.Poesia

[Os Dias] Dia Onze

junho 30, 2015

Traços que uma caneta
Escreve, inquietos
Momentos que querem
Sair, serpenteando
As palavras em novas
Sinfonias perdidas
Nos corações que sentem.

Sentimentos traçados num mar
De almas, nascidas
E desaguadas na tinta,
Aprendendo, sentindo
Tudo de maneira diferente,
Crescendo ao encontro
Do que se escreve.

.frases

[Quote] #Frases 62

junho 29, 2015

Existe arte em cada segundo da nossa vida, cada detalhe de nós pode ser convertido num sublime estado de eternidade.
Nós somos um estado inconstante do tempo - aquele inventado por nós.
Uma loucura das tempestades humanas... Inspirações repetidas pelos nossos poros.

.Prosa

Será...morte matada?

junho 26, 2015

Será...morte matada? Ou, talvez...morte morrida? Ou simplesmente morte desmanchada e desmedida? Quiçá, apenas uma morte dividida entre o ser e o não ser... Talvez seja essa a questão.

E eu hoje morri. Morri para aqueles que nem conheço e outros tantos que como se, com isso, nem se importassem. Poderia ser um início de um livro, ou de uma outra história qualquer… Mas é apenas o meu fim. Nada mais além de umas letras ensanguentadas que desperdiço por aqui.
Corri para bem longe de mim sem querer ao certo olhar-me, talvez com o medo que me tornasse uma pedra, fria e congelada no tempo. Então me escapei, matei-me e deixei aquele pedaço algures pela morte que me tornei. Recordo-me de gargalhar sobre o meu sangue, enquanto me manchava de vermelho pelas pregas da minha saia, aquela avermelhada, aquela que flutuava brilhantemente sobre a morte que me fiz ser.
Talvez tenha gritado por mim, na tentativa de ouvir-me e pedir para que eu parasse de assassinar cada pedaço que eu fui. Então a morte veio, ela me levou sorridente e de braço dado com o meu corpo. Aquele tão célebre fantasma que se flutuava dentre palavras numa utopia brindada a dois. Eu e a morte, ela que me deixava divagar através das entrelinhas do meu sangue.
Seriam minhas tintas avermelhadas? Talvez o negro se tornasse parte de mim pela eternidade, ou o arco-íris fosse a festa daquela que fui, daquela que matei. Nada sou além de uma mancha de sangue daquela morte que sou. Loucura, a nada serve sem o sangue dos meus dias.
Então, diante de meus olhos, o vermelho se espalhou aquando da hora em que a morte se fartou de mim. Aquando da hora em que o seu sorriso se tornou a minha gargalhada enquanto meus dedos empunhavam a navalha - aquela mesma que me despojara de sangue segundos antes - aquela que me arrancara cada pedacinho dos sorrisos que eu deixava. Eu sorri, enquanto sentia o doce sabor avermelhado de vida esvaziar-se dentre o meu palato e o meu cérebro.
E então melodias erguiam sobre minha garganta. Ela se refugiava diante do meu coração, lapidado em lágrimas pelos dedos que declamavam e recitavam dores desmanchadas diante pequenas chuvas…
Seria a minha morte a cada renascer de vida, e eu morreria a cada dedilhar das minhas mãos. Morreria a cada loucura desenfreada que minhas mãos desvendassem pela navalha, aquela que se cravava pelo meu ser… Aquela mesmo que a morte me tinha oferecido, sorridente. Me pedindo para que eu lha cuidasse.
E eu cuidei com carinho, a alimentei do seu jeitinho… E a morte se fez, nascendo a cada letra minha. Aquela morte que, ainda hoje, gargalha sobre aquelas pequenas gotas avermelhadas que quase ninguém vê - mas que quase todos sentem uma vez na vida.
E a morte veio, sorridente, oferecendo-me a sua mão. E eu a aceitei com carinho, dando-lhe um beijinho… Naquela loucura que nos tornamos na loucura da emoção, aquela despedaçada e estilhaçada diante de nós.

.Prosa

Aquela noite vadia...

