.Poesia

[Fase 2] Coisa bela, simplista

dezembro 29, 2015

Coisa bela, simplista
Que cria sorrisos no mundo,
Que nos brilha na vista,
Num pensamento profundo.

Tal como um olho,
Que se abre ao mundo,
Vai-se abrindo ao som
Do breve vento.

Vão-se enrolando e levitando
Até que a neblina da noite
Traz a paz, pura e reluzente,
Que dança como se tivesse cantando.

.frases

[Quote] #Frases 85

dezembro 28, 2015

Encontrar-se é sentir-se maravilhado com tudo o que nos rodeia.
Vemos com outros olhos, rimos com outros sorrisos.
Sejamos infinito em tons de mil!

.Poesia

[Fase 2] Olhando pela janela

dezembro 22, 2015

Fitando o mundo
Através da minha janela fechada,
Descobrindo o mais profundo
No meu labirinto, uma encruzilhada.

Descobrindo velhos rancores,
Que me magoam a alma
Que destroem meus amores
Que nem o sono acalma.

Passados velhos, com dor
Presente e futuro
Sentindo menos o amor.
Só queria ter um furo!!!

.frases

[Quote] # Frases 84

dezembro 21, 2015

Respirar-te é perder-me a cada nova letra que te escrevo.
A certeza são os teus olhos no infinito.

.Prosa

[Texto] O que queres ver da tua vida?

dezembro 17, 2015

Lembras-te daquela criança que fui um dia? Quando sorria, deixando que cada parte de mim pudesse realmente ser feliz? Aquela maldade tão inocente que se desprendia de mim sempre com um sorriso, deixando que a felicidade não fosse só momentânea, mas sim real e duradoura. Sim, eu corria e vivia cada segundo como se nada fosse mais poderoso do que os nossos sonhos e os nossos passos pelo mundo. Sentia a sujidade impregnada em mim sem me importar, era o único borrão que eu conhecida do mundo. Gargalhava correndo em volta do nada, imaginando tudo, deixando que o que quer que me chateasse não durasse mais do que uns minutos.
Eu era real, feliz e forte. Meu mundo cabia na minha mão, porque eu me imaginava enorme. E eu o era, a rainha de cada um dos meus contos, de cada correria que fazia com os meus amigos imaginários. Cresci, cresci sim… Mas deixei que um pedaço de mim permanecesse. Sou forte pelo amor da minha criança, que cria dentro de mim o nosso mundo e corre comigo. Quantos de nós já se esqueceram da maravilha que é parar em algures, ficando a criar novas vidas, novos sorrisos… E entrar nesse mundo sem sequer olhar para trás. Infantilidades? Eu digo que isso sim é viver, sendo forte no mundo real, vivendo intensamente o nosso mundo imaginário. Sim, os dois podem existir. E nós seremos sempre o papel principal em cada um deles. Está nas nossas mãos…
Arriscado? Arriscado é viver. Nos temos de fazer com que, pelo menos uma vez na vida, tenhamos força de a enfrentar e avançar qualquer obstáculo. Só seremos fortes se quisermos. A vida não se importa, ela apenas nos dá o que queremos ver. Resta saber… O que queres ver tu na tua vida?

BCs

[Blogagem Colectiva] O que eu quero levar para 2016

dezembro 16, 2015


Este foi um ano de aprendizagem. Acontecimentos que destruíram sonhos ou quebraram corações. Falsidades que se mostraram e forças que se fizeram presentes na minha vida. Cada erro, cada parte que vivi por este ano fez-me ter a certeza de que desejo ter cada vez mais coragem para enfrentar cada novo dia.

Cada dor e felicidade, cada parte de vivi por este ano quero levar como uma memória que me faz acordar para as lágrimas e sorrisos que ainda virão. Quero levar para o ano de 2016 a esperança que faltou neste ano. Desejo que a força continue e a inspiração venha como nunca antes.

Quero levar também o sofrimento, a sensação de encontrar-me perdida e encontrar-me novamente. Deixar que o chão que me sustenta seja a razão pela qual me levanto. Pois cair está-nos no sangue, tão bem como levantar. Desejo endoidecer-me novamente, como se nem soubesse mais o quão enlouquecida fui este ano.

