.Prosa

Conto de Halloween 2014 - O sopro da paz: Parte I

outubro 31, 2014

Foi nas primeiras horas que Henrique soube que algo mudara. Um dia como tantos outros, o sol continuava lá no alto e as horas passavam como sempre - tão devagar que parecia que a eternidade se tornava presente, um tanto envenenado. Estava cansado dessa rotina que o abraçava e, talvez por isso, nunca desejara tanto que algo atravessasse na sua frente e acabasse a sua vida. E isso quase aconteceu.
Os seus olhos fecharam por momentos, sentiu que poderia finalmente encontrar o seu fim. Aquele que tantos ateus dizem existir. O que será ser-se nada? Era isso que agora, depois de horas a fio pela cirurgia, ele pensava ser: um abismo. Aquele vazio que desejava preencher sem que nada o realmente acalmasse. Seria por estar há poucas horas acordado?
Sem que ninguém realmente parecesse importar - já que seus pés caíram no chão como dois sacos de cimento -, saiu porta fora. A picada no seu braço, bem como todo o barulho que o rodeava foram o bastante para que tudo se apagasse novamente. Qual seria a probabilidade que ele conseguisse escapar dentre os olhares atentos dos médicos?

O tempo parecia algo de outro mundo, pois logo os seus sentidos voltaram a si, bem como o profundo esvaziar que o preenchia. Levantou-se, mais uma vez. Ele sentia-se mais leve, apesar da dormência na ponta dos seus dedos. Retirou os fios dos seus braços e seguiu rumo à porta entreaberta. Encontrava-se um polícia sentado, bem próximo de si. Parecia entretido, nem reparara que ele estava a dar pequenos passos para um corredor qualquer. Finalmente libertar-se-ia das amarras que o deixavam por lá.
Flashbacks preencheram-lhe a mente, ao recordar-se do acidente que o autocarro tivera. Várias pessoas gritavam, algumas delas até chegaram a morrer. Ele nem sabia ao certo o que os atingira. Talvez tivesse sobrevivido, já que tudo parecia saído de um outro mundo. Será que estava morto?

Tentou encontrar a morgue, que parecia chamá-lo com uma curiosidade extrema. Abriu a porta, alguns dos corpos permaneciam disponíveis para que o homem - que de momento continuava concentrado, parecia estar a costurar um paciente - continuasse o seu trabalho enquanto ouvia uma música batida. Sim, porque Henrique conseguia ouvir a batida, mesmo com o seu espírito grogue e cérebro meio adormecido.
Aproximou-se, sem que o homem se voltasse. As suas costas pareciam perfeitamente alinhadas com a mesa que se encontrava à sua frente. Quanta concentração! Pensou Henrique. A sua mão segurou um objecto que permanecia na pequena mesa movível. O movimento captou o olhar do homem e os segundos pareceram nunca mais passar.
Um bisturi era o que detinha na sua mão, não uma linha. Não se sabe dizer qual dos dois ficou mais surpreendido, quando as mãos de Henrique passaram sobre aquele pescoço quente.
- O que estou a fazer? - Gozou Henrique. - Não queres perguntar-me mais alto?
O bisturi subiu um pouco, ele gargalhou ao mesmo tempo que o homem lhe abria um pequeno corte no antebraço. Um corpo que sangrava, outro que perdia a sua força. Um pequeno e doce ruído de um pescoço que se partia. Um corpo pesado que se fazia estorvo para um drogado que o empurrava até uma mesa livre. O seu corpo vestido caía pesadamente no chão, e a gravidade não ajudava. Henrique sentia-se irritado.
Deixou aquele corpo no chão e foi buscar o bisturi que ecoara no chão há tão poucos segundos. Ainda sentia a dormência nas suas mãos, aquela doce sensação que o preenchera parecia quase escassear agora. Juntou-se ao corpo escancarado no chão, abriu a sua bata, cortou um pouco das suas roupas e tentou sentir-se no aprofundar da lâmina sobre aquela pele quente e morta.
- O que diriam os deuses agora? - A sua gargalhada ecoou sobre o silêncio da morte. Seria ela a sua única companhia por toda esta noite?

Leiam a 2ª Parte aqui!

Como uma brincadeira nunca vem só... Quantos comentários merece a parte 2 deste conto para a próxima semana? Gostaram? O que acham que Henrique irá fazer?

.Poesia

[Poetry] Tell Me

outubro 30, 2014

Please feel free to get in deep into my woods.
There's a new world in every single poem, but I've lost all of them. Shall we find them?
Tell me that this world gonna end,
Death is approaching; I see it out in the rain.
Can you find me anywhere?
Wanna spend all life dying?
We can always die, one day, another one…

Why do you spent them in lies,
Working in something that can never change?
Gray may be the color, if I ever had a heart.

