.frases

[Frases] Frase 93

fevereiro 29, 2016

Fechar os olhos, arranjar desculpas e fingir que tudo é normal... Pois a verdade nua e crua magoa, tritura. A Verdade pesa na consciência, faz-se nossa perseguidora e treme sobre a nossa pele. Sejamos verdadeiros, sejamos verdade sempre. Doa a quem doer. Mesmo que isso nos mate, sejamos reais para nós mesmos e nos dispamos de máscaras inventadas.
Para que servem essas máscaras se tudo por dentro está moribundo?

.Poesia

[Fase 6] Somos nós

fevereiro 23, 2016

Sejam teus olhos horizonte,
Para que esteja defronte
Aquele sorriso maravilhoso alucinante
Da tua alma tão inquietante.

Sejam as estrelas pedaços da tua alma,
Para que eu possa sorrir enquanto me acalma
Todas estas horas que passo sem te ver.
Vamos velejar, vamos viver!

Suspiro, inspiro e respiro
Cada pedaço das nossas lembranças,
Futuro nosso, assim prefiro
Deixar nossas tempestades tornarem-se esperanças
Daquela nossa chama de luz.

Hoje sou-te muitos, perco-me
Sobre esses lábios despojados do mundo.
Sejamos brisas, maresia...
Nos tornemos no mar que nos emana e invade.

Somos loucos, tu e eu,
Somos aquele pedaço de infinito.
Um finito de sonhos crescentes,
Um pedaço de futuro no presente.

Somos a razão do luar...
Somos nós.

.Prosa

[Textos] Talvez sejamos um lapso do Universo

fevereiro 18, 2016

Nossos papéis brancos enlouquecem à procuras de pequenas letras que a sociedade espante sobre nós, para que nos encontremos, para que deixemos de nos perder ao longo daquele silêncio que teima chamar-nos cá dentro. São vinte de duas horas, com vinte e dois minutos sem que um inspirar nosso se faça real. Quem somos - cada um de nós -, afinal?
Rogamos pelo clamor das outras sombras que clamam para que o silêncio se pareça mais nosso… Porque desejamos tanto breves traços pela nossa leve folha de tons amarelos?

Que água foi essa - tão louca, tão insana - que escolheram como chuva?

.BlogsUp

[Blogagem Colectiva] Livros que marcaram a minha vida

fevereiro 17, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Como devem calcular, eu sou daquelas devoradoras de livros... Mas quem diz devoradora, fala quase literalmente. Leio cerca de 100 páginas por hora quando tenho algum interesse na obra e até chego a perder uma ou outra noite pelas letras. Claro, isto quando me entra nessa 'inspiração' de ler até cair.
Existem tantos livros daqueles que podem ser considerados 'marcantes'. Mas vou apenas colocar realmente aqueles que me seguiram pelo caminho da vida.

O diário de Anne Frank

O típico, o marcante, o real. É interessante como este livro foi a primeira porta para o mundo da opressão que eu li em toda a minha vida - acho que é a leitura mais habitual para quem é adolescente e deseja saber um pouco mais sobre o Holocausto. Mostra pelo nosso ponto de vista o que aconteceu, faz-nos duvidar quanto ao que faríamos em tais situações e dá-nos a percepção do que é ser-se 'caçado' e viver uma loucura - e manter os sonhos tão vivos dentro de si.
Recomendo, cada documentário, cada livro que possam ler sobre este tema. Não apenas no Holocausto, mas todos aqueles actos criminais que ainda hoje surgem pelo Continente Africano, Asiático e bem perto de nós... Muitas vezes sem saber que a escravidão encontra-se a uma porta de distância.

A Lua de Joana - Maria Teresa Maia Gonzalez

O mundo da droga. A ironia que é viver tão perto dele e cair, sem se dar por isso, nesse mundo tão cheio de nós que nem sabemos o quão perdidos estamos até que o fim chega. Morte, droga, toda a batalha, loucura, perda e despersonagem que uma pessoa sofre com esse 'brinquedo' para muitos.
Todos nós criamos hábitos ao longo da vida, todos nós temos vícios e todos nós procuramos aquilo que nos faz falta. Porém, muitas das vezes é mais fácil cair e perder-se, deixar de ser alguém, do que procurar-se e encontrar-se junto daqueles nossos cacos.
Foi essa batalha que este livro tão bem me mostrou, e a coragem de agir e querer ser ao longo da minha vida. Pois todos nós erramos, todos nós caímos... E nem todos se levantarão. Mas tentem!

