.Poesia

[Fase 2] Coisa bela, simplista

dezembro 29, 2015

Coisa bela, simplista
Que cria sorrisos no mundo,
Que nos brilha na vista,
Num pensamento profundo.

Tal como um olho,
Que se abre ao mundo,
Vai-se abrindo ao som
Do breve vento.

Vão-se enrolando e levitando
Até que a neblina da noite
Traz a paz, pura e reluzente,
Que dança como se tivesse cantando.

.frases

[Quote] #Frases 85

dezembro 28, 2015

Encontrar-se é sentir-se maravilhado com tudo o que nos rodeia.
Vemos com outros olhos, rimos com outros sorrisos.
Sejamos infinito em tons de mil!

.Poesia

[Fase 2] Olhando pela janela

dezembro 22, 2015

Fitando o mundo
Através da minha janela fechada,
Descobrindo o mais profundo
No meu labirinto, uma encruzilhada.

Descobrindo velhos rancores,
Que me magoam a alma
Que destroem meus amores
Que nem o sono acalma.

Passados velhos, com dor
Presente e futuro
Sentindo menos o amor.
Só queria ter um furo!!!

.frases

[Quote] # Frases 84

dezembro 21, 2015

Respirar-te é perder-me a cada nova letra que te escrevo.
A certeza são os teus olhos no infinito.

.Prosa

[Texto] O que queres ver da tua vida?

dezembro 17, 2015

Lembras-te daquela criança que fui um dia? Quando sorria, deixando que cada parte de mim pudesse realmente ser feliz? Aquela maldade tão inocente que se desprendia de mim sempre com um sorriso, deixando que a felicidade não fosse só momentânea, mas sim real e duradoura. Sim, eu corria e vivia cada segundo como se nada fosse mais poderoso do que os nossos sonhos e os nossos passos pelo mundo. Sentia a sujidade impregnada em mim sem me importar, era o único borrão que eu conhecida do mundo. Gargalhava correndo em volta do nada, imaginando tudo, deixando que o que quer que me chateasse não durasse mais do que uns minutos.
Eu era real, feliz e forte. Meu mundo cabia na minha mão, porque eu me imaginava enorme. E eu o era, a rainha de cada um dos meus contos, de cada correria que fazia com os meus amigos imaginários. Cresci, cresci sim… Mas deixei que um pedaço de mim permanecesse. Sou forte pelo amor da minha criança, que cria dentro de mim o nosso mundo e corre comigo. Quantos de nós já se esqueceram da maravilha que é parar em algures, ficando a criar novas vidas, novos sorrisos… E entrar nesse mundo sem sequer olhar para trás. Infantilidades? Eu digo que isso sim é viver, sendo forte no mundo real, vivendo intensamente o nosso mundo imaginário. Sim, os dois podem existir. E nós seremos sempre o papel principal em cada um deles. Está nas nossas mãos…
Arriscado? Arriscado é viver. Nos temos de fazer com que, pelo menos uma vez na vida, tenhamos força de a enfrentar e avançar qualquer obstáculo. Só seremos fortes se quisermos. A vida não se importa, ela apenas nos dá o que queremos ver. Resta saber… O que queres ver tu na tua vida?

BCs

[Blogagem Colectiva] O que eu quero levar para 2016

dezembro 16, 2015


Este foi um ano de aprendizagem. Acontecimentos que destruíram sonhos ou quebraram corações. Falsidades que se mostraram e forças que se fizeram presentes na minha vida. Cada erro, cada parte que vivi por este ano fez-me ter a certeza de que desejo ter cada vez mais coragem para enfrentar cada novo dia.

Cada dor e felicidade, cada parte de vivi por este ano quero levar como uma memória que me faz acordar para as lágrimas e sorrisos que ainda virão. Quero levar para o ano de 2016 a esperança que faltou neste ano. Desejo que a força continue e a inspiração venha como nunca antes.

Quero levar também o sofrimento, a sensação de encontrar-me perdida e encontrar-me novamente. Deixar que o chão que me sustenta seja a razão pela qual me levanto. Pois cair está-nos no sangue, tão bem como levantar. Desejo endoidecer-me novamente, como se nem soubesse mais o quão enlouquecida fui este ano.

Viver cada música, tal como vivi o novo álbum de David Fonseca, cuja inspiração será totalmente fantástica… Ouçam por vocês mesmos, já aqui:

Talvez seja assim que eu me despeça, com um Futuro Eu que quero levar deste ano. Com sorrisos e lágrimas. Mesmo as dores da alma levarei comigo, bem como as saudades plenas que se atravessam pelo coração neste mês.
Ser-se tão vivo que dói estar-se vivo, percebendo tudo aquilo que se perde por um segundo. Compreendendo que tudo o que nos rodeia se vai e só permanece vivo pelas nossas memórias.

Mas que sejamos guerreiros, que a força não seja nossa mas que nós a conquistemos. Que seja assim, e muito mais. Qual a melhor razão para se estar vivo?

Para verem as restantes blogagens, visitem o link.

.Poesia

[Fase 4] Promessas

dezembro 15, 2015

São estes momentos que se aproximam,
E eu sempre sinto que eles vêm,
É a minha alma a saber sempre a verdade,
A minha mente a ofuscá-la,
O meu coração a apagá-la...

E os momentos chegam,
Ouço a alma que agora fala,
Sorrisos que se enchem de ternura,
Momentos repletos de tortura,
Minha alma baloiça suavemente,
Sentindo o pesar dos dias,
Sentindo a falta das alegrias.

São promessas, meu amor, são promessas
Aquelas que nunca se disseram,
Ficando suspensas pelos momentos que não são.
São promessas de esperanças, de fins.
Não que a morte seja algo, mas sim a vida.

Por isso se prometem melhores dias,
Aqueles que poucas vezes chegam
E que passam a correr.
E, quando mais um ano acontecer,
Permanecem aquelas promessas,
E sou feliz por as ter comigo.
Promessas que me afastam do mundo,
Promessas que me deixam em mim,
Apenas eu no meu mundo, nada mais.

.frases

[Quotes] # Frases 83

dezembro 14, 2015

O silêncio é o segundo em que o mundo se perde de si, encontra-se dividido pelo horizonte e o mar de ilusões que o rodeia.
Sê o teu horizonte!

