[Projecto 121] #1 - Fale sobre Recordações

janeiro 06, 2016

Existe um novo projecto pelo Blogs Up, o Projecto 121! Querem participar? Cliquem 'aqui', participem e façam parte do grupo!

Mas o que é esse tal projecto?
Consiste em usar um dos 121 temas para blogagem, e ao contrario dos demais projectos este é fixo e não tem prazo ou ordem a ser feito.

É tão espectacular! Vou ver se consigo realizá-las todas, cada postagem destas 121 propostas neste projecto... Vamos lá seguir para a postagem?

É interessante a forma como as nossas memórias se perdem pelo tempo em que nos lembramos delas. Como frases se tornam ideias, por vezes até perdendo a verdadeira ordem das palavras e até mesmo o sentido delas. As nossas recordações são parte das nossas emoções.
Porém, eu hoje não irei aprofundar-me nas recordações que me marcam por esta semana – quando aquelas pessoas que nos fazem tanta falta acabam por estar mais um ano sem nos abraçar – e passarei a tentar relembrar-me de uma recordação que tenha sem que ninguém mais esteja envolvido a não ser a minha pessoa.
A primeira vez que passei a noite em claro, sem sequer o reparar, foi quando escrevia para o projecto The Unforgiven Souls. A minha personagem parecia puxar por mim, por isso estava eu em 2009 a aprofundar-me na loucura da minha egípcia loira e a embeber-me da sua garra.
Já não me recordo ao certo o que escrevia, muito menos o que ouvia – claro que obviamente iria ter música por perto, novas personagens sempre brotam mais vivas de melodias.
Quanto mais escrevia, mais o meu sorriso aumentava e a minha fome por descobrir mais da sua loucura mantinha-me acordada dentre as letras sem sequer olhar para a janela do quarto pequeno que se tornara a minha residência na faculdade. Eu permanecia ali, enlouquecida, endoidecendo a personagem que quase saía das minhas veias e me aniquilava. É uma dessas personagens que nos tira tudo, que vive e agarra cada parte de nós e vira-nos totalmente ao contrário.
E é por isso que esta é uma das minhas melhores recordações, respirar fundo, após atingir uma utopia – essa personagem parecia florescer do sangue que brotava pelas suas mãos – acabei por olhar sobre a janela e ver a madrugada nascer. Surpresa e felicidade estavam sobre as minhas veias, como se cada parte – cada momento que estivera acordada – fosse um sonho profundo de onde surgira aquela sanguinária vampira.
Acho que até hoje ela parece continuar bem viva, tão longe daquela que narra a sua história. Talvez até o seja. Aquela bela recordação que me faz inspirar pelo mundo, que me mantém acordada e encontra-me sobre os sonhos de olhos abertos.
Ousemos recordar, ousemos sonhar!

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1 comentários

  1. Olá, entrei agora para o grupo, ainda estou tentando entender, mas te confesso de cara que já estou a amar.... É justamente o que eu buscava, adorei suas memórias e seu blog. bjinhos

    www.blogdalanne.com

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