.BlogsUp

[BC LITERÁRIA] Paixão pela leitura

abril 27, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Esta semana optei por Escolher a blogagem colectiva literária do Blogs Up. Abaixo encontram a imagem com o link dessa blogagem e a minha escolha.

Qual é o autor responsável pelo seu amor pela leitura?


Eu sempre gostei de ler, umas vezes mais, outras menos... Tive na minha vida muitos estilos de livros - deste histórias, áreas cientificas, até espirituais. Talvez por isso também tenha tentado escrever prosa, desenvolvendo a minha vertente de literatura fantástica.
Enfim, mas hoje não é sobre mim mas sobre aquele autor que me deixou impressionada. Não pela história em si - pois, para isso seria Anne Frank aquela que mais me marcara - mas a forma como o misticismo envolveu a sua escrita.

O livro é 'A Cidade dos Deuses Selvagens' de Isabel Allende. Uma história para jovens, que me fez desejar sonhar e desenvolver as minhas próprias aventuras. Incrível como esse livro me levou a uma panóplia de tantos outros da mesma autora. Agora, sem muito tempo para ler, continuo a coleccionar todos os livros dela. Um dia, quando a loucura do tempo acalmar, planeio ler cada um deles.

A própria história da vida da autora também me inspira a ser corajosa, seguir o meu rumo e levar a inspiração comigo. Espero conseguir um dia inspirar alguém como ela mo fez. ☺

Têm abaixo um trabalho sobre esse livro que encontrei no slideshare.

.Poesia

[Fase 4] Passos de Ilusão

abril 26, 2016

Caminho é aquele que vou seguindo,
Deixando que cada parte de mim também vá.
Se os dias tivessem mais horas,
Se os momentos fossem mais duradouros,
Um sorriso nunca desaparecia,
Uma lágrima nunca secava...

Rasto, por onde me levas?
Deixa-me, abandona-me, despreza-me...
Meus passos não são os teus,
Gostava de puder correr,
De fugir de ti que me pegas a toda a hora...

E porque o sorriso me acompanha,
Porque tudo aquilo que sou
Não é nada mais do que o que sinto,
Aquelas meras palavras que vão brotando do simples vazio
Que preencho a cada nova lágrima brotada,
A cada sorriso verdadeiro.
Rastos de tudo o que não é,
Um caminho traçado algures pelo vazio...
Enche-te, preenche-te, liberta-te!

.Prosa

[Opinião] Dias Nacionais - 25 de Abril

abril 25, 2016

Fonte da imagem acima da wikipédia, foto Henrique Matos: aqui.
Foi em 1974, aquele ano por onde eu ainda nem era nascida. Aquele momento que a ditadura que tantos oprimiu deixou espaço para a evolução da nossa cultura e país. Foi um ataque às opressões, ao que é desumano, ao que parecia ser o maior declínio de Portugal ao nível evolutivo.

Músicas que inspiraram, momentos que mostraram a coragem de um povo que parecia moribundo pela opressão que vivia. Uma esperança que parecia um sucesso ao longo daquela liberdade sem sangue que os cravos nos trouxe. Nós fomos livres, deixamos-nos levar pela libertinagem, nossos jovens desejavam tanto a liberdade e as maravilhas que a mesma trazia que se esqueceram (ou quiseram eliminar) toda e qualquer moral que estivesse junto daquela tão intrigante Ditadura.

Então, com vontade de pensar num mundo melhor e diferente, o povo sonhou. O povo deixou que aqueles que apregoavam as maravilhas de uma democracia reinassem - eliminando qualquer riqueza que pudesse ter sido roubada pela ditadura aos pobres. Tentando obter as melhores evoluções, os mais justos direitos e deixar que o povo fale. Deixar que o povo seja cada vez mais irrigado pela liberdade.

Esqueceram-se - digo, o povo - que o extremismo dos ideais levam à ruptura. Iniciou-se o consumismo das palavras vãs, da inquietude (mais uma vez, visto que isso provocou, em parte, a ditadura anterior). Mas o importante era ter casa, carro, filhos com bons estudos e um bom patamar de viagens e dinheiro...muito dinheiro para pagar tudo isso.