.Prosa

[Texto] A Verdade de um Monstro

dezembro 10, 2015

Na desilusão ninguém vence, mas pelo menos a verdade liberta. Por mais crua, real e pura que seja.
Talvez por isso achem que existe um descontrolo, a pessoa torna-se mais atenta, deseja compreender e acaba por descobrir que não existe nada além da verdade à frente dos seus olhos. Ninguém a quer ouvir, não há pessoas que a aceitem e muita água passa pelo moinho quando a boca desse desiludido se abre.
E, por mais anos de vida, a verdade acaba por vir à tona. Entra em ti, perfura-te e deixa-te disponível para crescer e tentar fortalecer-te. Claro que existem sombras da verdade que procuram perfurar-te, sendo vítimas da verdade que veio à tona.
A cada novo dia, a verdade vem com mais força, cada vez mais real. Forte. Digna de uma profundidade inimaginável. Torna-se altura de deixar que ela exista por si só, e seguir o caminho da vida sem perder a cabeça com isso.
Nunca pensei que a verdade viesse, que ela se aprofundasse assim. Por isso vi além do horizonte e perdi-me pelas lágrimas. Elas se fizeram sustento de mim, tornaram-me mais forte.
Prefiro a verdade. Aquela que se mostra. Também entro pela verdade indirecta, aquela a verdade que te procura, encontrando-te e mostrando-me o teu verdadeiro rosto.
Eu prefiro ser crua, um monstro criado por ti.
Mas sou eu, digo o que é verdade e não o que deve ser correto ser dito. Talvez não seja mesmo humana.
Deixem-me ser, então, um animal - são mais reais e verdadeiros que nós.
Que me torne como eles.

.BlogsUp

[Blogagem Colectiva] Presente de Natal (não material) que desejo ganhar

dezembro 09, 2015

Todos os anos existe uma época comercial – cada vez mais se perde a real origem desta época – onde as pessoas gastam fortunas para compensar a falta de tempo e emoções que deveriam vivenciar por todo o ano. Talvez seja essa a razão pela qual eu escolhi esse tema, numa esperança de vivenciar esse Natal que nos preenche por todo o ano e não apenas por um espaço de dias.
Por isso é que o que desejo ganhar por muito tempo a capacidade e coragem de seguir em frente aos meus objectivos e encontrar o meio termo para o que escrevo, o que quero escrever e o tempo que devo ter para desenvolver as minhas letras. Chega de preguiça, ou qualquer falta de inspiração.
Desejo que meus dedos e minha cabeça se perca nas letras para que eu possa transmitir as minhas entrelinhas a magia que parece transbordar a cada nova inspiração que nasce.
Quero poder inspirar, levantar pesos que parecem existir e encontrar as pessoas por aquela maré de abismos que todos temos e vivemos – um dia de cada vez.
Mas para isso é necessário o melhor presente de todos: encontrar-me pelas horas que perco. Encontrar as letras que faltam. Permanecer atenta ao que deseja nascer de meus dedos. Viver além das entrelinhas.

.Poesia

[Fase 4] Sonho Especial

dezembro 08, 2015

Aquelas cores que agora vejo,
Cores onde a justiça não nasce,
Onde a opressão lidera!

Um mundo de cores e sabores,
Mas que nada vive, nada vive...
Para quê viver sem sentir as cores
Daquela tão nobre vida,
Navegando pelas colinas,
Sentando, cheirando flores...
Olhando o céu e sentindo que está lá,
Tão longe mas tão perto!

O sonho comanda a vida,
A verdade é o guia mais certeiro!
Não te percas em meias vidas,
Em ciclos viciosos de vidas perdidas!
Sente aquele amor, aquele primeiro!
Se fechares os olhos, eu sei que vês...
Nem que dure uma vida,
Ou um dia inteiro!
Não importa o quando, o onde...
Desde que sejas mesmo tu,
E que sintas o que realmente é.

.Prosa

[Contos] UM SUICÍDIO EM TONS DE MIL?

dezembro 04, 2015

Bem, eu matei-me. Ou…pelo menos tentei matar-me e consegui-o em parte. Existiu um pequeno traço das minhas lágrimas que se foi, uma outra dor de alma que abraçou o meu passado e deixou-me quem eu sou hoje. Sim, posso dizer que me suicidei para tornar-me o que sou hoje.
Sim, eu sei que não pus termo à minha vida… Mas, cheguei a pensá-lo por momentos em que nada parecia tão forte quanto a dor - ironia minha - mesmo, sem me recordar do amor. Não precisam de ler-me neste pequeno momento, não precisam de sentir-me… Nem de vos sentir a cada entrelinha desta pequena história em traços de realidade que vos vou contar.
Eu era pequenina, meus olhos ainda brilhavam como de uma menina. Mas, o brilho deles surgia pelas lágrimas que teimavam e flutuar de meus dedos, elas escorriam sem destino nem lugar…de onde vinham? Talvez de todo o lado do meu corpo, ou simplesmente de lado nenhum. E eu pensei que minha vida pudesse voar, como essas pequenas gotas que o sol queimaria, levando-o com ele.
Sim, meu sol tinha ido com o seu mais esplendoroso brilhar e me deixara pelo destino do luar. E a lua me dizia, para que eu corresse, para que voasse. E eu realmente pensei em deixar meu corpo, voar dele e deixar que as pulsações se esvaziassem em sangue. Eu o fiz, peguei num punhal cravado de ilusões e gemidos, ergui-o e chorei. Iria voar para longe, para que meu peso se transformasse em sorrisos e em velhas cores…
Cristais se tornam maravilhosos quando se deixam transcender na luz que os cerca. E eu era um cristal bruto, perdido algures dentre gotas minhas, iluminado pela vida sem o ver. Desarmonia, aquela que me deixava em agonia por uma dor que eu teimava em escurecer.
Um suspiro fundo marcou a minha morte, meus olhos brilharam novamente e uma aura abraçou-me tão profundamente que eu mal acreditava que realmente isso fosse acontecer. Uma menina que esvoaçou, que se irradiou, desfazendo-se em transcendência de uma sensação de morte. Amor, que tanto me abraçavas e nunca me dizias.
E essa menina morreu, sorrisos se foram e tempestades ficaram. Fantasmas mataram seu brilho, seus dedos estalaram num novo renascer. Um suicido completo, em que tudo se mata mas o amor nos faz viver. Eu matei-me de uma morte amada, matei-me de mim…matei-me por nada. E agora sou letras, sou agonia, sou sinfonia sem fim… Nestas palavras - e tantas outras - meio dadas.