junho 25, 2015

Durante toda a minha vida quis encontrar o meu último pedaço para que finalmente pudesse manter a minha vida eterna inteiramente no combate ao meu interior. Toda a minha vida tinha sido jogada borda fora, conseguia ver isso bem nitidamente naquela imagem que me focava atentamente o olhar, aquela mulher que se inteirava no mar e queria senti-lo, fazer parte dele com a sua beleza sem fim, não sabendo que o mar de nada era senão uma pequena imensidão comparado à sua beldade.
Desde sempre que acreditara no amor, mas com o passar dos tempos tudo se tinha diluído na esperança perdida, a mesma esperança que agora banhava meu olhar, fazendo-me desejar fazer parte daquele quadro. O que eu não sabia é que aquela mulher era eu, que todo aquele amor que sentia naquela imagem era eu que o transmitia. Eu apenas estava adormecida numa imensa penumbra que não me mostrava o que realmente era.
Talvez fosse por não sentir-me inteiramente, por apenas mergulhar na saudade e no passado. Mas isso tinha mudado, essa que eu pensava ser afinal nunca existira, eu era apenas o que não pensava ser. Era uma continuação daquele amor que me foi dado, grande responsabilidade que teria de usar com destreza. E era isso que em mim se tornava amargura, eu não conseguia sentir a força que me faria mover esse amor que me foi dado, ainda não o consigo fazer… É tudo tão complicado pela importância que lhe dou. São tantas aquelas noites vadias, tantas aquelas noites que me fazem sofrer por algo que não devia… Mas todas as noites se mergulham apenas numa: a noite que se vai propagando ao longo dos dias…
Gostava de puder largar tudo em lágrimas como outrora, mas nada se torna em lágrimas novamente… Contente poderia ser este novo tempo, porém eu não deixo que o seja, fechei aquela mulher que vivia as sensações como um imenso mar. Ela não tornar-se-á a erguer, estará eternamente apenas aquela imagem que vejo de longe, aquela memória que nunca aconteceu. Tudo ficou no olhar de uma menina, fechado e adormecido. Como uma bela adormecida esperando uma boa nova que não virá, ficando assim para todo o sempre, desejando ficar assim para todo o sempre.
Tudo aquilo que vou reprimindo cá dentro, se tornam em belas e melodiosas palavras. E em palavras terão de continuar. Por isso existiu o Pedaços, originalmente apenas mais uma história mas que se tornou aquela história. Tudo isto porque agora aquela mulher cativa no imenso mar deseja sair de lá, mas tudo se transformou em palavras por enquanto. Mas essa mulher permanece querendo sair, temo que alguma vez saia…
Curiosos estes tempos… Sendo duas ao mesmo tempo, desejando e amargurando ao mesmo tempo. O mais estranho é aquela paz, não me consigo preocupar… Talvez por saber que se fizer algo de mal nada vai afectar a amizade, ou talvez porque já não me importa mais quem ganhará esta batalha. Em qualquer uma das mulheres acabo perdida…
Mas o que e deixa feliz é que afinal de contas, apesar de tudo, a nossa amizade não se destruirá… Essa é a melhor felicidade que tenho. Nada mais importa (sentimentos, acontecimentos, tormentas) pois eu estarei bem, apesar de tudo mantém-se a temperança. Tenho as forças para ultrapassar tudo o que virá, voltando novamente à normalidade. Por isso sinto a paz, nada temo.

.Prosa

Enlaçando distâncias: Fui-me

junho 24, 2015

Theo,
Theo… Theo… Theo. Não me canso de repetir o teu nome vezes e vezes sem conta. Principalmente, Theo, porque parte de mim está tão enraizada pelo tempo que fomos os dois que se tornou difícil não pronunciar o teu nome pelo tempo em que já estou por aqui, tão longe, tão dolorosamente longe dos teus braços.
Nós somos fortes, Theo… É o que sempre me dizes a cada telefonema imaginário que te dou enquanto a loucura dos primeiros dias não assenta e possa voltar a ouvir a tua voz, mesmo que longe. São tantas as vezes que olho em volta, que penso sentir-te perto de mim que chego a rir sobre a tristeza que me alcança quando vejo que nada se passou de uma breve ilusão que minha mente me pregou.
Conseguirás ouvir o meu suspirar desse lado do imenso mar que nos separa? E as tuas noites… Estarão tão irrequietas quanto as minhas? Deveria ter deixado contigo também a minha alma, já que ela reclama a cada segundo por me ter acompanhado.
Os dias parecem nunca mais acabar com todas as mudanças. Não consigo dormir quando devo, não consigo comer a horas certas e até o nascer do sol está diferente. Talvez porque falte dizer-te um bom dia, ainda te chamo - muitas vezes - enquanto a noite me enlouquece a mente e a saudade me faz sentir-te cada vez mais longe… Oh, eu ainda sinto-te por mais distantes que estejamos.
Eu ainda ouço a tua voz chamar o meu nome enquanto os teus braços prendem-me a ti para que nunca mais me larguem. Deverias ter-me agarrado no aeroporto. Deverias ter-me mantido cativa, mesmo que isso fosse louco, deveria estar aí contigo…como sempre…
Abraça-me rápido pelas entrelinhas!
Manda-me o teu, o nosso, beijo brevemente pelo vento!
Sente meus lábios sobre os teus, Theo… Sente-me aí,
Simplesmente sente-me.