Adeus Deus, Pátria e Família. Olá Libertinagem, corrupção e eloquência. Quem somos nós, agora numa ditadura em que os MEDIA ditam em quem acreditamos, ditam aqueles que são culpados e os inocentes. Por que nós deixamos de existir como seres pensantes - esses que pensavam naquelas letras, que pensavam na responsabilidade que era ser livre - que desejavam um mundo mais justo. Onde esses andam? Calados pela sociedade, pelos MEDIA, pelas pessoas... Pela cultura que já parece desvanecer...

Que 25 de Abril é este que se celebra hoje pelas aparências? Somos tão livres, tão cheios de palavras que nem respeitamos o próximo... Aquele que se veste diferente, aquele que tem mais uns quilos, aquele que não tem família nem ninguém para o apoiar... O que somos nós, então?

Somos a piada da Liberdade. Esperança é algo que todos têm. Mas a coragem de o fazer, de se inspirar nesses grandes senhores que se fizeram Abril - que nos fizeram cravos de uma revolução maravilhosa. Somos sombras, nem cravinas...

Somos a piada do hoje de Portugal. Uns migram para melhorarem a vida consumista, ou para conseguirem comer o pão de cada dia... Outros, ficam por cá a queixar-se. Quem são os frutos desse Abril? Quem nos irá salvar?
Estamos tão preocupados em tentar saber quem o fará, que nos esquecemos que nós somos as mãos... Somos os cravos que podem revolucionar... Um a um. Cada um de nós tem a responsabilidade de manter vivo esse 25 de Abril livre, culto e preenchido de significado.

Esquecemos o Abril, esquecemos sermos livres... Esquecemos a visão daquilo que seria um mundo melhor. Somos esquecidos de Abril.

Mas não se acanhem, por aí ainda vão andando uns ventos de Abril vivo... Eles continuam a deixar as suas mãos ditarem o que a liberdade lhes permite - sem afectar aqueles que os rodeiam. Sejamos como eles!

.Prosa

[Sentires] Agonia

abril 21, 2016


“Uma palavra, ou um simples sentir. Por vezes somos bem mais do que simples números ou letras disfarçados por este nosso mundo. E se meu sentir fosse alguém, quem seria?”
Estremece, deixa-te sentir…



Sou uma espada de dois gumes, que se atravessa pela alma e mirra o peito de quem ousa deitar-se sobre mim. Há quem prefira sentir-me sobre os seus ossos, despedaçar-te inteiro, do que ver-me atravessar a sua frágil alma - amordaçando-a dentre os quatro ventos que o mundo proclama vencer.
Sou como o sangue que fluí dos corpos, atravesso-me a cada célula e faço-me crescer… Sou cada vez mais, cada vez maior e torno-me a única companhia para a tua atormentada alma. Pudesse eu falar-te quantas vezes tu me abraçaste, mesmo que eu jamais te pedisse… Que ousaste esconder-te de ti mesmo, encontrando-me algures onde jamais pensaste ir.
Olhaste em volta, nada encontraste além de mim. O meu sorriso, aquele que tantas vezes provoca gemidos da tua garganta - tão sonoros! Tão abafados! Esse, atinge-te onde nada mais te deixa cair… Eu sou o fundo do poço, de onde sairás para uma nova queda. Cairás, cairás… Deixarás que tudo em ti se vá, apenas uma sombra de ti permanece sobre aquele olhar que te observa ao espelho. Viste aquela lágrima? Que passou incompleta sobre a tua pele? São pequenas gotas de chuva que tua alma traz… Elas se fazem essências, pequenas tempestades.

Elas serão bálsamo das tuas dores, ou breves pisadas sobre o quinto dos infernos?

.BlogsUp

[BC AUTORAL] 1º Capítulo da História Inacabada

abril 20, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Esta semana optei por Escolher a blogagem colectiva do Blogs Up de texto autoral. Abaixo encontram a imagem com o link dessa blogagem e a minha escolha.

Primeiro Capítulo da História que você não terminou (e o motivo de ter abandonado)


Para não me estar a repetir, encontra-se 'aqui' a primeira saga de livros que não acabei, com o primeiro capítulo disponível.