.Prosa

[Texto] Será sempre loucura, essa coisa que chamam enamorar-se

dezembro 03, 2015

E hoje foste aquele silêncio propagado ao longo do meu sorriso. Como se tudo em mim desprendesse de ti, desses teus momentos - tão longos, tão nossos - que se acercaram por cada pedaço da minha pele. Talvez eu pudesse chamar-te, para que ouvisses a minha voz inaudível que as entrelinhas emanam. Consegues fechar o teu olhar e encontrar-me do outro lado? Seriam nossas lágrimas de cristal cercadas pelos nossos dedos?
Talvez eu nada fosse além da adorada noite - essa que chove sobre o teu rosto coberto.
Talvez eu nada fosse além de uma memória esquecida de ti, como se cada segundo se transformasse - nos transformasse - num outro mundo qualquer: esse tolo que nos alimenta sorrires a cada raiar do dia.
Hoje perguntei-te baixinho - quase que as entrelinhas estremeciam - por onde andaste tu? Por onde vieram essas tuas maldições - tão amaldiçoadas de nossos silêncios - que hoje atravessarão nossos sonhos?
Nos respiremos hoje, porque nossas células se deixam sentir pelo vento - aquelas que me trarão parte de ti. Talvez hoje não fosse a hora, pois chove, e o tempo não me é frio. O gelo do corpo enaltece qualquer sentir d'alma. Consegues sentir-me ao longo do teu peito? O teu nome solta-se pela minha língua, meu caro, e a minha voz parece inaudível sobre tantos sentires, esses nossos.
Enlouquecidos estaremos, por cada novo respirar. Enlouquecidos seremos.

.BlogsUp

Projecto 121: #54, Escreva como se estivesse descrevendo a cor verde a uma pessoa cega

dezembro 02, 2015

Existe um novo projecto pelo Blogs Up, o Projecto 121! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!
É tão interessante! Vou ver se consigo realizá-las todas, cada postagem destas 121 propostas neste projecto... Vamos lá seguir para a postagem?

Eu fiquei feliz de saber que confias em mim para te explicar a cor verde, mas acredito que eu não tenha capacidade para conseguir realmente dizer-te a magia que o verde faz nos nossos olhos.
Infelizmente nem todos nós olhamos para as cores e sentimos a sua beleza. Certamente tu não sentirias o mesmo que eu sinto ao explicar-te essa cor, pois cada um de nós vive cada detalhe da vida de forma diferente.
A cor não é algo que se sinta, saboreie ou até se viva. Tão oculta como a Natureza, que nos rodeia e parece nem existir ao certo. Uma entidade que sempre está aqui na nossa vida e, na verdade, nem pensamos nela. Talvez por isso seja tão difícil descrever-ta.
Mas o que tu queres não é a minha opinião sobre alguma coisa, não é mesmo? A realidade é a cor que queres sentir, que nunca viste, queres saber o que é.
O verde é um pigmento, uma cor fresca que pode ser definida pela frescura das folhas de menta ou até o toque suave do musgo. Com tons tão suaves como as gotas de chuva e tão fortes como as flores do azevinho. É uma cor usada no natal, simboliza esperança, talvez pelos campos na primavera encontrarem-se tão verdejantes e cheios de vida que o verde parece inalar parte dessa vida e preencher-nos por dentro.
É uma força de vida, mas tão suave e tão cruel como a própria vida. Pode até ser a sua melhor descrição. Causa vidas. Talvez não tão certo quanto os teus olhos, que nada vêem mas tudo vivem. Talvez os teus pensamentos sejam verdes, e eu espero que o sejam. Suaves, fortes, esperançosos e até vivos!
Talvez seja esta a única forma que tenho de te descrever a cor verde. Gostaria de mostrar-te, porém apenas meus lábios podem fazê-lo.

.Poesia

[Fase 3] Chuva

dezembro 01, 2015

Ao ritmo da natureza,
Vai bailando pelo ar
E dando vida à alegria
De uma lágrima já não estar só.

Vou dançando ao som da chuva,
Como quem vive livre…
A chuva canta por mim,
Eu canto com ela,
Vamos avançando ao longo da vida…

Minhas lágrimas acompanham a chuva,
Minha alegria, purificada,
Deixa eternamente meu corpo.

Ao longo das nossas danças,
Jubilamos com alegria,
Para que o sol nos venha
Fazer companhia.

A dança vai tomando a alma,
Traça as sete cores da felicidade
Enquanto brilha
Por entre a chuva e o sol.

Quando tudo acaba,
E a chuva desaparece,
Esta permanece
Naquele momento intocável
E inesquecível
Que a chuva nos abriu…

Liberta a “chuva” que há em ti!

.frases

[Quote] # Frases 81

novembro 30, 2015

Ser-te noite é, por vezes, fazer-te alimento dos meus sonhos.
A mais doce das histórias!

.Poesia

[Fase 2] Retracto Fortuito

novembro 17, 2015

Um anel com o fado
De um olhar de luz;
Um sentimento julgado,
Que, as mágoas, produz.

As mágoas vão desaguando
E as ilusões tornam-se recordações.
E a vida vai continuando,
Vão surgindo as minhas criações.

As horas passam,
E não sei a verdade,
As ideias mudam
E apenas fica a saudade.

.frases

[Quote] #Frases 80

novembro 16, 2015

Respirar bem mais do que nós mesmos, transportar-nos pela loucura daquilo que não somos - mas que tantas vezes criamos na mente...
Humanos de muitos seres internos, que serpenteiam pelas ideias e inspirações constantes. Talvez seja isso que tenha nascido do silêncio que tantas vezes habita meus dedos. Pois somos constantes pontos. Pausados. Repetidos. Repentinos. Acabados. Tal como a vida que começa e acaba tão facilmente pelos nossos olhos.
Seremos nós menos humanos por isso? Seremos alguma vez Humanidade? Talvez o dicionário esteja errado... Ou nós, aqueles que tentam enganar o dicionário como agimos. Sabe-se lá. É a insanidade. A Humanidade - tão invertida.

