#Blogagem Colectiva: Sonhos

julho 15, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!
E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Eu já tive sonhos absolutamente fantásticos, daqueles que acordo com um sorriso na cara - após uma imensidão de terror, suspense e romance encadeados por esta mente louca.
Uma dessas histórias é Salvatore e Emma, que começou com um sonho - o primeiro capítulo foi escrito segundo o que dormitei em 2009 de olhos fechados. Espero que gostem!
Por isso vou partilhar aqui um sonho que tive, daqueles que mais gostei, e que faz parte de um ebook que vou lançar por aqui no próximo mês como parte da missão que vem por aí - vamos ter festa no primeiro aniversário do blogue!

Salvatore e Emma - Livro I, Pedaços

Pequena Introdução

Olhos que se fecham, ouvindo os sons que ecoam dentro de nós. Não são eles que nos devolvem a paixão de momentos passados e momentos criados? Melodias que vão acalentando cá dentro, como se dissessem que cuidam de nós, que nunca permitirão que nós deixemos de sentir esta grande paixão pelo que fazemos, pelo dom que temos. Paixões essas que nos dão sentido à vida, que nos fazem sermos realmente quem somos. Todos somos um pouco de todas as melodias da vida… Amores, desamores, mágoas… São tantas as coisas que nos fazem gritar cá dentro, que nos faz sangrar até ao mais íntimo. Por vezes conseguem até matar, de tanto que fervem cá dentro. Mas são tantas as coisas que sentimos, tantas as coisas que fazemos, tantas as coisas que amamos e que temos paixão que muitas vezes apenas pensamos no que queríamos ter, não olhando à nossa volta, não vendo que o que mais queremos está muitas vezes tão perto.
Tantos altos e baixos, tantas sensações… Um turbilhão de emoções…

Capítulo I

O Início

Numa noite como tantas outras, em que uma simples saída não se tornaria tão normal assim.
Salvatore não fazia a mínima ideia do que estava por vir – ele era um simples mortal que vivia o mundo apenas quando se sentia em casa – o que não era um habitual lar, onde tudo nos pertence e faz-nos sentir donos da nossa própria vida, mas num lugar que nunca o deixava voltar a ter vontade de jamais esperar.
Não seria de esperar – nem de alguém pensar em tal lugar – para se sentir realmente verdadeiro, ficar preenchido por dentro e voltar à mundana vida que esta humanidade nos dá. Era um local de esperanças e desesperos de quem nunca voltará a deixar de sentir a perda.
Mas ele perdia-se por dentro, divagava pelos vários momentos da sua vida e de todas as vidas que continuavam a esperar chegarem ao final, ou seria o início?

Inconscientemente, na luz que lhe acalentava cada poro da sua humilde vida, nunca imaginaria que pudesse ver tal tormento. Chamas iluminando a noite, onde as estrelas da noite não vieram e as nuvens das tormentas teimavam a permanecer e a ceifar cada brotar de vida circundante, saíam do céu como se quisessem gritar ao mundo as verdades que preenchiam cada pecado praticado por todos.
Salvatore avistou essas chamas que começavam a varrer a cidade, matando cada pessoa em que caísse. As multidões corriam à procura de protecção, procuravam o lugar que Salvatore chamava paz, corriam rumo à vida, poupando a sua. Muitos eram atingidos, muitos não conseguiam, mas Salvatore tentava, tentava ajudar…
Os gemidos de dor e de mágoa iam aumentando, o medo das chamas atingirem-nos antes que estas cessassem, fazia-os gemer e pedir amparo, corriam e apenas pensavam na sua vida, ultrapassando muitos que já não conseguiam avançar mais, esmagando-os como se fossem pequenos ramos. Todos corriam, todos gritavam de medo e de dor, uns por avistarem as chamas a vir em sua direcção, outros ao ver o sofrimento que iriam acabar por ter…
Salvatore também temia pela sua vida porém, ao ver uma pequena menina, decidiu correr para a resgatar. A pequena tinha uma cara tão apavorada, cheia de medo, chorava num canto, tapando a cara, não conseguindo ver nada, desejando que seus pais estivessem bem… Como poderia ele salvá-la, se nem sabia se ele estaria a salvo?
Não pensou mais, ele pressentia que ela merecia ser salva, que ele poderia dar a sua vida pela dela…
Quando se aproximou e pegou-a ao colo, viu que ela trazia um coração, um pedaço de metal em forma de coração, um simples coraçãozinho que lhe punha a vida em risco.
Depressa tirou o colar de seu pescoço, mas o raio já corria em sua direcção, atingindo-o no braço.
A única coisa que ele pensava era em tirar aquela menina dali.
Tentou levá-la até à campa de sua mãe, onde se sentia sempre em paz, para que ela o ajudasse a voltar a ter forças e puder salvar a menina. Mas depressa tudo se apagou…

As chamas finalmente cessaram, no centro da cidade havia um mar de corpos queimados, vários eram aqueles que tinham expressões de terror. O cheiro era nauseabundo e alguns corpos tinham sido esmagados, deixando todo o interior dilacerado… Vários animais estavam do mesmo modo, queimados ou esmagados pela angústia anteriormente vivida e que apenas deixou um rasto de morte.


Continua...

Queres ler mais?
Brevemente será disponibilizado o ebook em Agosto!

You Might Also Like

0 comentários

Deixa aqui o teu pedaço!

Não te esqueças de deixar o link do teu blogue, caso tenhas, para te poder visitar!

E... Não te esqueças:
embarca pela minha loucura, sê-te tempestade de emoções!

Corações

Google+ Followers

Popular Posts