Mas hoje não irei falar de Salvatore e Emma, nem vos mostrar mais um pouco da sua história. Hoje é dia de dar espaço ao 'Cristal de Sangue'.
Qual a razão pela qual não a acabei? Como sempre, quando surge um flash que me indica uma nova história coloco em 'pausa' a história anterior e desenvolvo o máximo que posso da seguinte. A realidade é que a falta de tempo e inspiração condicionam o fim de todas estas histórias. É por isso que ainda não continuei esta e as anteriores. A minha ideia será rever todas e finalizá-las (quando o mundo ruir, ahah)
Em seguida, podem ler o excerto da História. ☺



Capítulo I

Eram os primeiros tempos de uma humanidade, aquela criada e temida pelos deuses. A minha missão estendia-se pelos confins do sangue gerado dos deuses. E eu, simples humana, mancharia minhas mãos, minha alma e minha energia através da morte.
Um breve suspiro trouxe o fim, um momento que se desfez de mim tal como eu dele. Mas nada chega ao seu fim sem que o início se faça…
Passo a passo eu corria pelo tempo infinito da minha infância. Era uma bela ilha, aquela dos meus melhores tempos, em que eu corria pelos luminosos recantos nas ruas cheias de vida. Uma utopia feita real, que se perdia pelos segundos em que os deuses se serpenteavam dentre os ventres de nossas mães. Seria eu um deles? Semideus renegado pelos pais e vivido pelas tempestades que rompiam nas vidas.
Ainda me recordava das cores que minha mãe usava na hora em que meu pai voltava das suas constantes missões.
- Um dia, serás grandiosa. Não por seres meu sangue, mas porque és aquilo que tua coragem dita. Os sonhos só se tornam utopias quando a alma não os vive.
Agora, não existia nada além das recordações que brotavam de meus olhos ou se ouviam de sorrisos silenciosos. Pai morto por uma besta criada pelos senhores de Atlante e uma mãe que se perdeu à procura da sua besta vida. E eu, que serpenteava pelas ruas, era o zé-ninguém que Atlante desconhecia.
Sempre ouvi dizer que as paixões eram pequenas fontes para lágrimas doces que flutuariam do coração, manchariam nossa alma e acabavam como torrentes salgadas pela nossa pele tão castigada na morte propagada dos tempos. E eu era uma sombra dessa paixão, gerada na vida e perdida no passado que já fugira de mim. Ou talvez eu não fosse a paixão em si, apenas um suspiro esquecido daquela chama de atracção constante que se aniquilou aos poucos até que tudo fosse cinza. Enfim, o meu futuro se convertia pelo passado e presente que me atormentavam e eu os fazia tremer, deixando que breves palavras ditas há muito tempo que fizessem crescer na loucura dos tempos. Eu não precisava de uma casa ou família que me mostrassem quem eu era, as águas cristalinas das lagoas mo mostravam a cada momento que eu olhasse sobre elas. Não estava apenas o meu passado e futuro que escurecera, a minha pele detinha do obstáculo que germinava ao longo da minha sobrevivência. Talvez fosse por uma utopia que eu lutava e me mantinha viva, mas seria esse meu último suspiro. As areias do tempo se moviam sem que eu as observasse e eu crescia, perdendo-me de mim.
Hoje, meus olhos estão fechados e meu corpo permanece deitado dentre a sombra das árvores, o vento transmite a calmaria que meu sono rouba de mim, deixando-me acordada na contagem das estrelas. Dizem que cada uma delas é filha dos deuses, mas eu acredito que estas sejam pequenas fontes de sonhos de quem não consegue sonhar de olhos fechados.
Ouvi o meu nome pela ilusão dos meus sonhos acordados, deixei que o vento falasse, que ele me contasse quais as cores das estrelas. A solidão é um prato cheio de inspirações brotadas pela nossa pele. Senti uma respiração sobre a minha face e meus olhos se abriram para um rosto diabólico que sorria para mim. Um ser de olhos dourados como as estrelas, cabelos prateados e pele morena. Permaneci congelada, não fosse uma besta que me desejasse morta.
- Não necessitas de te preocupar. Não me conheces, mas eu conheço-te. – Disse-mo, afastando-se um pouco, sentado numa rocha perto do lago.
Por mais que tentasse pensar em algo, existia um sentimento, como se fosse uma intuição, que fazia querer aproximar-me dele. Não uma sensação de paz, como eu habitualmente sentia a cada novo perigo que vivia… Era algo mais que me intrigava, deixando-me alheia aos meus pensamentos ou medos. Possivelmente porque fora a única criatura que me falara desde a perda do meu passado.
- Eu sei que te sentes bem completamente só, porém acredito que isso não perdurará por muito tempo. Consegues pressenti-lo, mesmo antes que tenhas consciência disso.
- O que acontecerá? O que isso tem a ver comigo?
- Terás de escolher entre o futuro vazio ou o fado que se aproxima. – Levantou-se, observando o infinito que seus olhos viam.
- Quem és tu? – O silêncio ecoou minhas palavras, apenas se ouviam meus passos. Toquei-lhe no ombro na esperança de ouvir uma resposta.
- Sou apenas uma sombra de um destino que se abate sobre todos nós. – Esfumou-se, deixando-me novamente com a minha solidão.
Meus olhos se abriam, deixando-me incerta do sonho que acabava de ter. O que sentia misturava-se com a realidade, minha utopia seria a minha loucura.

