.Poesia

[7 Pecados Mortais] Ira

novembro 27, 2014

Apodera-te de mim e estilhaça-me!
Sinto o teu pulsar, minha ira,
Queima-me sobre as tuas labaredas eternas
Que teimam em castigar-me.

Jamais possa eu perder-te,
Jamais possa eu perder-me sobre os teus braços.
Mata-me por dentro, remete-te ao silêncio
Congelado das horas que te escondes de mim.

Despeço-me de ti a cada segundo,
Não permito mais que cá voltes,
A porta fica aberta sobre o teu olhar fervilhante.
Deixa-me, vai-te embora.
Deixa-me, não voltes.
Aniquila-te sobre as minhas mãos,
Acaba-te comigo!

.frases

[Filosofia] #Frases 33

novembro 26, 2014

Porque até as tempestades são belas pelo lado de fora, façamos os nossos problemas essas distantes e loucas tempestades... Vejamos cada traço de nós ao longe, para que o belo faça parte de nós - mesmo pelos momentos tempestuosos.

.Poesia

[Fase 3] O Fim

novembro 25, 2014

Vou correr por entre as ruas,
Sorrindo para quem não sorri para mim,
Amando quem não me ama,
Sendo feliz e fazendo feliz…

Sentindo mil e uma coisas por quem não sente,
Chorando tudo para que ninguém possa chorar.
Cheirando todos os aromas da vida,
Desejando que todos os sorrisos se concentrem num só,
Fazendo-me acreditar que também posso sorrir.

O fim da caminhada,
O fim da procura tão esperada,
Nunca pensei neste final…

As verdades são aquelas que sentimos,
Não as que desejamos sentir.

.frases

[Quote] #Frases 32

novembro 24, 2014

Cansaço é saber que estás perto e sentir-te longe…
Tão longe… Onde as horas estão contadas para que não estejas aqui. O que fazer?
Abraçar-te, beijar-te e sentir-te o mais que posso até que isso aconteça.
Quero-te perto, mas muito mais que isso… Quero-te parte de mim!

.Poesia

[Fase 5] Para quê sorrir, se já brilham as estrelas?

novembro 20, 2014

É daquela loucura transparente
Que meu corpo se veste.
Que se faz semente, despede-se
De cada sopro da ventania que ecoa lá fora.

E porque tudo parece mais frio,
Porque o Inverno deseja correr para os nossos braços
E gerar breves melodias natalícias.
É por tudo isso que meus lábios se fecham,
Encontram-se com memórias anteriores
E criam sorrisos eternos.

Para quê sorrir,
Se já brilham as estrelas?

.frases

[Quote] #Frases 31

novembro 19, 2014

A vida só se perde quando baixamos os braços. Não aqueles que podem amparar-nos do chão, a mente é muito mais do que apenas uma caixa de ideias. É uma caixa de ideais!

.Poesia

[Fase 1] Desilusão

novembro 18, 2014

A vontade enorme de ganhar,
A grande pressão de destruir
Todos os sonhos duma vida.
Já não se pode sonhar?

Ao longo duma pequena vida
Cheia de privações e sermões,
A verdade não devia ser assim.
Não temos a oportunidade de saída?

A dura evolução que tive,
A dura solidão que tenho.
Não faço parte de quem vive,
Não sei de onde venho.

Pode ser duro,
Pode ser trágico.
Mas tenho coragem
De lutar contra este muro!

Como posso amar alguém assim?
Tento sempre compreender,
Mas ninguém se lembra de mim
E eu não me posso esquecer.

Sei que o fim será puro,
Que será longe do mundo.
E tudo porque longe dele vivo,
Não será isto muito duro?

.frases

[Quote] #Frases 30

novembro 17, 2014

Oh, e que maldita sina… A Sheftu me espera, há uma temporada a acabar…
Ela ainda me arranca o coração, bebe o meu sangue e deixa um pouco dele para ela mesma escrever-se sobre o vermelho da minha inspiração.
Sim, é muito mais que palavras. São também vida. Sangue que circula sobre as minhas veias!

