#Blogagem Coletiva: Não sou obrigado a N-A-D-A

junho 17, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!

E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Apetece-me fazer algo diferente do habitual. Vou dar a minha opinião sobre este tema, da forma que me apetece. Podem ler ou não, podem até nem compreender. São apenas palavras sussurradas ao vento porque me apetece e o sol lá me iluminou hoje para isto!

Desde o primórdio dos tempos, a humanidade criou regras, condutas e tantas outras merdas que nos dias de hoje parecem ser 'asco' para muita gente.
Eu não compreendo parte, não compreendo a outra parte e a terceira parte já faz parte de mim. Enfim... Vamos mas é abordar mais o tema - mais temas. Porque parte destas letras parecem quase um começo de anarquismo. ☺

Liberdade vs Libertinagem

Ser-se ou não obrigado. Ter a opção de escolha todos nós temos e cada um faz o que bem entende... Ou será que realmente devemos ser assim? Será justo ou injusto? Quem define essas coisas, ou quem definiu e quem mantém essas realidades?

A verdade é que a nada somos obrigados nesta vida - por isso se vê tanta injustiça pelo mundo - os mesmos iluminados que criaram as regras tiveram iluminados que as fizeram quebrar. Mas... Atenção! Existem regras que são quebradas maravilhosamente e dão frutos maravilhosos! Só não nos podemos esquecer que os seres humanos - tal como qualquer outro ser - faz parte de uma sociedade. Somos parte de algo além de nós, superior ou não. Não importa o que acreditamos - temos liberdade para escolhermos o que desejamos pensar. Porém, liberdade que ser e pensar o que queremos não nos faz diminuir a liberdade e pensamento de quem não é como nós.
Não nos podemos esquecer que tudo neste planeta tem um ciclo, até o Universo tem um ciclo - apesar de estar em constante mutação, existem rotas evolutivas e não destrutivas. Devemos ser livres, não devemos inferiorizar a liberdade de cada um que respire - ou não respire.

Nós somos livres de acções e de pensamento... Que usemos ambos nas escolhas que fazemos na vida. Somos livres mas não somos obrigados a aceitar a libertinagem dos outros.

Individualismo vs Comunismo

Todo o ser humano tem a necessidade de fazer parte de um nicho, de se integrar em algum patamar da vida e sentir-se verdadeiramente ele mesmo. Somos um 'eu' preenchido de 'nós'. Precisamos de paz de espírito, de encontrar aquilo que nos preenche aquele vazio que parece aumentar com os anos - ou diminuir.

Mas... Há quem se esqueça que um 'nós' não é obrigatório. Que o ser humano não é obrigado a integrar-se e não necessita de ser aceite por aqueles que o rodeiam. Que o Homem é 'o' Homem, com liberdade de ser quem deseje. Quer prefira estar só ou acompanhado, não é obrigado a ser integrado em lado nenhum. Não é obrigado a ter aqueles 'amigos' ou aquelas 'uniões interesseiras'.
Um ser humano pode preferir estar-se nas tintas para todo o mundo, andar deambulado e só pelo mundo e ser-se absolutamente preenchido de si e feliz. Um ser humano até pode permitir-se ser infeliz ou nem ser nada. Pode ser ele mesmo, ou ele no meio de tantos outros. Ou ser mais alguém num grupo de gente.

Nós somos aquilo que desejarmos ser. Não somos sequer obrigados a ser aquilo que desejamos. Não somos obrigados a merda nenhuma!

Natural vs Modas

Todos estes pontos acabam por se misturar uns nos outros. É uma das coisas que mais detesto dos tempos actuais. A 'Moda' que parece querer surgir só porque sim, só por esta necessidade de se sentir 'livre' e 'parte de algo'. Para quê ser-se parte de algo se acaba por ser-se mais do mesmo?

Nós não somos obrigados a n-a-d-a. Podemos ser Naturais, podemos fazer parte de alguma 'moda' que ande por aí. É igual e indiferente. Que sejamos qualquer coisa - qualquer coisa mesmo - desde que nos sintamos a ser realmente nós (ou o que estamos a precisar de ser no momento).

Mais vale um valente louco feliz, do que um sábio pesado de tristeza. Mas...e que mais? Nem a isso somos obrigados! Cada um vive a sua trajectória, para cada um existe um caminhar ao passo que deve ser feito. Ou pelo que tem de ser, ou pelo que se apetece ser, ou por objectivos traçados ou por nada disto!

Realidade vs Ilusão

Quem determina o que é real ou não? Apenas nós mesmos. Ou até nem nós mesmos o sabemos...
É como uma história que já ouvi uma vez: de um aviso que surgiu por uma aldeia, para que ninguém bebesse daquelas águas que surgiriam pelos próximos dias nas lagoas, rios e até na própria casa. Para beberem apenas água da chuva porque tudo estaria afectado por uma loucura tremenda que se perderia noção de tudo!
E se fosses aquele que não bebeu, tendo tudo o que te rodeia enlouquecido e sejas apenas tu aquele que sabe o que é real? Não serás tu o louco agora? Será que não preferias beber também dessas águas e juntares-te aos outros?
Talvez desejes manter-te apenas com água das chuvas, porque preferes saber-te do que perder-te como os restantes. E, quem disse que te sabes?

Tudo se torna possível, tudo é real ou ilusão desde que nós acreditemos nisso. Será que não sermos obrigados a nada será uma ilusão? Ou as obrigações e normas que seguimos serão a ilusão?

A realidade é que a própria palavra - qualquer palavra - é uma utopia criada por quem as aprendeu, viveu ou sonha com elas. Cada ser humano - e até vai além dos humanos que 'pensam'... Todos são o que são e o que se vêem ser. Todos são o que os outros os vêem. Não existe realidades inventadas, todas as realidades paralelas podem ser verdade - desde que estas sejam sentidas.

É o que é o sentimento? O que nos faz acreditar ou desacreditar em alguma coisa?
Ousar e ser é uma reticência que nunca mais acaba. Tão infinito como o universo!

E vocês, depois deste testamento... O que ousam sentir, pensar, dizer?
Cada mundo é especial à sua maneira, beber dos mundos que possamos beber pode ser uma das melhores riquezas!

Digam-me... O que andam por essas cabeças? O que anda além dessas cabeças?

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