o consumismo das palavras vãs, da inquietude (mais uma vez, visto que isso provocou, em parte, a ditadura anterior). Mas o importante era ter casa, carro, filhos com bons estudos e um bom patamar de viagens e dinheiro...muito dinheiro para pagar tudo isso.

Adeus Deus, Pátria e Família. Olá Libertinagem, corrupção e eloquência. Quem somos nós, agora numa ditadura em que os MEDIA ditam em quem acreditamos, ditam aqueles que são culpados e os inocentes. Por que nós deixamos de existir como seres pensantes - esses que pensavam naquelas letras, que pensavam na responsabilidade que era ser livre - que desejavam um mundo mais justo. Onde esses andam? Calados pela sociedade, pelos MEDIA, pelas pessoas... Pela cultura que já parece desvanecer...

Que 25 de Abril é este que se celebra hoje pelas aparências? Somos tão livres, tão cheios de palavras que nem respeitamos o próximo... Aquele que se veste diferente, aquele que tem mais uns quilos, aquele que não tem família nem ninguém para o apoiar... O que somos nós, então?

Somos a piada da Liberdade. Esperança é algo que todos têm. Mas a coragem de o fazer, de se inspirar nesses grandes senhores que se fizeram Abril - que nos fizeram cravos de uma revolução maravilhosa. Somos sombras, nem cravinas...

Somos a piada do hoje de Portugal. Uns migram para melhorarem a vida consumista, ou para conseguirem comer o pão de cada dia... Outros, ficam por cá a queixar-se. Quem são os frutos desse Abril? Quem nos irá salvar?
Estamos tão preocupados em tentar saber quem o fará, que nos esquecemos que nós somos as mãos... Somos os cravos que podem revolucionar... Um a um. Cada um de nós tem a responsabilidade de manter vivo esse 25 de Abril livre, culto e preenchido de significado.

Esquecemos o Abril, esquecemos sermos livres... Esquecemos a visão daquilo que seria um mundo melhor. Somos esquecidos de Abril.

Mas não se acanhem, por aí ainda vão andando uns ventos de Abril vivo... Eles continuam a deixar as suas mãos ditarem o que a liberdade lhes permite - sem afectar aqueles que os rodeiam. Sejamos como eles!

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