E pronto, aqui está um excerto do primeiro capítulo de uma história que aguarda oportunidade de ser acabada... Certamente me surpreenderei quando voltar a escrevê-la, pois tenho o vicio de alterar sempre a linha de história que tenho inicialmente para uma outra narrativa completamente diferente.

Espero que tenham gostado!
Inté!

.Poesia

[Fase 3] No fim dos dias...

abril 19, 2016

São aquelas palavras que ouço à toda a hora,
Incríveis, aqueles que pensam que são!
Meu corpo se abre e a minha alma chora,
Para quê um mundo de tanta ilusão?!

São aquelas pequenas gotas da chuva,
Pequenas gotas que me vão alimentando,
Meus olhos se fecham à doçura,
Meu corpo sente a noite do tempo,
Dançando pelas felicidades da vida...

Suspiro não pelo que virá,
Nem pelo que já foi...
São suspiros de um agora presente,
Calmante, aquela doce, tão bela!
Dançante a paixão do fim do dia,
A única coisa que agora resta,
A única coisa que realmente interessa...

.frases

[Frases] Frase 96

abril 18, 2016

Encontrar-se algures pela terceira pessoa que nos vive e nós apenas olhamos... Parece que o tempo passa rápido demais, ou até demasiado lento. Inspira, deixa que os olhos de vidro te mostrem cada dia. Amanhã haverá mais, amanhã poderás perder-te novamente a viver.

.Prosa

[Blogagem Colectiva] Um conto de Amor e Revolução

abril 13, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Esta parece mas não é uma história de amor vulgar. Vai parecer um tanto estranho, pensar que um conto de amor pode ser apenas de uma pessoa - mas é essa a narrativa que hoje parece existir. Um ser que vive o amor e parece revolucionar-se a cada novo dia.
O nome desta mulher ainda é incógnito, talvez nem ela realmente o soubesse no começo da sua longa caminhada por este dedilhar de palavras. Porém, este conto é dela para ela e ninguém precisa de fazer parte. Bem, a não ser uma lata de coca-cola. Foi com ela que tudo começou...