Tell me that all will end,
Can I die already?
Tell me, I don’t wanna know,
I don’t wanna see and fell…
Maybe it would hurt just a little,
Without a soul, no more death
Can come from me…

.frases

[Quote] #Frases 25

outubro 29, 2014

Existem tantas pessoas que perdem a calma por pequenas coisas que o mundo sopra para os seus olhos... E se o mundo entrasse em erupção a cada assassinato que a Humanidade lhe faz? Talvez não falasse de uma Terra, mas de um novo Sol brilhante demais. Porque nós somos aquele brilho que escurece tudo, aquela escuridão que brilha melhor do que todas as outras.

.Poesia

[Fase 5] Olhos Verdes

outubro 28, 2014

Suspiro que se entranha em mim,
Derramando esperanças sobre esses teus olhos,
Perdida algures pelas colinas da tua alma,
Deixando que minha vida esvoace por ti.

Deixa-me dizer-te, aclamar-te
A tua beleza, a tua temperança e tempestade.
Teus olhos verdes permanecem vivos,
Sentidos e eternamente a alcançar meu ser.

Possam as horas ser aquelas que nós fazemos,
Para que cada aurora alcance esses teus olhos,
E que os meus sigam para ti.
Derrama em mim essa tua esperança,
Deixa-me ser livre, deixa-me ser livre...

.frases

[Quote] #Frases 24

outubro 27, 2014

É tão bom sentir-te nascer sobre as palavras, deixar que parte de ti fluía e te deixe guiar os traços que segues pelas páginas sem fim… Sente-te livre sobre os meus dedos!

.Poesia

[Fase 5] Felicidade

outubro 23, 2014

Meus dedos trespassam imprevisíveis,
Vultuosos movimentos que se entregam a ti.
A insanidade torna-se toda minha,
Deixo que ela se aproxime aos poucos,
Que venha até mim com lentidão,
Cravando finalmente a sua sina,
Aquela que tenta fazer minha,
Que tenta fazer minha...

Os caminhos sempre andam,
Eu sempre sei por onde vou...

Não devia olhar atrás,
Não devia culpar-me nem vacilar.
Mente distorcida de um passado que faço presente,
De uma vida que é a minha e de mais ninguém.
Posso ser eu mesma?
Posso sorrir? Posso sentir?
Perguntas são aquelas que não saem,
Deviam de sair por vezes, mas não...
O silêncio mudo permanece e fica ali,
Cravado sobre a pele que agora sorri.
Posso entrar?

.frases

[Quote] #Frases 23

outubro 22, 2014

Inspira profundamente, deixa que a terra que preenche o chão seja parte dos teus pés. Despe-te, entrega-te ao vento e flutua pelo nada da vida... Essa tão cheia de nós.
Diz-me... Por quanto tempo estarás pelo chão, numa nova queda?
Embala-te pelo horizonte, hoje, nos sonhos... Embala-te pela coragem e levanta-te. Qual será o melhor sabor da vida?

.Poesia

[Fase 4] Uma Palavra

outubro 21, 2014

Uma palavra insana que se diz por aí,
De onde nada se sente e nada se diz,
Perdida algures pelo nada dos dias de hoje,
Deixada livre algures pela neblina que já se foi.

Pudessem as cartas que não coram chorar,
Viver cada segundo das palavras que não se sentem,
Experimentar cada pedaço do seu mundo que não existe,
Deixar a realidade e embarcar na morte,
Permitir que nada seja como antes,
Que tudo seja simplesmente o que não é.

Basta uma palavra e tudo esvoaça,
Tudo se mancha do sorriso que nasce em mim,
Apenas uma palavra daquelas que nunca chegam,
Uma esperança que nunca existiu
E que afundou-se por completo nos dias de hoje.
Uma palavra, é isso, que hoje chamo
Ao que eu sei, ninguém sabe, nós o sabemos...

.frases

[Quote] #Frases 22

outubro 20, 2014

Hoje apetecia-me escrever lembranças, daquelas que nós sonhamos todos os dias… Deixar que elas nos sorriam, nos deixem voar para um passado inexistente.

.Poesia

[Palavra Dada] Saudade

outubro 16, 2014

Foste aquela reticência constante
A cada respiração
Que meu fôlego pôde dar.

Aquele sorriso perdido no horizonte,
Brilho preenchido por dentro,
Abraço tão defronte
Daquela ilusão do meu pensamento.

Meus lábios se abrem para o silêncio,
Minha inspiração se faz sobre as reticências...
Enlouquece-me, sorri
E deixa-me perder-te dentro de mim.
Porque chove lá fora, maresia cá dentro.
Aquela mesmo que salga cada memória minha.

Sinto-te crescente,
Como aquela lua que tantos lobos embalam.
Por onde dormes tu, simplesmente?
Ai, se todas essas emoções falam
E me desencrencam para ti.