.Prosa

Espera...

novembro 14, 2014

E seus pés pareciam cada vez mais pesados pelas horas em que a noite passava sobre as sombras risonhas que rodeavam todas as ruas da sua cidade. Parecia loucura, mas talvez tudo o que vivia hoje seria um leve sonho de amanhã.
O seu nome se ouvia dentre o barulho das folhas que começavam a cair pelo Outono. Procurava-se, tentava encontrar a origem dessa voz que lhe parecia tão familiar - porém, esta apenas surgia pelos momentos em que os olhos se fechavam e a boca se abria, embalando as pequenas gotas que ainda caíam das folhas.
- Espera… - Murmurava eu, enquanto continuava o meu caminho de pés descalços. - Deixa-me encontrar-te e ouvir a tua voz de novo…
Decidi, no entanto, ousar ser mais e fechei minhas pálpebras - enquanto corria pelas clareiras mais distantes de todos - até conseguir sentir algo que me pudesse mostrar-te.
Tropecei, uma e outra vez, até que minhas calças se rasgavam pelo valente frio que se alastrava agora pelas pequenas brechas abertas. Não me importava, pois corria para ti e desejava encontrar-te.
O cansaço abateu-me, senti que aquela árvore velha conseguia abraçar-me - pelas horas em que o frio iria congelar-me. Caí pelo vazio, deixando-me ir… Fui de encontro a ti.

Hoje é um conto, um rascunho de um conto que merece ou não continuação? ☺ Vocês decidem!

.Poesia

[Fase 5] Sopro

novembro 13, 2014

Podes abraçar-te pelo sabor do vento,
Esse que te sopra a toda a hora?
Deixa que transpareça o sentimento
Da morte que virá sem demora.

Respira-te hoje, vive-te amanhã.
Horas contadas de segundos desperdiçados..
Não existe qualquer letra, entrelinha, emoção traçada
Que não se faça inexistente no último sopro fustigado
De teus lábios entreabertos de ternura.

Para onde te foste, agora,
Que o ar já não sopra em ti?

Que sopro é esse,
Tão insano,
De onde brota a esperança?

.frases

[Quote] #Frases 29

novembro 12, 2014

Fecha os olhos e sorri. Diz-me o que está aí por dentro quando os teus lábios se movem, na tentativa de procurar a felicidade!
Todos nós somos um barco sem marinheiro, vagueando pelo mar das nossas emoções...
Todos nós somos a nossa única perdição, loucura eterna de nossos sentires!

pt

O frio que gela a alma

novembro 11, 2014

Olhando pelo mundo,
Vendo a toda beleza
Que se encontra no profundo
Da tão perfeita natureza.

Sopra o vento contra mim
Que vai gelando as minhas entranhas,
Que vai congelando assim
Todas as minhas façanhas.

Sentindo assim o vento,
Deixando-me ser parte
Desta natureza que está cá dentro
E que se expande na arte.

.frases

[Quotes] #Frases 28

novembro 10, 2014

Oh, sim… Eu sabia que estavas por perto e mesmo assim me fui embora. Não me arrependo, e nem me voltei para olhar para trás.

.Prosa

Conto de Halloween 2014 - O sopro da paz: Parte II

novembro 07, 2014

Leiam primeiro a 1ª Parte aqui!
Seu corpo voltou-se para a porta da morgue. Henrique queria sair dali a correr, sem que ninguém notasse a sua aparência. Observou as roupas do homem, infelizmente encontravam-se cheias de sangue. Será que haveria algum cacifo perto para que conseguisse raptar algumas roupas?
Saiu pela porta, ignorando o silêncio que provinha da sala de onde tinha acabado de sair. Com o bisturi no bolso e a sua roupa praticamente limpa, seguiu rumo a um corredor que não tinha notado existir antes.
- Ah! Ah! - Sorriu ele, enquanto via finalmente uma sala fechada destinada 'apenas a funcionários'. Abriu a porta e entrou, fechando-a de seguida.
- O que está aqui a fazer? - Perguntou-lhe uma mulher, parcialmente vestida. A sua mão apertou a arma branca no seu bolso.
- Estou perdido. Sinto-me confuso. - Sentou-se para ser mais realista. - Não sei como cheguei aqui.
- Está tudo bem. - Ela aproximou-se, tocando-lhe no ombro. Henrique tentou não sorrir, mas sem sucesso. A mão da mulher afastou-se de imediato. Tentou gritar, mas as mãos dele foram mais rápidas. Era uma boca suave que tentava ecoar algum som, um nariz que começava a reclamar por ar. Um par de mãos que batiam freneticamente sobre as suas costas, unhas que tentavam arrancar um pouco dele - talvez numa esperança de se libertar.
- É tarde demais, minha querida. - Ele sorriu, enquanto via os seus olhos lutarem numa tentativa de se manter consciente. A suas mãos baixavam-se lentamente, perdendo parcialmente a sua força. Brevemente ela morreria.