Fazes-me Falta - Inês Pedrosa

O grande contraste entre a doçura e a dor. A profundidade de um livro de amor que cresce diante dos nossos olhos a cada nova página. Só isso. Por que me fazes tanta falta.

A Cidade dos Deuses Selvagens - Isabel Allende

O primeiro livro que li da autora que passei a tanto amar. Uma aventura pela Amazónia. A magia da vegetação sobre a nossa mente - especialmente porque nunca estive na América -, daqueles sons de animais que só mesmo vistos na televisão, aquelas lendas maravilhosas que nos levam pelo mundo da aventura.
Adoro ver uma aventura que nos traz mais do que apenas passos... Que se descobre e nos descobre pelo meio. Adoro.

Os Dez Negrinhos - Agatha Christie

A performance brilhante de Agatha Christie sempre pode ser de louvar, em qualquer livro que ela tenha escrito pela sua vida. Mas a mestria deste livro, a cada morte, numa tentativa de descobrirmos o culpado... As circunstâncias que matam cada um. Uma dose de psicologia boa, que nos mostra o quão manejáveis podemos ser. Apenas com a dose certa de medo, inteligência e vontade de viver podem levar-nos à nossa pior morte.
Recomendo cada parágrafo!

E pronto, ficam por aqui alguns daqueles que me marcaram... Talvez numa próxima coloque outros, para não serem sempre os mesmos livros... Pois uma biblioteca faz-se de obras d'arte e o que não falta neste mundo são de livros marcantes e maravilhosos... Têm alguma sugestão de leitura?

.Poesia

[Fase 3] Hoje

fevereiro 16, 2016

Hoje queria marcar o nosso momento,
Queria ter-te sempre ao meu lado,
Dando-te uma trinca por vezes,
Para que te mantivesses acordado...

Hoje é o dia em que te quero aqui,
Deixando o resto em nada,
Deixando tudo apenas no que fazemos,
Mesmo tudo o que não pudemos...
Mas era hoje...

Hoje queria ver o teu sorriso a descair,
Enquanto navegávamos em alto mar,
Nas profundidades dos sentimentos...
Hoje queria tudo, para sentir o nada...

Hoje é o dia da tribulação,
O dia da grande aurora...
Hoje é o dia, a noite, a hora!
Hoje é o dia da nossa paixão...

Navegaremos hoje até ao infinito,
Procurando aquelas infinidades
Que voltarão amanhã.
Hoje é o dia de sempre,
Todo o hoje faz parte de nós,
Navegando pelas profundidades,
Pela infinidade de hoje,
Voltando a navegar a outra hora...
É hoje o dia.

.frases

[Frases] Frases 92

fevereiro 15, 2016

Qual a razão que leva o mundo pensar que o tempo cura tudo? Talvez pois, ao fechar os olhos, uns momentos podem levar minutos como vários momentos podem apenas levar segundos. Tal como os sentimentos, a sua potência não consegue ser medida por quem ouve falar, mas por quem a vive.

.Prosa

[642 coisas] Tema 4

fevereiro 12, 2016

"642 coisas sobre as quais escrever (642 things to write about) foi criado em exatamente 24h por 35 escritores, que se juntaram e formaram o grupo The Grotto, em São Francisco, com a intenção de juntar mais escritores e mais escritores, formando uma conexão de inspiração." (Bruna Morgan) Vejam toda a envergadura do Projecto e a sua história em '642 Projeto' e no 'Grupo do Facebook'.

4 – Coisas que você deveria jogar fora, mas que não consegue

Eu sou uma pessoa que tem imensa dificuldade em livrar-me do calçado e da roupa que já se encontra estragada, tenho sempre a tendência de tentar manter o máximo possível as minhas coisas por perto. Como a mudança é um pouco chata para mim, ainda mais difícil se torna livrar-me daquelas coisas que já não interessam para nada.
Tento sempre arranjar espaço para novas ‘jóias’ de decoração para o meu quarto, bem como roupa, apesar de quase nem ter espaço. Adoro coisas pintadas à mão, antigas ou até especiais – à sua maneira.
Adoro ter coisas diferentes, o que me faz achar que cada coisa que tenho é especial e é-me difícil ver-me livre delas. Enfim… São daquelas coisas que não nos fazem falta mas teimamos em manter, um certo tom de caus nas nossas vidas