De que farias tu, perdido,
Dentre reticências roubadas?

Eu abraçava-te com carinho,
Embalava-te baixinho.
Até que o meu mar fosse porto seguro.

Vês-me perto?
O meu beijo encontrar-te-á pela próxima vez.
Palavra dada pela minha querida Chê, Célia Rocha. É uma das palavras que mais permanece pela minha vida, entrelinhas e sorrisos. É saber-se vivo entre o ontem, hoje e amanhã!
A qualquer hora, em qualquer lugar, haverão mais palavras espalhadas pelo vento!
(Para pedirem um poema, visitem o meu facebook e comentem uma postagem das #PalavrasDadas com uma palavra!)

.frases

[Quote] #Frases 21

outubro 15, 2014

A loucura faz-se pelos olhos de quem a vê. Hoje és parte do amanhã que o ontem não deixou para trás. Todos nós somos perdições, a qualquer hora nos perdemos. Será sorte, não se enlouquecer, não se perder...Será sorte?

.Poesia

[Fase 4] Aquelas palavras que não me lembrava...

outubro 14, 2014

Tão sublime, tão profundo...
Sentimento que nos faz o nada de tudo,
Fazendo-nos sentir o vazio,
Enquanto as horas passam,
E os dias de uma vida passam a pó...

Então? Para quê amar se de nada serve
Senão mostrarmos o que nada somos,
Aquele enorme infinito, grande falta...
Sem amar, sem amor... Tudo se perde.

Pudera eu amar, ser eternamente completa,
Fugir da morte amada, da morte vazia,
Deixando levemente esta vida,
Querendo viver esse amor que preenche!
Nunca perdê-lo de vista,
Nunca morrer por ele.

Amar (grande sina essa,
Que nos deixa o que mais nos falta irradiar)...
Esperanças de um vazio que se enche,
Sentindo de novo os sorrisos,
Aqueles que alimentam a alma...
Aqueles que são a própria alma,
Brotando, deixando que o amor saia,
Deixando o vazio completo,
Ficando apenas assim...
Amar.

.frases

[Quote] #Frases 20

outubro 13, 2014

Eu por vezes penso (o que é um erro), outras tento desenhar (inutilmente)… Mas, o que realmente importa são as cores da minha alma do nascer da escuridão até ao dia, quando raiar.

.Prosa

A Libertação

outubro 10, 2014

Eu conseguia ouvir a minha respiração, cada vez mais forte, enquanto corria pela floresta que se tornara a minha única salvação neste momento. A força humana torna-se curiosa, depois de tanta energia gasta, tantos sentimentos que nos cercam de medo e completa surpresa, conseguimos sempre avançar, ser livres! Ou, pelo menos é isso que eu estou a tentar fazer.
Vi a minha família a ser despedaçada mesmo em frente a mim, por um lunático que metera na cabeça que apenas seria ele o protagonista da minha vida. E o conseguiu, cada som que ouço enquanto continuo a correr, espero pelo momento em que ele aparece frente a mim e arrasta-me de volta para aquela gruta, afastada de todos.
Há uma semana que ando por aqui, já não existem mais lágrimas e o luto simplesmente fugiu. Não há nada, nada mesmo, que sobreviva a esta sensação de prisão imensa. Eu era normal, até que aquele idiota se lembrou de aparecer pela minha vida dentro.
Meus olhos permaneceram bem abertos quando, há pouco mais de uma semana, os meus pais e meu irmão se reuniram para a nossa última noite. Estava tudo tão bem preparado que muitas vezes penso se não deveria ter desconfiado de algo, resolvendo logo de uma vez por todas esta situação. Meu instinto tinha sido inteligente e eu burra, ao não dar-lhe ouvidos. Sempre que aqueles olhos pousavam em mim, todo o meu corpo se apreendia de uma forma bastante forte. Como se soubesse que aquele homem por perto só traria complicações.
Será que alguém me procurava no momento? Provavelmente não. Estava só, apenas aquele louco sabia que eu permanecia fora daquela casa que fez arder. Não tinham havido gemidos sequer, todos estavam mortos mesmo antes que isso acontecesse.
O que me persegue é muito mais do que apenas um homem. Vidas, mortes e consequências. É apenas isso que me mantém forte o suficiente para aguentar com tudo e fugir novamente. Ele merecia cada uma das atrocidades que passavam pela minha cabeça, talvez devesse voltar e tornar, cada uma delas, uma deliciosa realidade. Ele havia plantado em mim um monstro, e um monstro começara a crescer.
Fechei o meu punho ao sentir a sua presença mesmo na minha frente. Meu rosto estava fechado de emoções, algo que tinha aprendido muito bem durante todas estas horas.
- Olá querida, o que fazes fora de nossa casa a estas horas? – Perguntou-me ironicamente, via que mancava. Afinal de contas a faca tinha servido para alguma coisa, talvez a sua perna não fosse o suficiente para que tudo se resolvesse. Trataria disso mais tarde, agora vinham as consequências.
Ele me pegou pelo braço, apertando-o bem forte, seguindo de novo a trilha que eu tinha feito até aqui. Nunca mais abri a minha boca, desde que observei a minha infância, minha família, minha liberdade arder perante os meus olhos.
Sentou-me numa cadeira feita de madeira, injectando de novo aquele líquido que sempre me deixava completamente apagada. Pouco tempo depois tudo ficou escuro e apenas os meus pesadelos ficavam a rondar a minha mente…