.Poesia

[Os Dias] Dia Dez

junho 23, 2015

Belas aquelas lágrimas
Cristalinas, embelezando
O rosto de quem as chora,
Desenhando sentimentos, abraçando
Uma nova visão da vida,
Um novo nascer
Para o mundo.

E porque ao nascer assim
Crescemos, evoluindo
Cada vez mais a cada
Passo dado, vivendo
Tudo o que a vida nos dá,
Todas as suas alegrias,
Todas as tristezas.

Jamais saberia amar,
Não conseguiria, sorridentes
São cada momentos da vida,
Forças, aquelas
Que nos crescem por dentro,
Fervilhando em nós,
Fazendo-nos viver...

.frases

[Quote] #Frases 61

junho 22, 2015

Não é apenas o oxigénio que permite que nossos pulmões respirem. Não é só o sangue que bombeia vida para os nossos pulmões...
A profundidade de ser-se humano será apenas as letras que este inventou ou todas aquelas tantas invenções?
O infinito, o horizonte... Todas aquelas vontades e sonhos que nos fazem ser mais, crescer mais... Que tudo isto serve se não somos nada mais do que parte de um grupo de gente?

Respiremos mais do oxigénio, tenhamos mais do que sangue pelas nossas veias!
Que a loucura e coragem nos embale pela vida, sempre!

.Prosa

Dicionário Velho

junho 18, 2015

A felicidade é momentânea pois somos nós que a fazemos. Com o nosso egocentrismo consumista de emoções fortes tornamos a nossa felicidade num momento forte e pouco duradouro, tal como as emoções o são.
Numa sociedade cada vez mais consumista, na qual seu único desejo é sentir o poder de consumir todos os desejos designados de impossíveis. Somos felizes quando sentimos que a nossa vida ganhou um sentido que finalmente foi alcançado.
Quando deixamos esse objectivo que foi atingido, voltamos à monotonia da infelicidade do desejo… Vamos querendo mais e mais, sendo felizes, tristemente infelizes e, novamente felizes. Só nos sentimos felizes porque conseguimos ganhar a esperança que gastamos ao tentar alcançar a felicidade desejada.
Somos a ironia de um dicionário velho.

Textinho escrito por 2006

.BlogsUp

#Blogagem Coletiva: Não sou obrigado a N-A-D-A

junho 17, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!

E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Apetece-me fazer algo diferente do habitual. Vou dar a minha opinião sobre este tema, da forma que me apetece. Podem ler ou não, podem até nem compreender. São apenas palavras sussurradas ao vento porque me apetece e o sol lá me iluminou hoje para isto!

Desde o primórdio dos tempos, a humanidade criou regras, condutas e tantas outras merdas que nos dias de hoje parecem ser 'asco' para muita gente.
Eu não compreendo parte, não compreendo a outra parte e a terceira parte já faz parte de mim. Enfim... Vamos mas é abordar mais o tema - mais temas. Porque parte destas letras parecem quase um começo de anarquismo. ☺

Liberdade vs Libertinagem

Ser-se ou não obrigado. Ter a opção de escolha todos nós temos e cada um faz o que bem entende... Ou será que realmente devemos ser assim? Será justo ou injusto? Quem define essas coisas, ou quem definiu e quem mantém essas realidades?

A verdade é que a nada somos obrigados nesta vida - por isso se vê tanta injustiça pelo mundo - os mesmos iluminados que criaram as regras tiveram iluminados que as fizeram quebrar. Mas... Atenção! Existem regras que são quebradas maravilhosamente e dão frutos maravilhosos! Só não nos podemos esquecer que os seres humanos - tal como qualquer outro ser - faz parte de uma sociedade. Somos parte de algo além de nós, superior ou não. Não importa o que acreditamos - temos liberdade para escolhermos o que desejamos pensar. Porém, liberdade que ser e pensar o que queremos não nos faz diminuir a liberdade e pensamento de quem não é como nós.
Não nos podemos esquecer que tudo neste planeta tem um ciclo, até o Universo tem um ciclo - apesar de estar em constante mutação, existem rotas evolutivas e não destrutivas. Devemos ser livres, não devemos inferiorizar a liberdade de cada um que respire - ou não respire.

Nós somos livres de acções e de pensamento... Que usemos ambos nas escolhas que fazemos na vida. Somos livres mas não somos obrigados a aceitar a libertinagem dos outros.

Individualismo vs Comunismo

Todo o ser humano tem a necessidade de fazer parte de um nicho, de se integrar em algum patamar da vida e sentir-se verdadeiramente ele mesmo. Somos um 'eu' preenchido de 'nós'. Precisamos de paz de espírito, de encontrar aquilo que nos preenche aquele vazio que parece aumentar com os anos - ou diminuir.