.frases

[Quote] # Frases 79

novembro 02, 2015

São tantas as palavras que se lançam ao vento, sem que ninguém as toque e preencham seus corações com elas, deixando-as abandonadas por aí… Esse parece ser o mundo dos dias d'hoje: tantas palavras e emoções que se dizem existir num vácuo de sentires. Sejamos mais nós, deixemos máscaras para trás e vivamos cada poro nosso. Sejamos reais, como desejar que nossos sonhos se tornem realidade se, muitas vezes, nem nós verdadeiramente existimos?

.Poesia

[Fase 3] Violino

outubro 27, 2015


As cordas balançam numa melodia misteriosa,
Deixando que o sangue passeie pelo pescoço,
Permitindo assim que o branco da pele,
Aquele belo branco que tens,
Permaneça mais branco ainda...

Meus lábios procuram essa essência que me alimenta,
Aquela fome que tenho por ti,
Aquela que nunca se sacia,
Querendo beber-te mais e mais,
Desejando o teu sangue mais do que a própria vida
E sentindo o pulsar do teu coração,
Aquele que pulsa com o meu,
Viajando com o teu doce sangue pelo meu corpo...

Fossem as cordas do violino as nossas vidas,
Fossem estes momentos uma eternidade,
Melodia eterna, melodia eterna...

.frases

[Quotes] # Frases 78

outubro 26, 2015

Tal como aquela folha de outono que cai pelo chão, voa pelo vento - já definhada - e segue rumo à maré que a leva... Tal como essa pequena parte da vida que se foi, todos nós desfalecemos pelas nossas folhas.
Por vezes pequenas ventanias sopram, outras são tempestades avassaladoras.
Mas de que serve morrer se nunca se está vivo? Para que serve lamuriar-se apenas porque o mundo não te vê tão bem no espelho - como as noites em branco te levam.
Talvez sejam os olhos fechados, que nada querem ver. Ou o destino traçado pelos nossos dedos... Que nos mata, sem sequer nos querer encontrar.

.Poesia

[Os Dias] Dia Dezassete

outubro 20, 2015

Fossem os corações mal dizentes
Falarem da hora, despindo
Todas aquelas palavras mal ditas,
Deixando que a verdade, crua
E nua, se liberte
Pelas ondas da multidão
Criando a tal utopia.

Utopia que liberta vida,
Navegando em emoções, criando
Drasticamente tudo o que somos
Com o que temos, liberdade
Tão própria, tão bela
Pela imensidão dos sonhos,
Pela vida e pelo amor.

Fossem as almas mal dizentes
Apenas uma ave presa, pobre
Em sua liberdade e amor,
Perdendo tudo, vazios
São os seus pensamentos,
Sem nada que se diga,
Sem mandar felicidade pelo ar.

.frases

[Quote] # Frases 77

outubro 19, 2015

Poderia embarcar na morte para abraçar-te. Deixar-me no vento para encontrar-te como folha caída de outono. Porém o sol ainda está no alto, o carro aquece e o meu sorriso cresce. Pois, por mais que te procure, tu estás sempre aqui - tão preenchido de mim. É por isso que te adoro, horizonte.

.Prosa

[OsMusos] Dark.Omen #1

outubro 18, 2015


Mundo ausente, aquele que se preenche de luz sem que as trevas se percam. Tempo que passa sobre as águas cheias de vida, onde o relógio não faz caso. O mundo se perde, o tempo inexistente se torna possível aos olhos de quem a vê – somos mágicos aqui, hoje. Nossos dedos tornam-se inalcançáveis, sem que o horizonte se aproxime.
Inspirações que se preenchem de cores, como se a alquimia transformasse a natureza em magia diante dos nossos olhos. Somos completos, diante da imensidão inócua que conseguimos obter diante dos nossos olhos.
Pedaços de nós que se tornam vida pelo que vemos diante dos nossos olhos, tal como as nossas mãos desejam possuir. Queremos ser completos, tornando-nos monstros – destruidores do que mais amamos. Sentimos que tudo é nosso, o que nos completa nos pertence. Ilusão crescente, constante e demente.
Que o luar rapidamente chegue e o silêncio nos traga paz. Que o feixe de luz se torne memória prolongada do tempo que já passou e a ilusão se vá. Sejamos aquele que vê, que sente. Façamos parte da paisagem que nos rodeia.

.Poesia

[Os Dias] Dia Dezasseis

outubro 14, 2015

Coração de amor mergulhado de mágoa,
Perdido por dentre os tempos, sem rumo
Em busca da libertação das dores,
Fechado em si, perdido
E sem qualquer caminho que possa
Ser dito como luz.
Nunca importa nada além disso.

A dor que se abate,
Reinando totalmente, destruindo
Tudo o que os anos fizeram,
Fazendo tudo em pó, estilhaçando
Toda e qualquer coisa
Que se atravesse,
Que seja diferente.

BlogsQueInteragem

[TopicOfTheMonth] O Mundo Que Eu Tenho, O Mundo Que Eu Quero

outubro 13, 2015

A cada dia 13 existirá um tópico do mês proposto pelo grupo maravilhoso do Blogs Que Interagem e eu desejo imensamente fazer parte de cada um deles! Espero que gostem, mais um pouco de mim - como pessoa - que se mostra no tema de hoje.

Mundo que eu tenho

Penso que tudo terá começado quando o meu mundo acabou. Naquele dia em que o meu pai morreu e a criança em mim esfumou-se na tempestade dos sentimentos. Procurei escrever-lhe, encontrar-me no nosso mundo que parecia cada vez mais distante. Mas não. A poesia apoderou-se dos meus sentimentos e nada além disso parecia fazer-me viver – eu fazia parte de uma tempestade de um passado que me sugava por completo.
A música fazia o seu papel, como um barco que me erguia das águas cada vez mais turvas… Essa mesma que limpava no final de cada poesia. É por isso que a minha poesia faz parte de fases, mundos diferentes de limpeza dessas trevas em que habito.
Melhor, essas trevas que eu habitava e – agora – elas habitam em mim. As emoções são nossas, nós não devemos arrastar-nos por elas, mas arrastá-las. Senti-las e vivê-las, sem que elas vivam por nós. Foi essa a caminhada que fiz ao longo deste mundo que tenho.

