Espera...

novembro 14, 2014

E seus pés pareciam cada vez mais pesados pelas horas em que a noite passava sobre as sombras risonhas que rodeavam todas as ruas da sua cidade. Parecia loucura, mas talvez tudo o que vivia hoje seria um leve sonho de amanhã.
O seu nome se ouvia dentre o barulho das folhas que começavam a cair pelo Outono. Procurava-se, tentava encontrar a origem dessa voz que lhe parecia tão familiar - porém, esta apenas surgia pelos momentos em que os olhos se fechavam e a boca se abria, embalando as pequenas gotas que ainda caíam das folhas.
- Espera… - Murmurava eu, enquanto continuava o meu caminho de pés descalços. - Deixa-me encontrar-te e ouvir a tua voz de novo…
Decidi, no entanto, ousar ser mais e fechei minhas pálpebras - enquanto corria pelas clareiras mais distantes de todos - até conseguir sentir algo que me pudesse mostrar-te.
Tropecei, uma e outra vez, até que minhas calças se rasgavam pelo valente frio que se alastrava agora pelas pequenas brechas abertas. Não me importava, pois corria para ti e desejava encontrar-te.
O cansaço abateu-me, senti que aquela árvore velha conseguia abraçar-me - pelas horas em que o frio iria congelar-me. Caí pelo vazio, deixando-me ir… Fui de encontro a ti.

Hoje é um conto, um rascunho de um conto que merece ou não continuação? ☺ Vocês decidem!

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Corações

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