Viver cada música, tal como vivi o novo álbum de David Fonseca, cuja inspiração será totalmente fantástica… Ouçam por vocês mesmos, já aqui:

Talvez seja assim que eu me despeça, com um Futuro Eu que quero levar deste ano. Com sorrisos e lágrimas. Mesmo as dores da alma levarei comigo, bem como as saudades plenas que se atravessam pelo coração neste mês.
Ser-se tão vivo que dói estar-se vivo, percebendo tudo aquilo que se perde por um segundo. Compreendendo que tudo o que nos rodeia se vai e só permanece vivo pelas nossas memórias.

Mas que sejamos guerreiros, que a força não seja nossa mas que nós a conquistemos. Que seja assim, e muito mais. Qual a melhor razão para se estar vivo?

Para verem as restantes blogagens, visitem o link.

.Poesia

[Fase 4] Promessas

dezembro 15, 2015

São estes momentos que se aproximam,
E eu sempre sinto que eles vêm,
É a minha alma a saber sempre a verdade,
A minha mente a ofuscá-la,
O meu coração a apagá-la...

E os momentos chegam,
Ouço a alma que agora fala,
Sorrisos que se enchem de ternura,
Momentos repletos de tortura,
Minha alma baloiça suavemente,
Sentindo o pesar dos dias,
Sentindo a falta das alegrias.

São promessas, meu amor, são promessas
Aquelas que nunca se disseram,
Ficando suspensas pelos momentos que não são.
São promessas de esperanças, de fins.
Não que a morte seja algo, mas sim a vida.

Por isso se prometem melhores dias,
Aqueles que poucas vezes chegam
E que passam a correr.
E, quando mais um ano acontecer,
Permanecem aquelas promessas,
E sou feliz por as ter comigo.
Promessas que me afastam do mundo,
Promessas que me deixam em mim,
Apenas eu no meu mundo, nada mais.

.frases

[Quotes] # Frases 83

dezembro 14, 2015

O silêncio é o segundo em que o mundo se perde de si, encontra-se dividido pelo horizonte e o mar de ilusões que o rodeia.
Sê o teu horizonte!

.Prosa

[Texto] A Verdade de um Monstro

dezembro 10, 2015

Na desilusão ninguém vence, mas pelo menos a verdade liberta. Por mais crua, real e pura que seja.
Talvez por isso achem que existe um descontrolo, a pessoa torna-se mais atenta, deseja compreender e acaba por descobrir que não existe nada além da verdade à frente dos seus olhos. Ninguém a quer ouvir, não há pessoas que a aceitem e muita água passa pelo moinho quando a boca desse desiludido se abre.
E, por mais anos de vida, a verdade acaba por vir à tona. Entra em ti, perfura-te e deixa-te disponível para crescer e tentar fortalecer-te. Claro que existem sombras da verdade que procuram perfurar-te, sendo vítimas da verdade que veio à tona.
A cada novo dia, a verdade vem com mais força, cada vez mais real. Forte. Digna de uma profundidade inimaginável. Torna-se altura de deixar que ela exista por si só, e seguir o caminho da vida sem perder a cabeça com isso.
Nunca pensei que a verdade viesse, que ela se aprofundasse assim. Por isso vi além do horizonte e perdi-me pelas lágrimas. Elas se fizeram sustento de mim, tornaram-me mais forte.
Prefiro a verdade. Aquela que se mostra. Também entro pela verdade indirecta, aquela a verdade que te procura, encontrando-te e mostrando-me o teu verdadeiro rosto.
Eu prefiro ser crua, um monstro criado por ti.
Mas sou eu, digo o que é verdade e não o que deve ser correto ser dito. Talvez não seja mesmo humana.
Deixem-me ser, então, um animal - são mais reais e verdadeiros que nós.
Que me torne como eles.

.BlogsUp

[Blogagem Colectiva] Presente de Natal (não material) que desejo ganhar

dezembro 09, 2015

Todos os anos existe uma época comercial – cada vez mais se perde a real origem desta época – onde as pessoas gastam fortunas para compensar a falta de tempo e emoções que deveriam vivenciar por todo o ano. Talvez seja essa a razão pela qual eu escolhi esse tema, numa esperança de vivenciar esse Natal que nos preenche por todo o ano e não apenas por um espaço de dias.
Por isso é que o que desejo ganhar por muito tempo a capacidade e coragem de seguir em frente aos meus objectivos e encontrar o meio termo para o que escrevo, o que quero escrever e o tempo que devo ter para desenvolver as minhas letras. Chega de preguiça, ou qualquer falta de inspiração.
Desejo que meus dedos e minha cabeça se perca nas letras para que eu possa transmitir as minhas entrelinhas a magia que parece transbordar a cada nova inspiração que nasce.
Quero poder inspirar, levantar pesos que parecem existir e encontrar as pessoas por aquela maré de abismos que todos temos e vivemos – um dia de cada vez.
Mas para isso é necessário o melhor presente de todos: encontrar-me pelas horas que perco. Encontrar as letras que faltam. Permanecer atenta ao que deseja nascer de meus dedos. Viver além das entrelinhas.