.Prosa

[Sentires] Frustração

fevereiro 11, 2016

“Uma palavra, ou um simples sentir. Por vezes somos bem mais do que simples números ou letras disfarçados por este nosso mundo. E se meu sentir fosse alguém, quem seria?”
Estremece, deixa-te sentir…
Sou um horizonte brilhante acabado em cinzas, aquelas que sujam tua pele e enaltecem tua respiração entre-cortada. Fui-me embebendo pelo brilhar daquelas tuas pupilas dilatadas, breves sensações misturadas com um breve nada incendiado de mim. Eu sou aquela chama que não se vê, mas te queima. Aquela que fará de ti cinza, diante da raiva ou qualquer outra emoção que me leve junto a ti por terra. Sou aquele chão que teimas em cair, como um breve covarde, falhado… zé-ninguém espalhado pelo mundo. Quem pensarias tu ser no meio de todo este oceano de vida?
Minha ilusão descontínua pelo tempo atravessa-se em cada poro teu, sopra sobre ti breves poemas, desmanchados em versos apenas… E eles te levam à queda, cairemos juntos, eu sorrirei ao longo das tuas breves lágrimas, aquelas amordaçadas pelo fogo de mim - cinzas tuas - desse teu olhar.
Serei eu a tua perdição? Talvez eu fosse só um pequeno velho ao relento, que se encontrou em ti e jamais te deixou voltar à solidão dos sentires. Desilude-te, perde-te comigo para que o caminho à nossa frente pareça um, outro, e ainda outro passo para trás.

Saberás as horas em que baterei à tua porta?

BCs

[Blogagem Colectiva] Músicas que me representam

fevereiro 10, 2016

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a Blogagem Colectiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem 'aqui' e façam parte do grupo!

Ao longo da vida, existem bastantes temas que parecem ter sido escritos para nós… Ou pelo seu significado nas letras, ou até pela melodia que parece pulsar sobre os nossos ossos e elevar-nos a um outro nível.
Para mim é um tanto difícil decidir quais os temas que me representam, visto eu inspirar-me em mil e uma músicas para escrever qualquer coisa… Cada uma com o seu carinho especial, cada uma única.
Enfim… Irei apenas reduzir-me à insignificância que sou, esquecer tudo aquilo que transpira quando escrevo e tentar apenas citar aquelas músicas que realmente fazem parte daquilo que sou. Esperemos que resulte, ah, ah, ah.

Músicas Nacionais

David Fonseca - "Hoje eu não sou"


Esta música lembra-me tanto as incertezas que vamos tendo diariamente, todas aquelas oportunidades que nos passam ao lado sem as vermos e até os dias em que tudo passa sem que nós estejamos realmente lá, a viver. Um dia, tudo aquilo que não vimos está ali, no passado, e nós sofremos pelo que nos falta… Pelo que deixamos passar.

Dulce Pontes – “Canção do Mar”


Uma das músicas que sempre permaneceu comigo, enquanto eu crescia. Daquelas que fazem parte de mim, pela eternidade.

Da Weasel – “Força (Uma página de história)”


Uma música que me fez saber toda a letra, que me confortou várias vezes enquanto caía sobre os obstáculos da vida. A realidade é que nós somos aquilo que sentimos, mas aquilo que sentimos não é aquilo que somos. Nós escolhemos a força que temos.

Músicas Internacionais


장재인 (Jang Jae In) – “Hallucinations” (환청) (feat. 나쑈)


A sonoridade, a história que parece existir dentro desta música parece tão idêntica à constante luta que existe dentro da minha alma entre as trevas e a luz que parece existir essencialmente para as loucuras que navegam em mim.

Evanescence – “Hello”


Das primeiras bandas que ouvi, várias músicas fazem parte de mim e preenchem-me por completo. Especialmente durante toda a minha adolescência. Mas vou apenas deixar esta, que é aquela que mais me completa.

Flyleaf - In The Dark


Uma música que me conquistou logo que a ouvi. Escrever no escuro é algo que adoro fazer, que me inspira profundamente… E esta sonoridade aprofunda qualquer inspiração que possa ter.

Apocalyptica – “How Far”


Uma das músicas que melhor caracteriza aqueles momentos em que me sinto duvidosa de alguma coisa, ou que me encontro numa encruzilhada.