Mas... Há quem se esqueça que um 'nós' não é obrigatório. Que o ser humano não é obrigado a integrar-se e não necessita de ser aceite por aqueles que o rodeiam. Que o Homem é 'o' Homem, com liberdade de ser quem deseje. Quer prefira estar só ou acompanhado, não é obrigado a ser integrado em lado nenhum. Não é obrigado a ter aqueles 'amigos' ou aquelas 'uniões interesseiras'.
Um ser humano pode preferir estar-se nas tintas para todo o mundo, andar deambulado e só pelo mundo e ser-se absolutamente preenchido de si e feliz. Um ser humano até pode permitir-se ser infeliz ou nem ser nada. Pode ser ele mesmo, ou ele no meio de tantos outros. Ou ser mais alguém num grupo de gente.

Nós somos aquilo que desejarmos ser. Não somos sequer obrigados a ser aquilo que desejamos. Não somos obrigados a merda nenhuma!

Natural vs Modas

Todos estes pontos acabam por se misturar uns nos outros. É uma das coisas que mais detesto dos tempos actuais. A 'Moda' que parece querer surgir só porque sim, só por esta necessidade de se sentir 'livre' e 'parte de algo'. Para quê ser-se parte de algo se acaba por ser-se mais do mesmo?

Nós não somos obrigados a n-a-d-a. Podemos ser Naturais, podemos fazer parte de alguma 'moda' que ande por aí. É igual e indiferente. Que sejamos qualquer coisa - qualquer coisa mesmo - desde que nos sintamos a ser realmente nós (ou o que estamos a precisar de ser no momento).

Mais vale um valente louco feliz, do que um sábio pesado de tristeza. Mas...e que mais? Nem a isso somos obrigados! Cada um vive a sua trajectória, para cada um existe um caminhar ao passo que deve ser feito. Ou pelo que tem de ser, ou pelo que se apetece ser, ou por objectivos traçados ou por nada disto!

Realidade vs Ilusão

Quem determina o que é real ou não? Apenas nós mesmos. Ou até nem nós mesmos o sabemos...
É como uma história que já ouvi uma vez: de um aviso que surgiu por uma aldeia, para que ninguém bebesse daquelas águas que surgiriam pelos próximos dias nas lagoas, rios e até na própria casa. Para beberem apenas água da chuva porque tudo estaria afectado por uma loucura tremenda que se perderia noção de tudo!
E se fosses aquele que não bebeu, tendo tudo o que te rodeia enlouquecido e sejas apenas tu aquele que sabe o que é real? Não serás tu o louco agora? Será que não preferias beber também dessas águas e juntares-te aos outros?
Talvez desejes manter-te apenas com água das chuvas, porque preferes saber-te do que perder-te como os restantes. E, quem disse que te sabes?

Tudo se torna possível, tudo é real ou ilusão desde que nós acreditemos nisso. Será que não sermos obrigados a nada será uma ilusão? Ou as obrigações e normas que seguimos serão a ilusão?

A realidade é que a própria palavra - qualquer palavra - é uma utopia criada por quem as aprendeu, viveu ou sonha com elas. Cada ser humano - e até vai além dos humanos que 'pensam'... Todos são o que são e o que se vêem ser. Todos são o que os outros os vêem. Não existe realidades inventadas, todas as realidades paralelas podem ser verdade - desde que estas sejam sentidas.

É o que é o sentimento? O que nos faz acreditar ou desacreditar em alguma coisa?
Ousar e ser é uma reticência que nunca mais acaba. Tão infinito como o universo!

E vocês, depois deste testamento... O que ousam sentir, pensar, dizer?
Cada mundo é especial à sua maneira, beber dos mundos que possamos beber pode ser uma das melhores riquezas!

Digam-me... O que andam por essas cabeças? O que anda além dessas cabeças?

.Poesia

[Os Dias] Dia Nove

junho 16, 2015

Porquê a vida? Viver é
Um pacto de esperança, derradeira
Vida aquela que nasce
Do amor, crescendo
Nas portas de tudo aquilo
Que já fomos e seremos,
Tudo pelo que a alma existe.

Fosse o mundo risonho
E eu não viveria nele, jamais
Deixaria os males da vida,
Constantes de mudança, puros
E repletos de conhecimento.
Para que noutro dia
Possa sorrir com verdade.

Não saberia sorrir
Se não chorasse, nada
Seria verdadeiro e tão sentido,
Vida eterna, querendo
Apenas as coisas boas,
Sem histórias nem momentos
Não era para mim.

