[642 Coisas] Tema 3

fevereiro 05, 2016

"642 coisas sobre as quais escrever (642 things to write about) foi criado em exatamente 24h por 35 escritores, que se juntaram e formaram o grupo The Grotto, em São Francisco, com a intenção de juntar mais escritores e mais escritores, formando uma conexão de inspiração." (Bruna Morgan) Vejam toda a envergadura do Projecto e a sua história em '642 Projeto' e no 'Grupo do Facebook'.

3- O que você costumava fazer, porém agora não faz mais?

Existem coisas que fazem parte da evolução da nossa personalidade, que não fazem qualquer sentido existir no presente em que existimos no dia de hoje.
Algumas coisas não têm qualquer interesse ser feito, porém existem algumas preciosidades que com o tempo deixamos de fazer e nos preenchem de tal forma que deixam saudades de quando as fazíamos.
Por isso vou deixar de lado as casualidades da mudança e referir-me às preciosidades que perdemos com o tempo – e que tanta falta nos faz.

Caçar grilos

Não existia nada melhor do que passear pela Primavera e ouvir o som dos grilos sobre o chão… A não ser caçá-los: ouvir o som e segui-lo, procurar as tocas e colocar água para dentro ou usar uma erva suave para fazê-lo sair. Era especial conhecer o seu habitat, perceber quais as tocas de grilos, quais as de aranhas ou até cobras. Claro está, que além da água (que podia ser proveniente de um recipiente – garrafa – ou do nosso próprio corpo), existia a forma mais bruta de abrir a cova com uma pedra (por vezes o pobre animal morria) ou com uma inchada.
Grilo ou grila, tudo dependia do que encontrássemos. Perigoso seria levar uma grila para casa, pois diz-se que o seu chamado traz as cobras para perto. Mas, enfim, toda aquela loucura de encontrar-se num mundo onde a Natureza parecia fazer parte das nossas gargalhadas… Valia a pena perceber que a calma e a perspicácia conseguiam trazer frutos – quando a utilizávamos devidamente.

Salvar pássaros

Quando mudei de casa, nos primeiros tempos, existiam pequenos seres voadores que pareciam esquecer-se que poderia haver uma janela por perto e simplesmente atiravam-se contra ela. Parte dos meus Verões parecia chuva de estrelas – apenas com um elemento diferente. Alguns sobreviviam, voltavam a voar após um pouco de água no bico, deixando-me surpreendida pela sua coragem de voar novamente. Outros, infelizmente, ficavam por terra e acabavam por dar seus últimos suspiros. E assim a vida se fazia real sobre as minhas mãos, e eu os deixava num cantinho especial, com uma marca para que não fossem esquecidos. Suas asas voariam alto.
Agora, aparentemente as minhas janelas já não são palco de ensaios de voo. E ainda bem.

Adoptar aranhas, caracóis e rãs

Das coisas mais engraçadas, como se fosse uma cientista maluca, eu acabava por coleccionar seres vivos e analisar o que eles faziam. Alimentava as aranhas com moscas que apanhava, misturava espécies de aranhas para ver qual a evolução delas e observava vários outros seres sem que os colocasse em cativeiro – ainda os vou observando hoje, deixando para trás os anos de tortura que lhes incutia na minha ignorância.
Sempre tive uma imaginação fértil, mas observar aquilo que me rodeia torna-se tão especial que não me recordo de alguma vez ter feito outra coisa.

Estas acabam por ser aquelas que mais me marcaram… E vocês, quais as vossas memórias do que faziam e agora já não fazem?

You Might Also Like

1 comentários

  1. Hahaha meu irmão tb gostava de caçar grilos quando a nossa casa de praia estava em construção. Esse era o passa tempo preferido dele.
    Beijos

    Querido Deus,obg por me exportar!

    ResponderEliminar

Deixa aqui o teu pedaço!

Não te esqueças de deixar o link do teu blogue, caso tenhas, para te poder visitar!

E... Não te esqueças:
embarca pela minha loucura, sê-te tempestade de emoções!

Corações

Google+ Followers

Popular Posts