[Blogagem Coletiva] Porque você gosta de escrever

setembro 30, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!
E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Talvez tenha escolhido este tema por ser o último dia do mês, ou porque simplesmente é algo que se relaciona mais comigo, com aquela minha parte que nem sempre escrevo. Prefiro envolver-me mais pelos mundos que crio do que aquele que me embala pela vida.

Mas, afinal, o que me faz escrever?

Escrever começou pela poesia, no abismo das minhas preocupações de infância pela morte do meu pai. Um diário em verso que me fazia aliviar as trevas que perturbavam a minha mente. Necessidade de sobrevivência, estupidez até... Um crescer pelos dedos e tintas que faziam-me crescer a cada nova palavra.
Hoje é algo entranhado em mim, parte do meu ser que respira e transpira-se ao longo das pancas que me dá.
Existem dias loucos, onde a inspiração aprofunda-se e perturba-me até que saia de vez.

A fase em que ler o que escrevia torturava-me

A necessidade inicial fazia-se nas trevas, de tal modo que o meu mundo morria a cada novo poema escrito. As palavras enterravam-se, não as voltava a ler porque já não faziam sentido. Perderam-se, tal como aquele peso que tinha no momento.

Transcendência

Esse imenso mar de evolução, fases que vão passando pela vida e deixando um oceano de recordações que nos mantém vivos pelas tempestades. Encontrar-se e aceitar sentir, aceitar que faz-se parte desse mar que nos afunda, não remar mas ser parte desse mar... É esse o sentido perfeito que jamais acontece.

Um breve resumo do que sou enquanto escrevo. É isso que faz com que a escrita faça parte da minha vida.

Mas não só. Desejo que as minhas tempestades inspirem outros mares, para que não remem contra a maré mas que se preencham e complementem. Porque somos um todo, pelas tempestades e marés nesta vida.

É especial, sentir assim as ondas de outros mares acalmarem tempestades. Ser-se emoções crescentes, rumo à felicidade. Não inócua, mas real. Daquela que nos mata e faz-nos mais fortes - mais reais, mesmo com o horizonte.

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