Era um dia chuvoso, o vento parecia atormentar o seu rosto cabisbaixo enquanto essa menina moça seguia rumo a uma loja para comprar um lanche. Seu estômago parecia querer esmagá-la da quantidade de horas que ela ainda não tinha digerido nada. Pé ante pé, seus passos pareciam levar-lhe a um destino incerto. Qual a certeza deste mundo, não acham? Seus saltos altos ecoavam no meio de todo o som que batia brevemente sobre o seu guarda-chuva. Fechou-o, entrou na loja e seguiu para a área das bebidas com gás. Sua cabeça baixa não via nem observava nada além do seu objectivo: comprar alguma comida para calar o bicho.
Pegou numa coca-cola e seguiu rumo à caixa de barras integrais. Pagou, saiu para a chuva e abriu o seu amigo - já que o guarda-chuva lhe impedia de ficar totalmente ensopada (ou quase).
Com um grito de alerta, um ciclista quase atravessou o seu corpo, deixando-a pelo chão. O guarda-chuva voara para a estrada, um carro o atropelara e a mulher parecia parte da chuva. A sua saca com a comida caíra no chão, a lata de coca-cola rebolara para o seu pé. Mas não a preocupava qualquer um destes acontecimentos. O seu olhar encontrava-se preso à mensagem que se encontrava sobre a garrafa - parcialmente lavado pela chuva.
"Ama-te" Era a única coisa que o post-it dizia. Ela correu de volta para a loja, voltou à zona de bebidas e encontrou toda uma colectânea de mensagens coladas às latas de bebida. "Sorri", "Já te abraçaste hoje?", "Sabes como a beleza parece maior quando sorris?", "Deixa-te perder na missão de encontrar-te"... E as mensagens de encorajamento continuavam.
Cada uma das palavras que parecia ler a faziam sentir-se bem o suficiente para gargalhar pela chuva que agora entranhava na sua pele.
- Encontra-se bem? - Perguntou o lojista.
- Sabe quem deixou estas mensagens pelas latas? - Perguntou ela com curiosidade.
- Houve uma época que nos importou saber. Esperamos para encontrar a pessoa. - Fez uma pausa, sorrindo. - Mas essa pessoa não quer ser conhecida, e explicou-nos que o objectivo é fazer com que novos sorrisos se formem a cada novo dia, enquanto essa pessoa continua viva.
- Por isso a deixam colocar mensagens em latas novas?
- Exacto. - Sorriu. - Mas nem todas as pessoas têm o tempo suficiente para olharem para a lata. A maioria nem as vê. Apenas bebe.
A mulher seguiu para casa, pensativa. Mal chegou a casa, aproximou-se de um espelho e indagou: Eu também sou uma dessas pessoas. Apenas bebo, apenas como, apenas existo. Abriu a mão, para ver o post-it esborratado e molhado. Sorriu, observando o seu rosto tão molhado e esborratado quanto aquele pedaço de papel.
Removeu as suas roupas molhadas, limpou a sua pele com carinho e decidiu aproveitar o tempo - em vez de esperar que ele passe. Seus dedos pareciam dançar sobre uma nova pista, o seu olhar atento tomava nota de cada pensamento - de cada objecto que observasse. Como ela nunca reparara que o mundo à sua volta é bem mais dela do que fosse alguma vez possível?
Abraçou-se, sorriu, gargalhou e rebolou sobre a cama. Observou o tecto branco, tão branco como o passado que vivera... Como nunca parara um segundo para se amar? Vivera toda a sua vida consigo e jamais pensara em si como alguém. Apenas pensava no que era suposto pensar - metas para seguir rumo a algum lado. Mas quem era ela? O que eram seus sonhos para ela? Quais os traços de si mesma que amava e faziam sorrir a cada dia?

Levantou-se num salto da cama, vestiu-se e ficou junto à varanda a ver a chuva a cair incessantemente. O que outrora parecia um suplício para a vida, parecia agora algo divertido de ver, sentir, ouvir, tocar. Como e quando uma gota de chuva na janela parecia mais belo do que aquele chão que ela sempre observara por quase toda a sua vida?
Um novo universo se abrira hoje, para ela. Tal como a chuva que caía sem parar, a sua mente continuava a experimentar novas sensações - tão fortes e intensas... Como não amar o tique-taque do relógio quando todo uma utopia parece tornar-se vida sobre os nossos corações.

Esta mulher, chamada Eva, começou a amar-se. Começou a procurar encontrar-se. Uma nova caminhada que durará até que sua mente deixe de existir.
Cliquem na imagem abaixo para verificarem outros posts desta blogagem!

.Poesia

[Fase 6] Queria saber-te

abril 12, 2016

Queria saber-te sobre os meus braços,
Encontrar-te destemido entre traços
De tão breves versos que te dei.

Poderia dizer-te tão breves poemas,
Ou então olhar-te apenas...
Mas se te sinto, não o sei.

Hoje escrevo-te leves versos,
E meus olhos ficam presos
Àquele relógio deambulante.

Sossega doce alma,
Como quem não te chama...

Ouso querer-te hoje,
Ouso desejar saber-te.
Porém a maré não me leva,
A maresia não te traz.

Faço de garrafa partida,
A minha mensagem,
Afundada... Despedaçada.
E que saber-te não te encontre,
Que minha mente continue parada.

Vamos sorrir-te amanhã,
Com carinho...
Queria saber-te hoje,
Mas saber-te-ei apenas amanhã.
Naquele nosso forte abraço imaginado.

.frases

[Frases] Frase 95

abril 11, 2016

Existem momentos em que percebemos que tudo o que nos rodeia não é mais do que um reflexo das emoções que nos transbordam.
A (in)felicidade está onde menos esperamos - mesmo dentro de nós.
Cada degrau é obrigatório pela nossa vida, mas a forma como os sobes - ou desces - é tua e apenas tua.

Decide, escolhe e vive da forma que te faz real.