Mundo que eu quero

Sempre gostei de escrever, migrei completamente para o mundo de fantasia para criar novos mundos – daqueles loucos em que dispo-me de mim e entro naqueles que me fazem sonhar. Mas não é esse mundo que eu quero.
Gostava de viajar pelo mundo, respirar dos recantos que possam fazer-me ser transcendente. Crescer, ser mais e não ficar agarrada àquela função que te prende no mesmo sítio. Ser livre para ousar escrever nas entrelinhas a liberdade aos outros.
Mesmo tendo começado a escrever para mim, eu hoje quero deixar que as tempestades daqueles que me leiam se inspirem nas minhas trevas e encontrem luz. Tal como eu, nesta batalha constante, que se encontrem nas minhas palavras e fiquem loucos – tão loucos ao ponto de sentirem verdadeiramente sem serem absorvidos por um só sentimento.
É esse o mundo que quero. Aquele que me enlouquece, faz-me sorrir e deixa-me perder – encontrando cada parte de mim por onde passo. Por que a Natureza é parte de mim, porque o silêncio me abraça e as trevas me acompanham… Que a luz me alcance e me leve pelo mundo – para que meus olhos absorvam o que minha alma sente.
É esse o mundo que quero, para que me perca mais… Fazendo encontrar aqueles que me lêem.
E o vosso mundo? Como ele é… Como desejam que seja?

Querem ver outras postagens sobre este tema? Então visitem aqui, esta imagem, para obterem as outras postagens sobre este tema!

.frases

[Quote] #Frases 76

outubro 12, 2015

Todos nós somos recantos de uma escuridão que a luz não atinge, parte de nós renasce assim a cada dia. Tal como essas trevas, a nossa luz aprofunda-se sobre os poros, deslizando pela nossa pele como se pérolas preciosas se tratassem.

.Prosa

[Contos] Gotas D’Água

outubro 08, 2015

Seus cabelos dançavam com o vento, ao mesmo tempo que a pequena menina se fazia moça enquanto corria pelas gotas de chuva. Seu sorriso aprofundava-se por cada célula que atravessava o seu íntimo. Era como se aquelas gotas fossem parte de um mundo encantado, onde a sua vida sangue transbordava de si.
Como será ser aquele ponto morto onde a respiração é inexistente? Perguntava-se, ao mesmo tempo que seus lábios se entreabriam para que a chuva caísse dentro da sua boca. Frio, cru e suave. Tal como a segunda pele encharcada das suas roupas.
Era irónico, sentir-se tão viva pela chuva ao ponto de morrer – tal como uma folha de outono que é levada pelo vento. Porém, era isso que ela mais desejava, ser levada pelo vento e sentir a água sobre a sua pele.
Ser viva, sem que ela mesma o vivesse. Perder a consciência de si, encontrando-se por cada cheiro, cada cor, cada traço que a rodeava. Era esse o desejo dela – fazer parte das gotas de água.

.Poesia

[Divagações] II

outubro 06, 2015

Meus pensamentos permanecem aqui,
Diluindo memórias, momentos, sentimentos…
São assim as esperanças de encantar,
Tornando as coisas belas, mais distintas.

Linhas entrelaçadas de palavras constantes,
Pronunciando novas vidas em novos sentidos,
São os novos aromas que a vida traz,
São as novas cores que vagueiam pela nossa vida.

Novos sorrisos trazidos de medos perdidos,
Esperando que nada mude, nenhum medo mude,
Entretendo as doces linhas com sentimentos
E desgastando cada palavra com futuros,
Sem aqueles medos que com eles vem.

São leves pensamentos sem medos,
Leves pensamentos de vidas simples, eficazes
Que vagueiam e tornam o sorriso bem perto.
Momentos de felicidade sem razão,
Momentos de simplicidade e realidades paralelas.
Racionalismos sem sentir,
Sentimentos sem racionalizar.

.frases

[Quote] #Frases 75

outubro 05, 2015

Ser bem mais do que aquele horizonte que rodeia o nosso mundo. Viajar dentre esperanças, cometas e chuvas de estrelas. Enlouquecer pelas viagens da mente... Esbanjar sorrisos até aos poros. É isso que faz valer a pena fazer parte da vida. É isso que enlouquece e transmite a loucura da felicidade de se estar vivo.

.BlogsUp

[Blogagem Coletiva] Porque você gosta de escrever

setembro 30, 2015

A cada mês são-nos propostos temas para realizar a blogagem coletiva, que tem sempre temas tão originais! Querem participar? Cliquem aqui e façam parte do grupo!
E o porquê deste tema ter-me despertado o interesse?
Talvez tenha escolhido este tema por ser o último dia do mês, ou porque simplesmente é algo que se relaciona mais comigo, com aquela minha parte que nem sempre escrevo. Prefiro envolver-me mais pelos mundos que crio do que aquele que me embala pela vida.

Mas, afinal, o que me faz escrever?

Escrever começou pela poesia, no abismo das minhas preocupações de infância pela morte do meu pai. Um diário em verso que me fazia aliviar as trevas que perturbavam a minha mente. Necessidade de sobrevivência, estupidez até... Um crescer pelos dedos e tintas que faziam-me crescer a cada nova palavra.
Hoje é algo entranhado em mim, parte do meu ser que respira e transpira-se ao longo das pancas que me dá.
Existem dias loucos, onde a inspiração aprofunda-se e perturba-me até que saia de vez.

A fase em que ler o que escrevia torturava-me

A necessidade inicial fazia-se nas trevas, de tal modo que o meu mundo morria a cada novo poema escrito. As palavras enterravam-se, não as voltava a ler porque já não faziam sentido. Perderam-se, tal como aquele peso que tinha no momento.

Transcendência

Esse imenso mar de evolução, fases que vão passando pela vida e deixando um oceano de recordações que nos mantém vivos pelas tempestades. Encontrar-se e aceitar sentir, aceitar que faz-se parte desse mar que nos afunda, não remar mas ser parte desse mar... É esse o sentido perfeito que jamais acontece.

Um breve resumo do que sou enquanto escrevo. É isso que faz com que a escrita faça parte da minha vida.

Mas não só. Desejo que as minhas tempestades inspirem outros mares, para que não remem contra a maré mas que se preencham e complementem. Porque somos um todo, pelas tempestades e marés nesta vida.