Yiruma – “Falling”


A saudade, quando bate forte, é como uma queda maravilhosa entre lágrimas e sorrisos. Encontrar-se nesse mundo é precioso, tanto quanto doloroso. Mas é real, é vivo. É saber-se aproveitar de todos os cantos, de cada pedacinho de vida que nos atravessa. É assim que me sinto, pelas inspirações que algumas vezes se convertem em fotografias.
Parte de mim é tristeza feliz. Sempre o será. É essa a minha melhor luz.

Sailor Moon Star Locket Melody


Uma melodia que sempre me deixará preenchida de todas aquelas marés que vezes e vezes me abalam. Porque o meu estado emocional faz-se daquilo que fui, que sou e que me fiz ser. A minha infância se tornou mais especial – na época em que lutava contra mim mesma – com esta música. A melodia da esperança, aquela que me fazia olhar para aquilo que perdi, que me dava coragem para olhar em frente e dar passo a passo, com a certeza de que a luz e o amor que me fazem quem sou estarão sempre comigo.

E é assim que acabo algumas das músicas que me caracterizam. Neste infinito de mim.

.Poesia

[Fase 6] Estamos Juntos

fevereiro 09, 2016

Respirar.
Um passo sobre as nuvens,
Um voo pelas sombras,
Um suspiro pelo silêncio.

Existem torres de um castelo de areia
Nos meus dedos. Eles sentem
Aquele nosso reino levado pelo vento.
E as ondas do mar dançam a nossa canção.

Fosse a mordida do meu lábio
Nossos sorrisos,
Sobre a luz da lua nós sorrimos juntos.
Somos sombras, tu e eu.
Somos pedaços de antes e agora.

Encontramo-nos aqui, perdidos um no outro.
Encontramo-nos despidos.
Encontramo-nos amados.
Hoje. Sempre.
Estamos juntos.

.frases

[Frases] Frases 91

fevereiro 08, 2016

Sê-te tempestade de vida, encontra-te algures no finito de ti e atravessa o teu deserto de sentires.
Sê-te tu mesmo!

.Prosa

[642 Coisas] Tema 3

fevereiro 05, 2016

"642 coisas sobre as quais escrever (642 things to write about) foi criado em exatamente 24h por 35 escritores, que se juntaram e formaram o grupo The Grotto, em São Francisco, com a intenção de juntar mais escritores e mais escritores, formando uma conexão de inspiração." (Bruna Morgan) Vejam toda a envergadura do Projecto e a sua história em '642 Projeto' e no 'Grupo do Facebook'.

3- O que você costumava fazer, porém agora não faz mais?

Existem coisas que fazem parte da evolução da nossa personalidade, que não fazem qualquer sentido existir no presente em que existimos no dia de hoje.
Algumas coisas não têm qualquer interesse ser feito, porém existem algumas preciosidades que com o tempo deixamos de fazer e nos preenchem de tal forma que deixam saudades de quando as fazíamos.
Por isso vou deixar de lado as casualidades da mudança e referir-me às preciosidades que perdemos com o tempo – e que tanta falta nos faz.

Caçar grilos

Não existia nada melhor do que passear pela Primavera e ouvir o som dos grilos sobre o chão… A não ser caçá-los: ouvir o som e segui-lo, procurar as tocas e colocar água para dentro ou usar uma erva suave para fazê-lo sair. Era especial conhecer o seu habitat, perceber quais as tocas de grilos, quais as de aranhas ou até cobras. Claro está, que além da água (que podia ser proveniente de um recipiente – garrafa – ou do nosso próprio corpo), existia a forma mais bruta de abrir a cova com uma pedra (por vezes o pobre animal morria) ou com uma inchada.
Grilo ou grila, tudo dependia do que encontrássemos. Perigoso seria levar uma grila para casa, pois diz-se que o seu chamado traz as cobras para perto. Mas, enfim, toda aquela loucura de encontrar-se num mundo onde a Natureza parecia fazer parte das nossas gargalhadas… Valia a pena perceber que a calma e a perspicácia conseguiam trazer frutos – quando a utilizávamos devidamente.