.Poesia

[Fase 4] Sonho Especial

dezembro 08, 2015

Aquelas cores que agora vejo,
Cores onde a justiça não nasce,
Onde a opressão lidera!

Um mundo de cores e sabores,
Mas que nada vive, nada vive...
Para quê viver sem sentir as cores
Daquela tão nobre vida,
Navegando pelas colinas,
Sentando, cheirando flores...
Olhando o céu e sentindo que está lá,
Tão longe mas tão perto!

O sonho comanda a vida,
A verdade é o guia mais certeiro!
Não te percas em meias vidas,
Em ciclos viciosos de vidas perdidas!
Sente aquele amor, aquele primeiro!
Se fechares os olhos, eu sei que vês...
Nem que dure uma vida,
Ou um dia inteiro!
Não importa o quando, o onde...
Desde que sejas mesmo tu,
E que sintas o que realmente é.

.Prosa

[Contos] UM SUICÍDIO EM TONS DE MIL?

dezembro 04, 2015

Bem, eu matei-me. Ou…pelo menos tentei matar-me e consegui-o em parte. Existiu um pequeno traço das minhas lágrimas que se foi, uma outra dor de alma que abraçou o meu passado e deixou-me quem eu sou hoje. Sim, posso dizer que me suicidei para tornar-me o que sou hoje.
Sim, eu sei que não pus termo à minha vida… Mas, cheguei a pensá-lo por momentos em que nada parecia tão forte quanto a dor - ironia minha - mesmo, sem me recordar do amor. Não precisam de ler-me neste pequeno momento, não precisam de sentir-me… Nem de vos sentir a cada entrelinha desta pequena história em traços de realidade que vos vou contar.
Eu era pequenina, meus olhos ainda brilhavam como de uma menina. Mas, o brilho deles surgia pelas lágrimas que teimavam e flutuar de meus dedos, elas escorriam sem destino nem lugar…de onde vinham? Talvez de todo o lado do meu corpo, ou simplesmente de lado nenhum. E eu pensei que minha vida pudesse voar, como essas pequenas gotas que o sol queimaria, levando-o com ele.
Sim, meu sol tinha ido com o seu mais esplendoroso brilhar e me deixara pelo destino do luar. E a lua me dizia, para que eu corresse, para que voasse. E eu realmente pensei em deixar meu corpo, voar dele e deixar que as pulsações se esvaziassem em sangue. Eu o fiz, peguei num punhal cravado de ilusões e gemidos, ergui-o e chorei. Iria voar para longe, para que meu peso se transformasse em sorrisos e em velhas cores…
Cristais se tornam maravilhosos quando se deixam transcender na luz que os cerca. E eu era um cristal bruto, perdido algures dentre gotas minhas, iluminado pela vida sem o ver. Desarmonia, aquela que me deixava em agonia por uma dor que eu teimava em escurecer.
Um suspiro fundo marcou a minha morte, meus olhos brilharam novamente e uma aura abraçou-me tão profundamente que eu mal acreditava que realmente isso fosse acontecer. Uma menina que esvoaçou, que se irradiou, desfazendo-se em transcendência de uma sensação de morte. Amor, que tanto me abraçavas e nunca me dizias.
E essa menina morreu, sorrisos se foram e tempestades ficaram. Fantasmas mataram seu brilho, seus dedos estalaram num novo renascer. Um suicido completo, em que tudo se mata mas o amor nos faz viver. Eu matei-me de uma morte amada, matei-me de mim…matei-me por nada. E agora sou letras, sou agonia, sou sinfonia sem fim… Nestas palavras - e tantas outras - meio dadas.