Foi apenas num espaço de segundos que tudo acabou. Um bolso que ficou vazio, um bisturi que atingiu uma artéria e que brevemente encheria o chão por completo.
- Gostas do que vês, não gostas? - Sorriu-lhe... - Eu sei o que é ser-se cheiro de sangue. Já o vivi imensas vezes. Queres sê-lo agora?
Não, não era Henrique que detinha aquele pedaço de metal. Aquela mulher parecia ter bem mais na sua manga do que se esperava. Quem era ela, como conseguira domar e matar aquele que quase a matara?
- Não... - Foi num sufoco que ele tentou falar. Ela aproximou-se.
- Fala mais alto que não te ouço. - Observou o relógio. - Mais uns segundos e irás desta para melhor. Precisarás de sangue, se prometeres portar-te bem. - Ela sorriu. - Gostei de ti, és divertido.
Ele tentou seguir os seus movimentos, mas a sua mão no ferimento tentava estancar o sangue e Henrique não acreditava que tivesse forças para mais alguma coisa. Iria morrer, e nem se importava com isso. Fechou os olhos e deixou-se ir. Que fosse o fim, então. Foi tudo o que ele conseguiu pensar, até deixar de se sentir.

O ruído de uma máquina, coordenada com uma pulsação ritmada ecoavam pelos seus ouvidos. Não teria morrido?
Sentiu um peso sobre o local onde tentara estancar o sangue, abriu os olhos com cuidado e viu-a.
- Finalmente acordaste, querido. - Sussurrou ela, piscando-lhe o olho. - Se te portares bem e contares à polícia como foste atacado por um assassino fugitivo irreconhecível, podemos safar-nos desta.
Safar-nos? Pensou ele, ao mesmo tempo que seus lábios iam perguntar-lhe. Os dedos dela fecharam-lhe a boca, para que não falasse.
- Eles se te ouvirem virão fazer perguntas. - Sorriu-lhe. - Espera um pouco, que logo arranjaremos uma versão confiável com as câmaras de segurança. - Bufou. - E não, não podes matar-me.
Ele procurou algo que pudesse utilizar para matá-la, mas os seus braços estavam agora presos pelos dela.
- Não aprendes? - A sua voz aumentou apenas um pouco, os guardas lá foram chamaram. - Espera um pouco, finge que dormes! - Disse ela, baixinho.
Ele fechou os olhos e ouviu a porta abrir-se.
- O senhor acordou? - Perguntou um homem de voz rouca, com autoridade.
- Não, desculpe... É que eu estava a falar com os meus botões. - Deu um risinho leve. - Não tinha intenção de o incomodar.