.frases

[Quote] # Frases 60

junho 15, 2015

A inspiração preenche cada poro de nós, entra pelo brilho de nossos olhos e aconchega-se na nossa alma. Mas não pensem que a inspiração é cómoda ou segura. A verdadeira inspiração preenche de tal forma que nada parece pertencer ao lugar, tudo parece novo, mágico...arrebatador!
Somos novas crianças, que respiram novidade a tudo o que vêem, nem que seja o mesmo de todos os outros dias sempre é novo!
Porque viver é ser-se novo a cada minuto... Ser-se real e mágico ao mesmo tempo ♥

.Prosa

Até amanhã

junho 12, 2015

Fosse qual fosse o segundo em que te encontrara sobre meus olhos, esse se divagou pelo vento que soprava os teus cabelos.
- Eu te conheço? - Pensei, enquanto te sorria. O teu sorriso parecia completamente novo para mim, mesmo depois de tanto tempo.
Um dia acreditei nesse teu pequeno olhar, deixei que o sonho se fizesse brilho sobre ti. E que tal, tu e eu, ousamos sonhar novamente pela valsa da nossa vida?
Talvez seja o que isto é…a vida…uma constante certeza que passa dentre momentos passados e momentos renovados. É bom reconhecer-te, âmago. Porque é sempre bom sentir o teu sorriso até aos ossos. Fico feliz por nós. Que amanhã continuemos loucos, adoro embeber-te de novas razões para sorrir.
Até amanhã.

.Prosa

Insanidade

junho 11, 2015

Perder-te é ser respiração minha, nada mais.
Olhar para aquele infinito nosso e desprender-me dos meus poros…na esperança de ver-te sorrir.
Aquece-me a pele, sobre o vento frio que seca os meus olhos. Deixa-me suspirar pelos teus ouvidos - nos sonhos em que te encontro.
Hoje sonhei-te. Foste-me luz, mais uma vez. Hoje brindei-te pela escuridão do meu olhar.
Para onde vais? Pergunto-te, desejando que vento me traga a resposta. O silêncio se faz pesado nos meus ombros. Meus joelhos deixam-se cair pelo chão. Mais uma vez, imaginei-te hoje. Fiz-te vida sobre mim e perdi-te. Perdi-te na saudade abismal de outras horas. Encontrei-me perdida, algures pelo sopro das ondas que navegam pelas entrelinhas das letras.
Amar-te é isso, enlouquecer até que meus lábios não saibam mais fazer parte de mim. Ser-me louca.

.TAG

#TAG: That's True - Blogue da Maria Eduarda

junho 10, 2015

Recordam-se daquela pequena brincadeira de adivinhar as 5 frases falsas?

Não? Então cliquem aqui e tentem descobrir quais as minhas 5 verdades que não são tão reais quanto isso!
Como não encontrei todas as mentirinhas que ela contava sobre si, venho agora falar-vos do blogue de Maria Eduarda - o Blogue da Eduarda!

Mas do que se trata o blogue?

É um blogue pessoal de uma menina doce de 14 anos que mostra um pouco a sua visão sobre o mundo. Os seus temas vão desde vídeos, séries, filmes, opiniões, música e tantos outros temas que se tornam as principais tendências na sua vida! (quem sabe o que eu escrevo não vá se tornar uma tendência para ela também :-P)

Vale a pena visitar o seu blogue?

É claro! Afinal de contas, quantas de nós já não viveu aqueles brilhantes anos da descoberta? Pois sim... Acabamos por nos envolver também um pouco no seu mundo, deixando-nos reviver em parte aquela parte de nós que mantemos viva cá dentro - bem adormecida, mas bem real!
Quem sabe, não seja até uma inspiração para sorrir mais vezes?

Quais seus pontos fortes?

A variedade, a sua diferença encontra-se especialmente na variedade de temas que aborda pelo seu blogue. A cada dia pode surgir um tema que nos interesse, que nos faça perder um sorriso e sonhar com tudo aquilo que esquecemos que faz parte da vida... Não sabe bem sentir a surpresa de se descobrir novamente? Podemos fazê-lo com uma nova música que ela nos mostre, um livro que seja fantástico e nos leve para outros mundos... E até pequenas ideias e tendências que nunca pensamos poder até gostar.

Mas onde posso encontrar essa menina?

É bem mais simples que parece, podes encontrá-la pelo:
- Facebook;
- Twitter;
- Instagram;
- Email;
- Youtube.

Espero que tenham gostado tanto como eu de visitar o seu site e entrar pelo seu mundo... Certamente parte de nós ficará junto de algumas postagens que ela vai publicando!

.Poesia

[Os Dias] Dia Oito

junho 09, 2015

Pequenos gestos que iluminam,
Uma vida, cintilantes
Aqueles momentos que nos fazem
Querer sorrir, felizes
Por todas aquelas nossas vidas
Navegando dentre o mundo,
Sendo intimamente ligadas.

Iluminações de momentos
Eternos, gloriosos
Momentos, esses das memórias
Que ficam, recordando
A razão do sorriso,
Felicidades que existem,
Momentos que brilham.

