[Fase 6] Olhos D'Água Obscura

março 01, 2016

Dedos que se passeiam pelo céu,
Enquanto a melodia ecoa dentro da nossa mente.
Sorrisos que parecem não existir
Por dentre a luz do sol incandescente.
Por onde andas, ser alado?
Para onde levaste o meu sorriso tão adorado?

Inspirar sonhos, respirar prazeres.
Encontrar-se, perder-se e ser-se tudo ou nada
Tanto faz por estes olhos d'água obscuros
Que te vêem dentre as lágrimas
E se perdem por meus lábios amargos.

Poderia dizer-te mil palavras afiadas,
Ou verdades encontradas nas facadas levadas.
Poderia encontrar-me definhada no chão,
À espera de que a morte viesse, me levasse.

Meus olhos de água,
Nessa obscura dos dias de hoje.
Eles se encontram elevados para o céu,
Sorriem e choram para as nuvens...
Fazem-se vapor de água, brisa marinha.
Eles são o meu tudo, cada parte de mim.
Eles se fazem de poços profundos,
Eles embebem meus sorrisos, minhas lágrimas.

E eu hoje recuso-me a chorar,
Caros Olhos D'Água Obscura.
Recuso-me a deixar que essa escuridão saia.
Pois hoje só existe pelos bissextos.
E eu hoje serei forte, serei também bissexto.

Dia especial, pois respiro.
Dia bom, pois amo.
Meu dia, pois existo.
Deixarei o altruísmo para outro dia,
Junto destes meus olhos.

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