Henrique abriu os olhos, tentou levantar-se e o polícia parecia alterado. Estava prestes a informar o avanço dos factos no intercomunicador, até que o seu pescoço ficou partido. Aquela mulher o matara como se fosse apenas um espargo, partido para começar uma leve salada.
Fechou a porta encostada, pediu que ele se vestisse com a roupa do polícia e colocou o corpo sobre a cama.
- E agora? - Perguntou-lhe, ao fechar o casaco.
- Encontramo-nos lá fora.
- Achas que nos safamos desta?
- Não seria a primeira vez. - Ele sentiu-a gargalhar por dentro.
- Quantas vezes o fizeste? Afinal... Quem és? - Eram tantas perguntas que nem ele sabia por quais começar, e se queria saber as respostas!
- Sou o sopro da paz. - Seu sorriso travesso dizia uma coisa completamente diferente. - Temos de ir! - Calou-se, como se estivesse a organizar os seus pensamentos. - Encontra-te comigo na zona sul, primeira saída, no lado de fora.
- Não desconfiarão?
- Não importa. - Sorriu. - Um carro vermelho desportivo. - Bateu as palmas de leve. - Sempre adorei roubar um desses!
- Vais roubar um carro? - Ele sentia-se estupefacto.
- Vamos embora, daqui a pouco um novo turno começa. A polícia não tarda a mandar o substituto.
- Tens razão. - Abriu a porta, fechando-a depois. - Até daqui a cinco minutos. - Beijou-a, abriu a porta e saiu.
Dois, três passos e um grito ecoou do lugar de onde saíra. Tentou correr, conseguiu pensar que escaparia por segundos. Logo apareceram os seguranças, a polícia e todos o observavam com atenção. Um passo em falso e morreria.
- Socorro! - Gritou a mulher que, ainda há pouco, matara um homem. - Ele matou o polícia! O assassino matou novamente!
Ele tentou aproximar-se dela, apenas um disparo se ouviu, sobre a sua perna. Coxeou até ela. Conseguia ver o gozo que lhe trazia toda esta situação.
- Ele tem uma arma! - A sua performance de histeria era digna de um óscar!
Henrique levantou as mãos, antes que fosse baleado novamente.
- Eles descobrirão as tuas impressões digitais sobre o pescoço do homem. - Acusou-a.
- Ele é louco! - A mulher continuava com a farsa. - Levem-no para um hospício! - Colocou as mãos na cabeça e baixou-se, numa posição de defesa. Tentaram levantá-la, sem sucesso, ao mesmo tempo que injectavam algo no braço de Henrique. Mais uma vez, os seus sentidos se foram. Toda a realidade parecia não querer existir.
Eu disse-te que nos levaria daqui para fora... Henrique pareceu ouvir a voz da mulher, bem perto dele, antes da escuridão tornar-se vazio.

Por quanto tempo ficaria assim, nesse meio termo, à espera que o sopro da paz voltasse? Quando acordasse, logo saberia...

.Poesia

[Fase 5] Silêncio... Quem te fez?

novembro 06, 2014

Meus lábios abrem-se para que te cales,
A minha mente preenche-se de rumores,
De tantos pensamentos de desamores
Daqueles que fazes trazer, tamanhos males!

Embala-me pelo enchente de ti,
Quem te fez hoje, frio amigo?
O ruído lá fora é demais,
Mas és tu, meu silencioso, precioso...
Amigo, que me agarras
Àquelas amarras
Que me deixam preenchida de ti.

Quem te fez pelo inverno da Vida?
Quem perdeu as botas e te encontrou?

.frases

[Quote] #Frases 27

novembro 05, 2014

Se nunca caíssemos, jamais nossos olhos descobririam o quão cheio de vida pode ser o chão. Não porque está no fundo de tudo, mas porque ampara todo e qualquer começo. Então... Já encontraste o teu chão, aquele que te faz levantar?

.Poesia

[Fase 1] Meras Palavras

novembro 04, 2014

Por muitas palavras que escreva,
Continuo a não conseguir
Dizer tudo o que sinto e vivo.

Não preciso de meras palavras
Para descrever minha vida,
Pois esta,
Só é sentida.

As palavras magoam
Muitas vezes só por magoar,
É isso que acontece
A quem quer amar
E muitas vezes faz sofrer.

Sei que nada faço,
Nada digo e nada sei.
Mas por meras palavras
Digo o que errei…
Na vida? Talvez
Só tenha respirado este tempo,
Pois de mim pouco tenho dado
A todos os que precisam…

Por meras palavras
Grito a meu ser…

.frases

[Quote] #Frases 26

novembro 03, 2014

Inveja… Hum, é algo que posso bem com ela.
Afinal de contas, fortes são aqueles que têm a verdade do seu lado. Aqueles que sentem com o coração e vivem com as suas emoções.

Corações

Google+ Followers

Popular Posts