É especial, sentir assim as ondas de outros mares acalmarem tempestades. Ser-se emoções crescentes, rumo à felicidade. Não inócua, mas real. Daquela que nos mata e faz-nos mais fortes - mais reais, mesmo com o horizonte.

.Poesia

[Fase 1] Destino

setembro 29, 2015

Por mais que fuja,
Por mais que corra
Sempre te irei amar;
Apesar de, contra isso, estar.

Por toda a vida eu irei
Fugir e correr para o mundo,
Tentando me esconder d ti
O meu derradeiro fim.

Apenas temo este amor
Que tudo destrói;
Que me faz viver,
Que me faz ser
Essa menina que nega
Por todo o mundo,
O amor que por ti sente…

Minha alma te procura,
Meu corpo te foge
E a razão diz que não…
Mas este grande amor;
Que para sempre crescerá;
Me levará ao sentido único
Que o amor nos oferece:
A vontade de mais amar.

.frases

[Quote] #Frases 74

setembro 28, 2015

Encontrar-te pelo respirar dos meus poros, como se a luz não fosse nada mais do que um preencher de nós. A maior beleza é esse contraste, quando nos perdemos algures pelo que somos, pelo que fomos e nos perdemos no abismo do 'hoje'.
Somos barcos eternamente ancorados na ilusão das emoções...

.Prosa

[Sentires] Empatia

setembro 24, 2015

“Uma palavra, ou um simples sentir. Por vezes somos bem mais do que simples números ou letras disfarçados por este nosso mundo. E se meu sentir fosse alguém, quem seria?”

Estremece, deixa-te sentir…
Não sou eu - apenas tu. Como se de dois espelhos se tratasse… Quero sentir-te - quase te sinto! - ao longo da minha vida, viver cada respirar teu e encontrar-me pelos poros do mundo que nos rodeia. Observa, vê como simplesmente somos uma pequena folha que se leva pelo relento do pensamento… Nos perdemos tanto por lá, julgamos demais… Pensamos demais e esquecemo-nos de transpirar o outro. Vivenciar os seus sentires, desnudar a carne, a aparência que tudo esconde e tudo revela. Somos uma pequena peça de teatro que se faz vida, sentindo o que os outros sentem, preenchendo-se de mundos paralelos desenhados tantas vezes apenas por dedos de quem procurou ser mais e transbordou diante de uma folha branca…
Eu sou a pele que veste cada um de vocês, humanos ou não. Cada parte de mim é real caso vocês desejem senti-la. Eu posso ser o vácuo na tua vida, caso queiras. O Egoísmo parece ser bem mais divertido, bem mais vertiginoso… Talvez te sintas perder mais em mim do que nele, divertes-te com os seus labirintos e esqueces-te de mim.
Não faz mal, eu cá me faço espelho teu, encontro-me a cada suspirar ou tantos outros dos pensares teus.
Ousarás juntar-te a mim, pelo valsar da tua vida?

.Prosa

[Palavras Dadas] Amor

setembro 23, 2015


Amor, aquela palavra estranha que mal conhecia até conhecer-te, até a vivermos. Somos gigantes, de passos fortes, de um sentimento que se faz maior a cada novo ano – que se torna cada vez mais especial. Há 33 anos não sabia qual o rumo da minha vida, mas sentia-me feliz por sentir que o meu futuro era a teu lado. Tal como o tempo, tivemos tempestades, noites de céu estrelado e um sol maravilhoso que iluminava o nosso caminhar. Três décadas nada são comparadas com o que ainda quero viver contigo, desejo atravessar novas tempestades e encontrar novas razões para amar-te.
Porque eu amo-te, tal como no primeiro dia em que formamos família. Porque meu amor por ti cresceu, duma forma que nunca imaginei, e ainda cresce. Somos grandes, constantes pelo nosso caminhar. Quero a tua mão junto à minha, com passos largos, até ao fim dos meus dias. Quero o teu sorriso sempre, aquele que me aquece o coração. Quero o nosso infinito, porque amar-te é muito além do horizonte. Que sejamos vitoriosos, sempre! Que nos amemos cada vez mais, a cada passo nosso. Abraça-me e eu dir-te-ei o quanto consegues preencher o meu coração. Amor é aquilo que somos a cada dia, o que crescemos com cada batalha travada.
Amor é o que somos. Por hoje e sempre.

.Poesia

[Divagações] I

setembro 22, 2015

Meu rosto observa a calçada,
Aquela que passa correndo
Por entre meus passos na chuva.
Calçada que vai escorregando,
Perdida no tempo e nas horas
Em que a chuva cai na minha face.

Meus olhos se rasgam pelo vento,
Aquele que vai divagando na minha alma,
Arrancando humidade do meu olhar,
Não fosse a chuva que acalma,
Não fosse a chuva que teimava a dançar.

Não fosse este caminho da calçada,
Este caminho em que a chuva se deleita,
Deixando a vida abençoada,
Permitindo à vida uma nova colheita.

.frases

[Quote] #Frases 73

setembro 21, 2015

Existem momentos em que nossos corações perdem-se algures pelos lugares nunca antes habitados... Como nunca senti isto? Como nunca imaginei que pudesse ser tão profundo?
Somos tão rodeados de nós que esquecemos aquelas pequenices coisas e tanto nos preenchem... Tão simples, tão claras, tão nós...

.frases

[Quote] #Frases 72

setembro 14, 2015

Deixa-me inspirar-te, para que meus lábios consigam sussurrar dentre os tons da vida. Porque a confusão faz-se diante de nós como um belo arco-íris. Que seja redondo, o entardecer dos nossos sentires. Que sejamos loucos, infinitamente...

