[Palavra Dada] Tempestade

dezembro 11, 2014

E hoje temos som, ouve-o:

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Um ponto. Aquele que se repete.
Leve no início, constante pelo meio
E tão breve numa respiração entre-cortada...

Quem és, doce tempestade?
Tormenta dos meus olhos fechados,
Lacrimejados pelo silêncio do teu vento.
Relampejante sobre a minha pele,
Estremecida carcaça velha.
Um estremecer preenchido pelo nada,
Tão suave como a saudade.

Pára! Deixa-te aqui
Sobre o colo que te habita.
Gritos se fazem silenciosos,
Dispersos na neblina de outrora.

São dedos que se perderam pelo ar,
Junto dos cabelos revoltos - revoltados
E soltos nas corridas que o sopro nos dá.
Que último sopro é este, louco?
Corre-te de mim, estilhaça-te!

Faz-te breve, preenchido, profundo!
Encontra-te na maresia de tantas ondas,
Essas gigantes que te abraçam suplicantes.
Porque não sentes tu?

De que seria o vento,
Por esses teus quatro cantos imaginados...
Se não fosse esse teu destruidor, esse teu mundo?

Eu ouço-te, tempestade...

Já se ouviu o teu grito mudo.
Palavra dada pela minha querida Pams, mais uma vez. Que a sua inspiração se misture muitas vezes com a minha, porque respiramos maravilhas juntas! ☺
A qualquer hora, em qualquer lugar, haverão mais palavras espalhadas pelo vento!
(Para pedirem um poema, visitem o meu facebook e comentem uma postagem das #PalavrasDadas com uma palavra!)

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Corações

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