[Texto] Insanidades

janeiro 14, 2016

Não sabia ainda bem por onde andava hoje, porém meus olhos continuavam fechados ao som da minha respiração quente - aquela que agravava o silêncio que me rodeava.
Conseguia ouvir os gritos dentro de mim, como se tudo o que eu fui quisesse rasgar minhas entranhas e escapulir-se para longe. Estaria eu louca? Talvez eu o fosse, talvez a minha voz pudesse gritar para os quatro ventos para onde eu fui, para onde me perdi vezes e vezes sem conta - cá dentro.
Tentei abrir meus olhos, apenas vi aquela sombra que me seguia para todo o lado, ela respirava-me. Eu perguntei-lhe porque me seguia, tentei saber o seu nome mas apenas o silêncio se fez presente - ao mesmo tempo que o vento soprava sobre meus cabelos dourados imaginados de um outro qualquer lugar.
Caí sobre o caos do chão que me sustenta, gritei com todos os pulmões que os quatro ventos me davam sem que ninguém me ouvisse sequer. A loucura acontecia bem dentro de mim: naqueles lugares onde as árvores ganhavam vida, meus olhos brilhavam e cada célula do meu corpo revivia pequenas histórias mastigadas na minha mente.

E o que serei hoje? Quem vestirá a minha pele?

Talvez eu te abrace, no final das horas, quando minhas mãos abandonarem o teu pescoço…. Talvez eu te leve, como memória daquilo que sonhei hoje. Talvez me sejas vida, amanhã quando a escuridão perder a magia… Talvez nada me sejas.

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Corações

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