[BC AUTORAL] 1º Capítulo da História Inacabada

abril 20, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Esta semana optei por Escolher a blogagem colectiva do Blogs Up de texto autoral. Abaixo encontram a imagem com o link dessa blogagem e a minha escolha.

Primeiro Capítulo da História que você não terminou (e o motivo de ter abandonado)


Para não me estar a repetir, encontra-se 'aqui' a primeira saga de livros que não acabei, com o primeiro capítulo disponível.

Mas hoje não irei falar de Salvatore e Emma, nem vos mostrar mais um pouco da sua história. Hoje é dia de dar espaço ao 'Cristal de Sangue'.
Qual a razão pela qual não a acabei? Como sempre, quando surge um flash que me indica uma nova história coloco em 'pausa' a história anterior e desenvolvo o máximo que posso da seguinte. A realidade é que a falta de tempo e inspiração condicionam o fim de todas estas histórias. É por isso que ainda não continuei esta e as anteriores. A minha ideia será rever todas e finalizá-las (quando o mundo ruir, ahah)
Em seguida, podem ler o excerto da História. ☺



Capítulo I

Eram os primeiros tempos de uma humanidade, aquela criada e temida pelos deuses. A minha missão estendia-se pelos confins do sangue gerado dos deuses. E eu, simples humana, mancharia minhas mãos, minha alma e minha energia através da morte.
Um breve suspiro trouxe o fim, um momento que se desfez de mim tal como eu dele. Mas nada chega ao seu fim sem que o início se faça…
Passo a passo eu corria pelo tempo infinito da minha infância. Era uma bela ilha, aquela dos meus melhores tempos, em que eu corria pelos luminosos recantos nas ruas cheias de vida. Uma utopia feita real, que se perdia pelos segundos em que os deuses se serpenteavam dentre os ventres de nossas mães. Seria eu um deles? Semideus renegado pelos pais e vivido pelas tempestades que rompiam nas vidas.
Ainda me recordava das cores que minha mãe usava na hora em que meu pai voltava das suas constantes missões.
- Um dia, serás grandiosa. Não por seres meu sangue, mas porque és aquilo que tua coragem dita. Os sonhos só se tornam utopias quando a alma não os vive.
Agora, não existia nada além das recordações que brotavam de meus olhos ou se ouviam de sorrisos silenciosos. Pai morto por uma besta criada pelos senhores de Atlante e uma mãe que se perdeu à procura da sua besta vida. E eu, que serpenteava pelas ruas, era o zé-ninguém que Atlante desconhecia.
Sempre ouvi dizer que as paixões eram pequenas fontes para lágrimas doces que flutuariam do coração, manchariam nossa alma e acabavam como torrentes salgadas pela nossa pele tão castigada na morte propagada dos tempos. E eu era uma sombra dessa paixão, gerada na vida e perdida no passado que já fugira de mim. Ou talvez eu não fosse a paixão em si, apenas um suspiro esquecido daquela chama de atracção constante que se aniquilou aos poucos até que tudo fosse cinza. Enfim, o meu futuro se convertia pelo passado e presente que me atormentavam e eu os fazia tremer, deixando que breves palavras ditas há muito tempo que fizessem crescer na loucura dos tempos. Eu não precisava de uma casa ou família que me mostrassem quem eu era, as águas cristalinas das lagoas mo mostravam a cada momento que eu olhasse sobre elas. Não estava apenas o meu passado e futuro que escurecera, a minha pele detinha do obstáculo que germinava ao longo da minha sobrevivência. Talvez fosse por uma utopia que eu lutava e me mantinha viva, mas seria esse meu último suspiro. As areias do tempo se moviam sem que eu as observasse e eu crescia, perdendo-me de mim.
Hoje, meus olhos estão fechados e meu corpo permanece deitado dentre a sombra das árvores, o vento transmite a calmaria que meu sono rouba de mim, deixando-me acordada na contagem das estrelas. Dizem que cada uma delas é filha dos deuses, mas eu acredito que estas sejam pequenas fontes de sonhos de quem não consegue sonhar de olhos fechados.
Ouvi o meu nome pela ilusão dos meus sonhos acordados, deixei que o vento falasse, que ele me contasse quais as cores das estrelas. A solidão é um prato cheio de inspirações brotadas pela nossa pele. Senti uma respiração sobre a minha face e meus olhos se abriram para um rosto diabólico que sorria para mim. Um ser de olhos dourados como as estrelas, cabelos prateados e pele morena. Permaneci congelada, não fosse uma besta que me desejasse morta.
- Não necessitas de te preocupar. Não me conheces, mas eu conheço-te. – Disse-mo, afastando-se um pouco, sentado numa rocha perto do lago.
Por mais que tentasse pensar em algo, existia um sentimento, como se fosse uma intuição, que fazia querer aproximar-me dele. Não uma sensação de paz, como eu habitualmente sentia a cada novo perigo que vivia… Era algo mais que me intrigava, deixando-me alheia aos meus pensamentos ou medos. Possivelmente porque fora a única criatura que me falara desde a perda do meu passado.
- Eu sei que te sentes bem completamente só, porém acredito que isso não perdurará por muito tempo. Consegues pressenti-lo, mesmo antes que tenhas consciência disso.
- O que acontecerá? O que isso tem a ver comigo?
- Terás de escolher entre o futuro vazio ou o fado que se aproxima. – Levantou-se, observando o infinito que seus olhos viam.
- Quem és tu? – O silêncio ecoou minhas palavras, apenas se ouviam meus passos. Toquei-lhe no ombro na esperança de ouvir uma resposta.
- Sou apenas uma sombra de um destino que se abate sobre todos nós. – Esfumou-se, deixando-me novamente com a minha solidão.
Meus olhos se abriam, deixando-me incerta do sonho que acabava de ter. O que sentia misturava-se com a realidade, minha utopia seria a minha loucura.

E pronto, aqui está um excerto do primeiro capítulo de uma história que aguarda oportunidade de ser acabada... Certamente me surpreenderei quando voltar a escrevê-la, pois tenho o vicio de alterar sempre a linha de história que tenho inicialmente para uma outra narrativa completamente diferente.

Espero que tenham gostado!
Inté!

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