Não fossem as memórias
Existirem, perdesse
Tudo aquilo que sou
Agora, nada
Ficaria senão sombra,
Nada grandioso seria,
Apenas uma sombra apagada.

.frases

[Quote] #Frases 59

junho 08, 2015

Viver são como estas chuvas de trovoadas de Verão... Tão completamente nos preenchem, quanto se despedem de nós com um breve sorriso. A sua frescura preenche-nos, dá tudo de si e perde-se pelas lágrimas que vive.
Que sejamos eternas tempestades, eternas emoções!

.TAG

#TAG: 10 Coisas a fazer antes dos 30 anos

junho 05, 2015


Posso dizer que é muita coisa para se fazem em apenas 5 anos... Que é o que me falta para atingir essa meta dos 30 anos ☺ Mas há que manter o espírito positivo! Fui tagada pelo Nuno (vejam as respostas dele!) para fazer esta TAG, a qual achei muito engraçada...O objectivo da Tag consiste em dizer 10 coisas que queiram fazer antes de ter 30 anos.

1. Editar um Livro de Poesia e outro de Histórias

Sim, eu sei que sou batoteira e escolho o óbvio. Mas - além de todas aquelas letras que escrevo e chamo de 'livros', além do 'Anjo da Alma' que editei por conta própria... Gostava de ter algo mais real, algo que eu publique e acho que realmente valeu a pena investir o tempo e sorrir com o livro nas mãos.
E, nisso, ainda sei que há muito para crescer. E eu espero crescer, sempre!

2. Fazer uma tatuagem

Sim, mais um cliché que acabarei por fazer quando o orçamento chegar. Claro que ainda falta pensar no que realmente desejo ter pela minha pele, é apenas um pequeno detalhe... O que acham que seria mais interessante e misterioso? Provavelmente será algo com um duplo sentido, como sempre.

3. Ir a Londres

Desde que me lembro de existir que tenho esse sonho, e espero ansiosamente que possa cumpri-lo antes dos 30. Vejamos o que o futuro ditará...

4. Ver Pams realizar o seu sonho, ser uma artista renomeada pelas suas artes

Não é algo directamente para mim, mas que me dará uma das melhores alegrias que se possa imaginar!

5. Reabrir o TUS. Ter sucesso com o projecto The Unforgiven Souls

Apesar de estarmos ausentes desse grandioso projecto, espero que consigamos voltar a ele prontamente. Uma ideia brilhante que merece renascer das cinzas, como uma fénix. Sempre.

6. Coleccionar todos os livros dos autores que adoro.

Nunca tive pela minha vida muitas verbas para conseguir financiar a minha loucura pelas letras - tanto as que escrevo como as que leio. Adoraria ter uma biblioteca que me fizesse desejar ficar lá pela eternidade. Nada melhor do que ler aquilo que nos faz fazer parte de um outro mundo só nosso!

7. Voltar à Universidade

Sim, acredito que não vá acontecer antes dos 30. Mas, como eu digo, até aos 90 anos dá muito bem para se adquirir conhecimento. Adoro aprender e saber mais sobre tudo o que possa obter. A Universidade é um desses pontos que me fará preencher parte dessa sede!

8. Ter um oásis só meu. Uma floresta, quatro paredes envidraçadas - um escritório inspirador de sonho.

Uma insanidade minha, ter um ponto remoto algures pelo mundo que me faça renascer, criar histórias e adormecer da vida. Ser um ser pelas entrelinhas de uma loucura qualquer do momento.

9. Tornar-me autora

Eu escrevo, não me considero escritora. Mas gostaria de viver com esse objectivo pela frente. Deixar que as minhas letras sejam algo mais do que um simples hobbie.

10. Preencher-me de luz

É algo que desejo a cada dia. Ser sempre aquela luz que me ilumine a cada hora. Sorrir com os dentes, lábios e todo o meu ser. Fazer com que o sorriso atravesse cada um que se envolva comigo: quer seja pelas minhas letras, pela convivência ou até ao longe. Sonho poder inspirar vidas a seguir sempre de cabeça erguida, sempre na luta porque lutar é ser-se feliz sempre! Nos bons e maus momentos.

Então, e vocês? Quais são os vossos 10 objectivos até aos 30?
Vitimas, toca a deixar as vossas respostas! eheh
Words of Sophie
O Blog da San
Te Conto poesia
Gabriela Sanches

Entrevista

#Palavras: Memórias

junho 04, 2015


Existem memórias que nos enchem por dentro, recordando-nos de outros tempos. É por isso que hoje vos mostrarei a primeira entrevista que me lembro ter respondido, que parece ter perdido os comentários maravilhosos... Que guardei num ficheiro com todo o carinho.