.BlogsUp

[UPInternational] April'16

abril 10, 2016

Every month the group Blogs Up gives us some themes that we can choose and make our perfect crazy writing. And that’s what this post is about. Some cool theme that I’ve decided to make it mine.

Hope you like it! Feel free to get into my ship of words.
(Sorry for my rusty English, It have been a while since I’ve written something.)

The Day I Left Home

This is a story about some girl at some village that finds herself deep in depression. No one seems to really care about her, and dying it’s almost the better way of running away from all of this.
In this day, when she becomes aware that dying isn’t the answer to her feelings, his bag gets full and their feet become free. Without a compass to know where she is going. A free spirit that gets wilder, starting to learn how to know who she really is.

Nature sings to her, the silence becomes her best friend. So profound, too much friendly that her smile starts to overcome that darkness that her eyes had met in the past.
The future seems to be brighter as ever had been. Her sorrows become like steps burned by the sun. No society is a better place. Being part of an ecosystem that gets mad and kills, but that being stays dead. Her society kills the soul, takes the freedom and gives something with the same name but that keeps her trapped.

She starts to sing, she’s becoming aware of the music of freedom, becoming part of a new world. Her spirit wants to scream, like never before. But it isn’t a despair that runs inside her. That little girl – Debora – is letting herself go. Like the sun that heats the skin, the flora that she crushes with the feet. Like that little squirrel that calls her name.

-Debora, Debora… Can you listen? – Said one voice, deep into their mind.
She doesn’t really know that her father tries to reach her. She had taken pills, trying to be free. Death makes us free, said her friend of internet. She has no friends at school. Everyone makes fun of her. Even her mother is away. So she left home.

She left home the better way she had known. She tried to run before. The cops brought her back to the house. Now no one can take her home again. It’s too late.
She had left home, that day it was the last. She left home, society, depression. Everything was left behind.
She was finally free - from herself.

This was fun ☺, Have you enjoyed it? I know, it’s a little dark... But there are people who only have that type of freedom. Being dark, letting no one get them. We have to be careful, trying to get our own balance without letting other ruin our mind. Be minded free!

You can see in the below image all the themes available this month.

.frases

[Frases] Frase 94

abril 04, 2016

Observar o finito, aqueles que amamos e acabam um dia... Pensar na infinidade de amor que nos atravessa, o mesmo que parece iluminar o mais negro dos futuros presentes nas nossas vidas.
Somos presentes hoje?
Seremos oferendas do amanhã?

.Prosa

[Textos] Dias internacionais - 1º de Abril

abril 01, 2016



Dias internacionais, uma pequena tentativa de marcar a humanidade para apreciar certas coisas que deveriam ser apreciadas todos os dias - ou então não. Mentir é algo que sempre somos ensinados a não fazer e sempre é feito de alguma forma - até os nossos pais na maioria das vezes criam 'leves' mentiras para conseguir obter resultados ou quando não sabem o que dizer.
Todos nós somos loucos, andando por aí a divertir-se a cada ano, vivendo numa eterna mentira. Aquela em que nos enganamos, para conseguir sobreviver a certos acontecimentos... Aquelas em que tentamos não magoar alguém, magoando-os ainda mais pois tudo acaba por vir à tona. Aquelas que se tornam compulsivas e envenenam o mundo.

O meu objectivo não é pregar partidas hoje - coisa que tento fazer ao longo do resto do ano. O objectivo é perceber a razão de termos um dia das mentiras. Qual a razão que nos leva a marcar um dia do calendário para uma coisa que sempre nos disseram para não fazer? Talvez pelo humano desejar a 'leveza' de poder fazer coisas que são 'proíbidas' na maioria dos dias...

Será que somos tão fracos, ao ponto de desejar colocar a nossa máscara a cada dia, usar o nosso papel imaginário que criamos e - ainda hoje - criar uma nova máscara de diversão para tentar ocultar a verdadeira realidade deste dia 'De todos os enganos'.

Enganados, por vezes acho que andamos todos nós. O que até nos torna divertidos. Quem sabe, não será divertido encontrar-se na realidade do que perder-se na fantasia? Isso não tem tanta piada, é preferível mergulhar naquilo que nos dão do que naquilo que deveríamos ter.

Sejamos então covardes, cheios de máscaras. Até neste dia internacional das mentiras.

Corações

Google+ Followers

Popular Posts