Salvar pássaros

Quando mudei de casa, nos primeiros tempos, existiam pequenos seres voadores que pareciam esquecer-se que poderia haver uma janela por perto e simplesmente atiravam-se contra ela. Parte dos meus Verões parecia chuva de estrelas – apenas com um elemento diferente. Alguns sobreviviam, voltavam a voar após um pouco de água no bico, deixando-me surpreendida pela sua coragem de voar novamente. Outros, infelizmente, ficavam por terra e acabavam por dar seus últimos suspiros. E assim a vida se fazia real sobre as minhas mãos, e eu os deixava num cantinho especial, com uma marca para que não fossem esquecidos. Suas asas voariam alto.
Agora, aparentemente as minhas janelas já não são palco de ensaios de voo. E ainda bem.

Adoptar aranhas, caracóis e rãs

Das coisas mais engraçadas, como se fosse uma cientista maluca, eu acabava por coleccionar seres vivos e analisar o que eles faziam. Alimentava as aranhas com moscas que apanhava, misturava espécies de aranhas para ver qual a evolução delas e observava vários outros seres sem que os colocasse em cativeiro – ainda os vou observando hoje, deixando para trás os anos de tortura que lhes incutia na minha ignorância.
Sempre tive uma imaginação fértil, mas observar aquilo que me rodeia torna-se tão especial que não me recordo de alguma vez ter feito outra coisa.

Estas acabam por ser aquelas que mais me marcaram… E vocês, quais as vossas memórias do que faziam e agora já não fazem?

.Prosa

[Conto] Quem sou eu?

fevereiro 04, 2016

Ele era um ser que a procurava, na esperança que surgisse dentre os flashes de luz, algures dentre os sons que ecoavam pela sua mente. A magia tornava-se difícil de ser encontrada e escondia-se dentre breves sorrisos – bastava um segundo para que aparecesse, num outro logo se evaporava.
Ele era um menino curioso, perdido dentre mil pensamentos de si. Procurava aquela magia escondida pelos seus cabelos desgrenhados e que lhe sussurrava ao ouvido: Sou-te gosto de chuva, rocha firme e parte do vento.
Esse pequeno correra, na esperança de a encontrar dentre as árvores, dentre as folhas que pareciam florescer pelas suas palavras. Por onde ela estaria? Quem seria? Eram pensamentos constantes pela sua mente incansável. Nunca a encontrara, tal como nunca perdera a esperança. Até um dia.
Grandes aventuras tornaram-se apenas passos num quotidiano onde o tique-taque do relógio torna-se vida.
Até que o tempo se vai, o sonho não existe e a magia aparece – enquanto a morte apodera-se da luz. E esse menino perde-se para sempre.

Quem sou eu? Questiona-se. Quem sou eu que perdi o rasto da magia que me falava, perdi os flashes de luz? Quiçá eu me torne parte da lua, para me tornar nova luz…

.BlogsUp

[Projecto 121] #2 - Comece o texto com a frase “foi assim que tudo aconteceu...”

fevereiro 03, 2016

Existe um novo projecto pelo Blogs Up, o Projecto 121! Querem participar? Cliquem 'aqui', participem e façam parte do grupo! Mas o que é esse tal projecto? Consiste em usar um dos 121 temas para blogagem, e ao contrario dos demais projectos este é fixo e não tem prazo ou ordem a ser feito. É tão espectacular! Vou ver se consigo realizá-las todas, cada postagem destas 121 propostas neste projecto... Vamos lá seguir para a postagem?