Vou mostrar-vos, deixar-vos um pouco da luz que me deram em 2010 e recordar com um sorriso todos esses momentos que acabei por deixar por lá, bem nesse ano.
Cresci, desenvolvi a minha vontade de escrever com muito deste apoio que senti, ao mostrar um pouco de mim nesta entrevista. E é por isso que eu decidi voltar a fazê-la viva, apesar de antiga... Um bem haja a cada coração que me fez ser quem sou hoje!
Para lerem a minha entrevista, basta clicar aqui.

Agora, passemos aos comentários... E vejamos se consigo descobrir por onde andam estes corações fantásticos!
(Colocarei seus blogues nas imagens do comentário)

Comentários


E é por tudo isto, que cada coração que me lê se torna especial - por cada ano, cada poesia, cada evolução que faça!
Muito obrigado!


Então, e vocês que me comentaram em 2010, depois destes anos todos... Como vão?

Todos aqueles que encontrei pela blogoesfera coloquei o link na imagem, caso saibam onde se encontram os restantes, digam-me para eu lhes dar uma visitada! ☺

.Prosa

#Quedas...por um Italiano!

junho 03, 2015

Clica no avião para fazeres a tua viagem pela nossa outra queda, Caligrafando-te juntou-se a mim!

San Diego, intercâmbio por seis meses. Meus pés acabaram de aterrar nesta maravilhosa cidade e só penso no que andei a pesquisar. Só esperava conseguir investigar cada canto e recanto durante estes meses que me restavam.
Suspirei, ao sentir a pressão do relógio e o seu tique-taque alucinante. Observei o horizonte, investigando entre todos aqueles seres humanos que me rodeavam, cada um seguindo o seu caminho.
- Hi there, Débora! Ainda bem que te encontrei a tempo! – Virei-me, assustada. Não esperava que ela já estivesse aqui, tão perto.
- Rita, como vais? – Cumprimentei-a, abraçando-a.
- Estou bem, e tu? Pareces-me óptima e preparada para uma nova aventura!
- Claro! – Sorri.
Saímos do aeroporto, entramos num táxi e a Rita indicou uma morada. Não sabia sinceramente para onde ela nos levava, o que me deixava um pouco apreensiva. Desde que eu a conheço que sei que a sua insanidade vai muito além daquelas nossas brincadeiras momentâneas.
- Para onde vamos? – Perguntei-lhe curiosa, sem que ela me respondesse. – Já tinha saudades de te ter por perto.
- Só me mudei para cá há dois meses. – Justificou-se.
- Parecem dois anos…
- Vá… Aproveita a vista que estamos quase a chegar a minha casa.
Ela mandou e eu o fiz. Sentia-me dentro de um parque de diversões, era tudo novo para mim, tudo fantasticamente fudido.
Nem sabia como era possível que ela me tivesse convencido para seguir a área da Literatura – que eu amava, mas que a saída profissional era praticamente nula. Pior, como é que ela viajara para o desconhecido e me fizera dar um salto de Aveiro para um outro mundo tão diferente. Eu só podia ter enlouquecido, mas agradecia por isso!
Apanhamos um pouco de trânsito, a viagem demorou cerca de meia hora até chegarmos ao seu apartamento. Tinha pouca mobília, porém dava um aspecto limpo e arejado que me fazia sentir em casa. Começava a achar que seriamos muito felizes por aqui.
- Eu nem sei como conseguiste uma vaga na mesma universidade que eu. – Comentei com ela.
- História não é assim tão diferente de Literatura. – Conseguia ver a felicidade brilhar dos seus olhos. Era provável que fosse um pouco solitário estar num país completamente sozinha sem saber o que fazer. – E eu sempre me encontro com o pessoal de intercâmbios num café que é frequentado por universitários das redondezas.
- Já começas a falar como uma cosmopolita! – Brinquei.
- Sabes que mais… - Ela olhou para o relógio, o que me lembrou que tinha de mudar as horas do meu – Está quase na hora do nosso encontro com o nosso grupo de futuros amigos.
- Onde vamos? – Sentia-me tão curiosa que nem sabia ao certo o que pensar. Ainda nem tinha desfeito as malas!
- O Caffe Calabria fica a uns metros daqui. À tarde todo o pessoal encontra-se por lá para partilhar os seus dias e o café. É maravilhoso o café que lá fazem.
- Parece-me um bom lugar para relaxar… Vamos?
- Vamos!

Caminhamos por uns minutos, até que chegamos ao café. Parei, observei as paredes envidraçadas. O que mais gostei foi da frase em italiano que mostrava o ambiente que se podia esperar naquele café.

La Vita va vissuta quindi vivila al massimo!