.Prosa

[Texto] Tons de Sépia

setembro 11, 2015

Fosse qual fosse a hora, qualquer melodia serpenteava pelos meus poros. Aquele tema preenchido pelas minhas dores, destemidas em sentir. Elas sentem tanto, meu querido, elas sentem-me tanto que me perco pela sua maré.
Serei gota de chuva sobre as estrelas, para que o mar me leve. Serei vento, para que te sopre. Sou um ponto final, para que eu acredite. Sou um pedaço de nuvem, para que voe para longe daqui.
Consegues ouvir o estremecer das minhas lágrimas de sangue? Gotas negras que se espalham por meus dedos e encontram-se pela luz do que sou. A escuridão leva-me ao precipício da luz. Eu voo alto, eu irei cair e deixar-me morta pelos segundos em que o meu corpo se deixa flutuar no nada.
Ossos que se partem, olhos que se encontram pelos tons de sépia imaginários da minha alma. Quem és tu, horizonte? Para quê tamanha ilusão? Faz-te semente pela minha raiva, faz-te firme e mata-me por cada novo dia.
Porque eu morri, quando as folhas das árvores envolveram os meus ouvidos, a luz da lua estremeceu pelos meus poros. Fiz-me carne morta, despedaçada pelo que sinto… Fiz-me e sou vazio. Preencho-me de nós inexistente, aquele que a cada dia cresce. Quem és, doce neblina em tons de sépia?
Ouso gritar o teu nome por dentro, aquele nome que aqui queima dentro de mim. Ouso lembrar-me de nós, hoje, amanhã…até depois morrerei, mais uma vez, pelas nossas lembranças.
Porque não morremos hoje de vez? Vamos deixar nossos tons de sépia, vamos preencher as cores da noite e besuntar nossas almas do vazio que nos preenche.
Larguei minhas sabrinas azuis, senti o tom fresco da areia sobre os meus dedos. Corri para o meio da praia. Queria fazer das minhas lágrimas parte do mar. Morri, encontrei-me e desejei nadar até mim – bem lá no meio daquela água que me mataria.
Eu morri hoje, meu querido. Por isso vai morrer longe, que amanhã recomeçará a minha morte com outros tons de luz. Vai-te fuder. Vai-te imaginar onde te apetecer, mas jamais em mim. Vai-te ser para longe, mais uma vez.
És minha caixa de sépia – a pandora – e morrerás em mim. Até que as folhas ganhem o tom mágico da minha alma, a luz transpareça das nuvens. Nós morreremos os dois. Mas só hoje. Só hoje.

.Prosa

[Texto] O amor

setembro 10, 2015

Veja a única luz que está de perto: o amor. Não há mais nada, mais nada serve.
Mas o amor fica junto, não cura, mas fica assim aquecendo dizendo que está bem pertinho… Eu quando estou assim, em que sinto um abismo imenso em mim, deixo que ele me pegue…
Abro-me a todo o mal que queira aniquilar-me e sinto tudo ao máximo deixo que o amor fique dentro de mim. Aquele que me fez quem sou e a única razão de eu existir…
Sabes que apenas o amor fica nesses momentos. por mais fracos, por mais fortes… Isso não importa, o amor é a única coisa que ilumina quando o abismo vem.
E temos sorte não de sermos amados mas sim de saber o que é amar de saber o que é entregar-se totalmente à luz, deixando que tudo seja apenas o que é. Deixando que o amor que nasce em nós a toda a hora seja a única coisa que nos mantém firmes perante qualquer coisa…
Amar incondicionalmente é difícil, mas quando chegam as horas em que nos deixamos e nos abandonamos nesse amor que nasce em nós vemos a grandiosidade… Porque tudo é amor é para isso que sirvo…
Sempre uso cada palavra para isso foi essa a minha promessa e será sempre assim. Mostrar ao mundo a luz do amor mesmo que ele não queira ver.

.Prosa

[Conto] E eu Sorri

setembro 09, 2015

Sim, eu sorri. Deixei que cada parte de mim se tornasse no que sou hoje. Senti a coragem, o medo, a vontade e a dor. Cada novo dia está cheio de novas ideias e novas palavras. Não, não me arrependo de nenhum erro nem nenhuma ilusão. Sou o que sou pelo que senti e vivi, sei que tudo isso me faz algo melhor nos dias de amanhã.
Um dia eu sonhava com o fantástico mundo da escrita, reconhecimento daquelas pequenas palavras que se criam todos os dias sobre os meus dedos. Eu era feliz ao pensar assim, como se o futuro pudesse ser brilhante. Agora, nada disso importa. Se querem saber das minhas palavras que saibam, se acham que são importantes percam tempo com elas.
Eu sou o que sou e as minhas palavras são apenas a minha descendência no mundo. Pedacinhos da minha alma que se despedaçam por aí nas entrelinhas e te sorriem a cada segundo que passas o teu coração sobre as minhas letras.
São ilusões, aquelas em que pensamos que o sucesso e o número de seguidores faz alguma diferença. Como se nossos ‘fãs’ pudessem nos fazer conhecer o que está bem dentro de nós. Não importa, realmente não importa o número de pessoas que sorriem a cada inspiração que tenho. Quero entrar em mim, conhecer-me sobre o mundo que crio a cada nova personagem. Sofrer quando eles sofrem, sorrir e chorar ao mesmo tempo que pedaços de mim se deixam brotar das entrelinhas. Uma magia além do visível. E realmente acabamos por ser apenas nós: sentimentos, ilusões e palavras bonitas.
Queres ser conhecido? Tudo bem para ti. Eu cá me abandonei de mim e deixei-me brotar sobre o vazio das emoções. E que venham novos dias, novas palavras. Não importa quem as lê, mas sim o que se sente. E eu senti cada pedacinho das palavras que usei até agora… E continuarei a sentir. É essa certeza que me faz sorrir. Aquela que me deixa livre para todas as emoções criadas sobre os traços de vidas imaginárias. Sou feliz, com ou sem vocês. O que faz a minha felicidade especial é saber que as minhas letras podem fazer diferenças pelas vossas vidas. Como se fosse uma pequena flor aí, no meio do teu caminho, na esperança de que tu sintas aquela magia da diferença. Sem pedidos, sem obrigações. Apenas assim, real e imaginário. Tal como eu.

.Poesia

[Fase 4] Verdades

setembro 08, 2015

Verdades aquelas que me dizem,
Que se mostram perante o mundo,
Fazendo ver que a verdade é assim...
Nua, crua, abaladora...

Verdades são aquelas que não se procuram,
Que nos fazem ver o que a vida é,
(Muitas vezes nos dói a alma!)
Demonstrando a verdade das verdades.
Pura, sincera, simplesmente verdadeira...

