[Texto] Será sempre loucura, essa coisa que chamam enamorar-se

dezembro 03, 2015

E hoje foste aquele silêncio propagado ao longo do meu sorriso. Como se tudo em mim desprendesse de ti, desses teus momentos - tão longos, tão nossos - que se acercaram por cada pedaço da minha pele. Talvez eu pudesse chamar-te, para que ouvisses a minha voz inaudível que as entrelinhas emanam. Consegues fechar o teu olhar e encontrar-me do outro lado? Seriam nossas lágrimas de cristal cercadas pelos nossos dedos?
Talvez eu nada fosse além da adorada noite - essa que chove sobre o teu rosto coberto.
Talvez eu nada fosse além de uma memória esquecida de ti, como se cada segundo se transformasse - nos transformasse - num outro mundo qualquer: esse tolo que nos alimenta sorrires a cada raiar do dia.
Hoje perguntei-te baixinho - quase que as entrelinhas estremeciam - por onde andaste tu? Por onde vieram essas tuas maldições - tão amaldiçoadas de nossos silêncios - que hoje atravessarão nossos sonhos?
Nos respiremos hoje, porque nossas células se deixam sentir pelo vento - aquelas que me trarão parte de ti. Talvez hoje não fosse a hora, pois chove, e o tempo não me é frio. O gelo do corpo enaltece qualquer sentir d'alma. Consegues sentir-me ao longo do teu peito? O teu nome solta-se pela minha língua, meu caro, e a minha voz parece inaudível sobre tantos sentires, esses nossos.
Enlouquecidos estaremos, por cada novo respirar. Enlouquecidos seremos.

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Corações

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