Não havia nada que eu quisesse fazer mais do que viver a vida ao máximo. O número 3933 parecia já fazer parte do meu novo lar!
Entramos e sentimos o suave aroma do café, fechei os olhos e imaginei-me na safra dos grãos de café – como se estivesse numa fazenda, sentindo o sol a tocar docemente na pele já calejada pelo trabalho…
- Ei! – Senti um dedo sobre o meu ombro e abri os olhos. – Acorda, menina dorminhoca! Sei que a viagem foi longa mas não é para se dormir!
- Estava a sentir o aroma… - Olhei à volta, absorvendo cada detalhe na minha memória. – Parece um tesouro, este lugar.
- Espera até conheceres as pessoas. Vais amar ainda mais!
Deixou-me, antes que eu lhe pudesse dizer alguma coisa e eu limitei-me a segui-la. Não tomavam apenas café por lá, alguns até comiam pizzas e outros pratos que começavam a chamar o meu estômago: quase que roncava.
- Hi there! – Ela sorriu, cumprimentando todas as pessoas. Eu segui-a, enquanto fazia as apresentações necessárias. Praticamente todo o mundo parecia estar por lá: desde a Europa a vários países de África e América representavam-se pelas pessoas. A variedade de culturas era fantástica!
- É curioso como o nosso grupo está crescendo… - Comentou Rose – Cada vez temos mais pessoas a falarem português. Muito curioso.
- Faz com que nos sintamos em casa, não achas? – Questionei-lhe, enquanto as outras pessoas mantinham-se entretidas entre as várias conversas paralelas que aconteciam por ali. Um misto de línguas, de aprendizagens, saberes e boas culturas. Uma lufada de ar fresco que prometia trazer muitas recordações.
- Com um vendaval assim não preciso de me sentir em casa. E pensar que… – O seu ronronar fez-me dirigir o rosto para o seu alvo.

Parei de ouvir do que ela dizia por alguns minutos. Cabelo castanho rebelde, porte suave e intenso, um andar sensual e ritmado. Um blazer cinza, uma camisa branca e um colete cinza escuro, calças beges e, eu nem conseguia descobrir os seus sapatos. Ah! Eram cinzas, com uma lista cinza-escuro. Eu quase que ouvia a minha pulsação bater consoante os seus passos. Que deus grego era este?
- Quem é? – Perguntei, sem saber se a Rita ou Rose me ouviam.
- Nunca o vi por aqui… – Ouvi alguém dizer.
- Será que ele é Hades? – Molhei os meus lábios, enquanto o via fazer o seu pedido no balcão. – Não me importaria que me levasse para o inferno e levasse com ele todas as boas estações do ano…
- Eu não acho. – Comentou Rita. Pelo menos conseguia reconhecer a sua voz.
- Acho que Marte deve ser o ideal. – Rose suspirou. – Aposto que ele tiraria facilmente uma espada das suas costas e nos salvaria de um animal selvagem…
- Isso não seria mais Hércules? – Questionei-a.
- Não… - Ela respondeu. – Ele traria multidões atrás dele, todas aquelas mulheres a florescer das piores guerras do mundo. Tudo só para conseguir ver a cor da sua espada.
- Eu o vejo na escuridão, junto ao seu cão de três cabeças… Pronto para deixar o mundo morrer por ele.
- Vocês as duas estão a endoidecer. – Ouvi a gargalhada de Rita.
- Não me importava de ficar louca pelo seu inferno… – Comentei.
- Aposto que começará alguma guerra em breve. – Disse Rose.
- Comportem-se meninas, que ele parece estar a dirigir-se para o nosso grupo. – Alertou Rita, nós duas caímos na gargalhada.
- Rose, achas que ele nos virá buscar para o inferno?
- Com ele? – Ela fez uma pausa, vendo-o mais perto. Sussurrou de seguida. – Acho que seria mais o céu.
- Buongiorno ragazze… – Comentou, sorrindo, passando por nós e abraçando um grupo de amigos que estavam sentados na mesa ao nosso lado.
Enzo, parecia ser esse o seu nome.
- Vocês as duas um dia destes enlouquecem de vez… – Comentou Débora, rolando os olhos. – Queriam um deus grego e saiu-vos na rifa um deus romano. – Riu-se. – Um dia destes vais mesmo para o inferno, Rita…

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[Blogagem Coletiva] Minha Letra

junho 02, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais!
E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Apetece-me escrever um texto, um conto, uma coisa qualquer com a minha letra...
São rabiscos, emoções despenteadas daquela inspiração que vem.
Minha letra, pedaço da alma... E tu? Como é a tua letra?

.frases

[Quote] #Frases 58

junho 01, 2015

Passo a passo, pelos primeiros dias dos últimos, nos fazemos quedas constantes. Cometas incendiados de vida que desejam espatifar-se pelo chão e sentir-se compreendidos pelo chão que nos sustenta. Vivemos em círculos, esquecemos-nos que pudemos voar pelo universo fora... Encontrando o infinito de nós!

Corações

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