.Prosa

[Texto] Será sempre loucura, essa coisa que chamam enamorar-se

dezembro 03, 2015

E hoje foste aquele silêncio propagado ao longo do meu sorriso. Como se tudo em mim desprendesse de ti, desses teus momentos - tão longos, tão nossos - que se acercaram por cada pedaço da minha pele. Talvez eu pudesse chamar-te, para que ouvisses a minha voz inaudível que as entrelinhas emanam. Consegues fechar o teu olhar e encontrar-me do outro lado? Seriam nossas lágrimas de cristal cercadas pelos nossos dedos?
Talvez eu nada fosse além da adorada noite - essa que chove sobre o teu rosto coberto.
Talvez eu nada fosse além de uma memória esquecida de ti, como se cada segundo se transformasse - nos transformasse - num outro mundo qualquer: esse tolo que nos alimenta sorrires a cada raiar do dia.
Hoje perguntei-te baixinho - quase que as entrelinhas estremeciam - por onde andaste tu? Por onde vieram essas tuas maldições - tão amaldiçoadas de nossos silêncios - que hoje atravessarão nossos sonhos?
Nos respiremos hoje, porque nossas células se deixam sentir pelo vento - aquelas que me trarão parte de ti. Talvez hoje não fosse a hora, pois chove, e o tempo não me é frio. O gelo do corpo enaltece qualquer sentir d'alma. Consegues sentir-me ao longo do teu peito? O teu nome solta-se pela minha língua, meu caro, e a minha voz parece inaudível sobre tantos sentires, esses nossos.
Enlouquecidos estaremos, por cada novo respirar. Enlouquecidos seremos.

.BlogsUp

Projecto 121: #54, Escreva como se estivesse descrevendo a cor verde a uma pessoa cega

dezembro 02, 2015

Existe um novo projecto pelo Blogs Up, o Projecto 121! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!
É tão interessante! Vou ver se consigo realizá-las todas, cada postagem destas 121 propostas neste projecto... Vamos lá seguir para a postagem?

Eu fiquei feliz de saber que confias em mim para te explicar a cor verde, mas acredito que eu não tenha capacidade para conseguir realmente dizer-te a magia que o verde faz nos nossos olhos.
Infelizmente nem todos nós olhamos para as cores e sentimos a sua beleza. Certamente tu não sentirias o mesmo que eu sinto ao explicar-te essa cor, pois cada um de nós vive cada detalhe da vida de forma diferente.
A cor não é algo que se sinta, saboreie ou até se viva. Tão oculta como a Natureza, que nos rodeia e parece nem existir ao certo. Uma entidade que sempre está aqui na nossa vida e, na verdade, nem pensamos nela. Talvez por isso seja tão difícil descrever-ta.
Mas o que tu queres não é a minha opinião sobre alguma coisa, não é mesmo? A realidade é a cor que queres sentir, que nunca viste, queres saber o que é.
O verde é um pigmento, uma cor fresca que pode ser definida pela frescura das folhas de menta ou até o toque suave do musgo. Com tons tão suaves como as gotas de chuva e tão fortes como as flores do azevinho. É uma cor usada no natal, simboliza esperança, talvez pelos campos na primavera encontrarem-se tão verdejantes e cheios de vida que o verde parece inalar parte dessa vida e preencher-nos por dentro.
É uma força de vida, mas tão suave e tão cruel como a própria vida. Pode até ser a sua melhor descrição. Causa vidas. Talvez não tão certo quanto os teus olhos, que nada vêem mas tudo vivem. Talvez os teus pensamentos sejam verdes, e eu espero que o sejam. Suaves, fortes, esperançosos e até vivos!
Talvez seja esta a única forma que tenho de te descrever a cor verde. Gostaria de mostrar-te, porém apenas meus lábios podem fazê-lo.

.Poesia

[Fase 3] Chuva

dezembro 01, 2015

Ao ritmo da natureza,
Vai bailando pelo ar
E dando vida à alegria
De uma lágrima já não estar só.

Vou dançando ao som da chuva,
Como quem vive livre…
A chuva canta por mim,
Eu canto com ela,
Vamos avançando ao longo da vida…

Minhas lágrimas acompanham a chuva,
Minha alegria, purificada,
Deixa eternamente meu corpo.

Ao longo das nossas danças,
Jubilamos com alegria,
Para que o sol nos venha
Fazer companhia.

A dança vai tomando a alma,
Traça as sete cores da felicidade
Enquanto brilha
Por entre a chuva e o sol.

Quando tudo acaba,
E a chuva desaparece,
Esta permanece
Naquele momento intocável
E inesquecível
Que a chuva nos abriu…

Liberta a “chuva” que há em ti!

Corações

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