[Projecto 121] #2 - Comece o texto com a frase “foi assim que tudo aconteceu...”

fevereiro 03, 2016

Existe um novo projecto pelo Blogs Up, o Projecto 121! Querem participar? Cliquem 'aqui', participem e façam parte do grupo! Mas o que é esse tal projecto? Consiste em usar um dos 121 temas para blogagem, e ao contrario dos demais projectos este é fixo e não tem prazo ou ordem a ser feito. É tão espectacular! Vou ver se consigo realizá-las todas, cada postagem destas 121 propostas neste projecto... Vamos lá seguir para a postagem?

Foi assim que tudo aconteceu: um pedaço de céu, um traço de mar e uma gota de chuva. Com cada ingrediente eu nasci, encontrando-me no mundo sem saber quem eu era.
Passo a passo segui nu pelo escuro da noite. As estrelas sorriam-me e a lua desejava-me uma boa noite. Mas… O que era a noite? Algo me fez sorrir, ao ouvir as gargalhadas no céu. Elas riam-se de mim por não saber o que era a noite, como se nascer fizesse parte de um pacote onde as informações vinham automaticamente.
- Sabes, pequenino… – Começou a Lua por dizer. – A noite é o que nos traz para junto de ti, e o que nos leva bem para longe do mundo.
- Para longe? – Perguntei.
- Mesmo se esticares os braços, não me chegarás nem sentirei o teu abraço. – Sentia-se a tristeza na sua voz.
- O que aconteceu? – A curiosidade fazia-me querer saber tudo sobre o mundo.
- Sabes… Eu nasci como tu, sem saber por que vim. Pensei que não fosse tão bom brilhar e escondi-me nas trevas. Encontrei aqui as estrelas e fiquei amiga delas. Decidi ficar e brilhar com elas.
- O que é ser amiga?
- É encontrar motivos para sorrir e motivos para chorar naqueles que te rodeiam. Encontrar um abraço que te falta e deixar que a sua voz faça parte da tua vida. Até mesmo quando não estão por perto.
- Mas como sabes tanto sobre tudo? – Eu tinha imenso medo de não saber compreender o mundo, de não compreender e morrer sem que desejasse permanecer vivo.
- Ouvi várias vozes, cada uma delas dizia o que era a verdade para si. – Ela sorriu. – Senti aquilo que para mim era real e deixei-me compreender o meu mundo.
- Como posso compreender o mundo?
- Deixa que esse mundo que te rodeia te encha de novos motivos para encontrares o que é teu.
- Como eu sei que é meu?
- Sentirás sobre a tua pele, não que eu a tenha. – Suspirou. – Eu perdi a minha forma humana quando virei lua. Deixei para trás aquilo que era verdadeiro para outros e fiquei com a minha verdade.
- O que é a forma humana? – Não conseguia parar de fazer-lhe perguntas, e sentia-me cada vez mais confuso e abismado com o que ela me dizia. As palavras pareciam algo natural para mim, simplesmente vinham à minha cabeça.
- Segue em frente, até que consigas ver-me no chão. – Eu comecei a andar. Passo a passo, eu seguia um caminho desconhecido e ouvia a sua voz indicar-me o caminho. – Pára. Estás bem aí, não desças para a água.
- O que é aquilo junto a ti, ali em baixo? – Era uma dúvida que parecia assolar-me na cabeça.
- És tu. A água fria da noite mostra-te, a tua forma humana. – Ela sorriu. – É assim que tu és durante a noite.
Conseguia ver umas coisas arredondadas a olhar para mim, uns pedaços escuros pareciam esticar-se sobre o chão.
- Estás a olhar-te. – Ela explicou. – E estás a sorrir-te.
- Estou a encontrar-me?
Deitei-me sobre o chão, de barriga para baixo e observei aquela água pouco iluminada. Fechei os olhos por momentos, na esperança de encontrar o meu mundo.

Senti o peso da luz sobre a minha pele. Acordei e sorri. Adorava aqueles sonhos que me levavam para a loucura de encontrar-me novamente, de conhecer-me de todas aquelas formas que ainda não sei.
Preencher-me de mundos, é isso que adoro fazer. Levantar-me e encontrar-me sobre o reflexo do meu corpo. Sentir os sonhos sobre as pupilas cansadas de uma noite atribulada.
Nesta noite falei com a lua, pergunto-me que mundo eu viverei amanhã. Encontrar-me-ei novamente? Talvez…

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