Foi assim que tudo aconteceu: um pedaço de céu, um traço de mar e uma gota de chuva. Com cada ingrediente eu nasci, encontrando-me no mundo sem saber quem eu era.
Passo a passo segui nu pelo escuro da noite. As estrelas sorriam-me e a lua desejava-me uma boa noite. Mas… O que era a noite? Algo me fez sorrir, ao ouvir as gargalhadas no céu. Elas riam-se de mim por não saber o que era a noite, como se nascer fizesse parte de um pacote onde as informações vinham automaticamente.
- Sabes, pequenino… – Começou a Lua por dizer. – A noite é o que nos traz para junto de ti, e o que nos leva bem para longe do mundo.
- Para longe? – Perguntei.
- Mesmo se esticares os braços, não me chegarás nem sentirei o teu abraço. – Sentia-se a tristeza na sua voz.
- O que aconteceu? – A curiosidade fazia-me querer saber tudo sobre o mundo.
- Sabes… Eu nasci como tu, sem saber por que vim. Pensei que não fosse tão bom brilhar e escondi-me nas trevas. Encontrei aqui as estrelas e fiquei amiga delas. Decidi ficar e brilhar com elas.
- O que é ser amiga?
- É encontrar motivos para sorrir e motivos para chorar naqueles que te rodeiam. Encontrar um abraço que te falta e deixar que a sua voz faça parte da tua vida. Até mesmo quando não estão por perto.
- Mas como sabes tanto sobre tudo? – Eu tinha imenso medo de não saber compreender o mundo, de não compreender e morrer sem que desejasse permanecer vivo.
- Ouvi várias vozes, cada uma delas dizia o que era a verdade para si. – Ela sorriu. – Senti aquilo que para mim era real e deixei-me compreender o meu mundo.
- Como posso compreender o mundo?
- Deixa que esse mundo que te rodeia te encha de novos motivos para encontrares o que é teu.
- Como eu sei que é meu?
- Sentirás sobre a tua pele, não que eu a tenha. – Suspirou. – Eu perdi a minha forma humana quando virei lua. Deixei para trás aquilo que era verdadeiro para outros e fiquei com a minha verdade.
- O que é a forma humana? – Não conseguia parar de fazer-lhe perguntas, e sentia-me cada vez mais confuso e abismado com o que ela me dizia. As palavras pareciam algo natural para mim, simplesmente vinham à minha cabeça.
- Segue em frente, até que consigas ver-me no chão. – Eu comecei a andar. Passo a passo, eu seguia um caminho desconhecido e ouvia a sua voz indicar-me o caminho. – Pára. Estás bem aí, não desças para a água.
- O que é aquilo junto a ti, ali em baixo? – Era uma dúvida que parecia assolar-me na cabeça.
- És tu. A água fria da noite mostra-te, a tua forma humana. – Ela sorriu. – É assim que tu és durante a noite.
Conseguia ver umas coisas arredondadas a olhar para mim, uns pedaços escuros pareciam esticar-se sobre o chão.
- Estás a olhar-te. – Ela explicou. – E estás a sorrir-te.
- Estou a encontrar-me?
Deitei-me sobre o chão, de barriga para baixo e observei aquela água pouco iluminada. Fechei os olhos por momentos, na esperança de encontrar o meu mundo.

Senti o peso da luz sobre a minha pele. Acordei e sorri. Adorava aqueles sonhos que me levavam para a loucura de encontrar-me novamente, de conhecer-me de todas aquelas formas que ainda não sei.
Preencher-me de mundos, é isso que adoro fazer. Levantar-me e encontrar-me sobre o reflexo do meu corpo. Sentir os sonhos sobre as pupilas cansadas de uma noite atribulada.
Nesta noite falei com a lua, pergunto-me que mundo eu viverei amanhã. Encontrar-me-ei novamente? Talvez…

.Poesia

[Palavras Dadas] Fossem meus olhos cinza

fevereiro 02, 2016

Este poema foi pedido no Mural do Vento, pelo Patrick René.
Sinto os raios de sol sobre a minha pele,
Sem que façam sentido sem aquele
Rejuvenescer dentro de mim
Que se perdeu em lugares sem fim.

Pudesse eu encontrar o que perdi.
Meus dedos tentam encontrar-te ao vento,
Meus cabelos se deixam amortecer pelo tempo…
Tudo passa, tudo se vai e eu fico aqui.

Fosse a vida plena,
Sem que as perdas me encontrassem.
Abraçar-te sempre vale a pena,
Mesmo em sonhos,
Que nossas almas se encontrassem.

Hoje és-me memória,
És-me objecto perdido sem fim.
Encontra-me, eu encontro-me em ti.
Sejamos eternos, plenos,
Sejamos saudades sem limite,
Sejamos eternidades…
Sejamos olhos de cinza, perdidos,
Encontrando-se.

Espero que tenham gostado deste pequeno momento de perda, que abrange um pouco do que todos nós acabamos por viver, em certos momentos da vida.

.frases

[Frases] Frases 90

fevereiro 01, 2016

Sê a boca que sorri. Vê-te, sê-te cores. Encanta-te. Nasce pelo silêncio. Alimenta o coração pela luz que te segue a vida. Encontra-te a cada entrelinha vivida… Perde-me. São sentires. Voa. São palavras. Sabes o teu segredo mais profundo?

Corações

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