Mentiras aquelas que no mundo crescem,
Mente para mim, apunhala-me mais um pouco!
Deixa que a verdade atravesse a tua vida,
Não são os loucos que a enfrentam?
Seja eu sempre louca,
Tenha sempre o mesmo fim...

A verdade sempre se mostra em mim,
Mentiras são traições de alma,
E dessas mentiras não deixo em mim.
Uma mentira, um final.
Traições e mentiras,
Não permito que me toquem,
Pois quem me mente morreu para mim.

É a verdade, por mais dura,
Que a toda a hora anseio.

.frases

[Quote] #Frases 71

setembro 07, 2015

Sei-te pelo teu olhar preenchido de nós a cada troca de olhares. Aquele vazio de quem se quer desfalecer pelo tempo dos outros, como se nem existisse mais.
Sei-te logo que morro, desde aquele momento que deixaste de habitar pelo meu coração.
Sei-te morto, sei-te vivo demais na minha cabeça.
Sei-te encontrado, enquanto me perdi.

.frases

[Quote] # Frases 70

setembro 04, 2015

Sei-te as cores pelas entrelinhas estremecidas, à espera que o som deixasse de flutuar.
Voei-te dentre a distância e encontrei-te sobre a margem, à espera que o mar nos levasse para outro planeta.
Inspirei-te, como se enlouquecesse. Talvez tenha enlouquecido, pois ouço-te sobre os meus lábios que sorriem.
Vês aquela sombra no canto da janela? São meus cabelos ao vento, que te encontram pelos sonhos...

.Prosa

[Homenagem] Silêncio Inócuo

setembro 03, 2015


Perder parte de nós, ser-se vazio junto do que nos rodeia e tão preenchido naqueles que fazem parte do mundo que é espalhado pela comunicação social. Argumentos válidos, sobrevivências válidas e constantes telhados de vidro que se encontram mortos para atirar pedras ao parceiro que disser algo que não seja ‘aceitável’.
Remeto-me ao silêncio, com olhos abertos – que por vezes desejo tanto fechar e ignorar certas palavras que me revoltam. Por isso hoje a minha homenagem é àqueles que se vão pelas ruas da amargura, omitidos pelo que ninguém quer mostrar. Hoje é aquele dia, dos que passam fome, dos que não têm tecto enquanto procuram incessantemente uma oportunidade de sobrevivência. Aqueles que agarram com unhas e dentes a pequena tigela de sopa e uns trocados que a humanidade lhes atira.
Não falo dos apoiados, tão beneficiados, pela segurança social – e quantos mais virão? Minha homenagem começa naquelas mulheres que morreram pela opressão e acaba nas mulheres oprimidas nos dias de hoje porque não são ‘aceitáveis’. Mas ser-se vazio por dentro é válido? Remeto-me ao silêncio. Vamos partilhar, ser humanos para aqueles que vemos no ecrã e passar ao lado daqueles que nos rodeiam. É tão mais humano cuidar da nossa imagem do que esconder-nos pelas sombras – como tantos sabiamente fazem.
Minha dedicatória, meu obrigado silencioso também se remete a essas almas.
É tão mais fácil ser-se humano, colocar um like, cuspir umas palavras com os dedos… E ali estão eles, os invisíveis da fome, da solidão e de tantas outras proximidades que ninguém deseja ver.
Somos tão cheios de nós que vemos o que os MEDIA nos escreve, esquecemos o que a nossa alma escreve… Talvez porque é isso que ela escreve, um silêncio real e chocante que ‘não sabemos bem porque o mundo anda assim tão desumano’.
Tenham quilhões para saberem que são desumanos. Eu o sou, desumana, na tentativa de o deixar de ser. Mas nosso umbigo é forte, há tempestades diárias contra isso. Vamos tentar remar – no silêncio – contra a maré?

.Prosa

[Texto] Carta de Vida

setembro 02, 2015

Você consegue ver aquele cantinho que guardei a cada dia no meu coração? Cada vez crescia mais, guardado novas palavras que chegavam pelo correio. Eu juro que ria e chorava ao mesmo tempo, vendo assim nossos nomes tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo. Eu juro que gostaria de ter uma pequena fada madrinha que pegasse em mim, perguntasse o que eu mais desejaria e a única coisa que pediria seria puder estar mais próxima de você.
Você não deve saber, mas o meu rosto se ilumina e as minhas mãos voam pela folha em que eu respondo às suas palavras. Aquelas que me fizeram sorrir, chorar e desejar cada vez com mais força me levantar e enviar-me numa carta para a sua caixa de correio. Neste momento a caneta está no ar, envolvendo-se em pensamentos que passam pela minha cabeça, como se não quisesse realmente deixar letras que formasse palavras… O que eu queria era que a tinta me pudesse trazer você, para que a saudade cessasse… Para que aquela parte de nós fosse preenchida pela luz. Consegue imaginar o meu olhar no seu, nossas mãos - que tantas vezes se escreveram – tocarem-se, aproximarem-se… Sorrisos verdadeiros, respirações que formam palavras pelo doce som da tua voz… Até que um dia, eu corri e meu sorriso parou. Não havia nenhuma resposta, a carta que você sempre me enviava não estava mais lá.
Meu corpo caiu sobre a cadeira junto à janela. Eu olhava o horizonte sem ao certo saber mesmo o que via, apenas desejava sentir novamente o som da carta ao abrir-se com os meus dedos. Por isso mesmo me perdi, dentre pensamentos, como se soubesse que algo não estivesse certo. Pensei em telefonar, talvez até em procurar melhor… A sua carta poderia ter caído numa outra caixa que não a minha, imploraria ao carteiro que me dissesse se tinha visto alguma carta por aí que fosse minha.
Eu queria as suas palavras, queria que elas baloiçassem nos meus olhos, para que minhas lágrimas e sorrisos pudessem voltar novamente a mim. E o calor, aquela enorme felicidade de puder estar perto de você, das suas palavras… A campainha toca… O meu sorriso voltou, ainda mais aberto do que antes. Não me importava a carta que estava na tua mão, nem as palavras que estariam nela. O brilho do seu olhar me diria cada uma delas, por isso empurrei você para dentro da minha casa, fechei a porta. O restante… O resto jamais poderá ser medido pelas palavras, muito menos por pequenas cartas. Nós escreveremos o futuro em nossos corações e os nossos olhares nos lerão a cada novo dia…

Corações

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