Não sei ao certo quanto tempo fiquei apagada, muito menos o que teria feito desta vez para me castigar. Abri os meus olhos e vi aquele seu sorriso irritante, enquanto me pintava amarrada. Observei-me, deixando que a revolta dentro de mim voltasse novamente. Tinha-me apertado tanto os tornozelos que conseguia sentir a carne a pulsar sobre as amarras. Como sairia eu daqui?
- Vá, querida… Quero aquele belo sorriso que sempre usaste. Ficará bem aqui, eu prometo. – Disse, apontando alegremente para a tela. A minha resposta veio em saliva, atingindo-o apenas na mão. Nota: melhorar a pontaria.
Levantou-se irritado, abanando-me com dureza, proferindo palavras que era nem melhor ouvir. Senti-me uma inútil, apenas o meu olhar podia feri-lo. Riu-se de repente e eu estremeci. Quando ele ria daquela forma, sabia que as consequências seriam devastadoras.
A última vez que acontecera, o meu irmão estava a ser drogado para que perdesse a sua capacidade de defesa. Juro que quase consigo ouvir os seus gritos de dor quando era desmontado com um machado mesmo há minha frente. O seu sangue se juntara ao dos meus pais, que tinham sido simplesmente silenciados sobre amarras e esfolados vivos. O que poderia eu ter feito? Tentei erguer-me mais uma vez, sem sucesso. Tudo era passado, apenas eu estava agora aqui.
Ele estava a libertar-me, eu ainda não tinha todos os meus membros em completa sincronização por causa daquela sua brilhante ideia de me manter inconsciente. Tentei mais uma vez fazer algo, como levantar-me ou deixá-lo cair no chão. Sem sucesso.
Meu corpo era levado como um fantoche para a cama que ele tinha preparado para nós, seguiu rumo ao fogão a gás, procurando algo pela caixa que tinha trazido. Eu apenas olhava, tentando de uma certa forma sair sem que ele desse conta, o que era quase impossível tendo em conta a quantidade de vezes que ele me olhava. Numa última tentativa, suspirei e voltei a conseguir aguentar com o meu corpo em pé, agarrando-me firmemente ao quadro que ele tinha acabado de desenhar.
Seus olhos furiosos queriam vir até mim, eu apenas gritei com raiva, rasgando em pedaços aquele papel, tal como ele fizera com a minha família. Aproximou-se de mim com uma faca que tinha nas mãos, deixou-a perfurar-me bem firme sobre o peito. Eu sorri de dor, puxei por ela, agarrando-lhe a cabeça. O seu sangue caiu em mim, enquanto eu abria mais o seu pescoço.
- Acabou. – Disse, levantando-me com cuidado e deitando-me. Sentia sono, estava cansada. E, agora, podia finalmente descansar. Estava livre.

.Poesia

[Palavra Dada] Encantamento

outubro 09, 2014

Nem precisei de fechar os meus olhos,
Para que a ternura do meu sorriso
Preenchesse por completo minha alma...

Encontrei-te frágil,
Pequeno pedaço de mim perdido,
Sem que o soubesse existir.

Como ser-te cores a preto e branco?
Sinto o frio preencher a minha pele,
Enquanto o silêncio veste-me de ventos
Tragados a sentires estragados.

Como fechar os olhos e ver-me
Preenchida de tudo?
Como sorrir-me,
Sentir cada traço dos meus lábios
E deixar que o brilho nasça de minhas pupilas?

Então... Eu deixei-me,
Fui uma pequena borboleta cintilante,
Aquela que voava diante dos meus olhos.
Corri pelas gargalhadas que sentia
Naquelas pequenas pétalas de uma margarida.

Deitei-me pelo chão e fechei as pálpebras.
Fui céu, fui terra, fui folhas caídas.
Fui o sabor do vento, das flores, da relva...
Fui o tique-taque do relógio até que a noite viesse.

Voei, minhas asas se faziam enormes
A cada passo que dava até aquela casa mágica
Onde um espelho me esperava para gritar:
Tu hoje foste lua, foste tua... Foste mar?

E eu sorriria, destemida.
Caía na cama desfeita,
Deixava-me de braços abertos. Perdia-me,
Fechava os olhos e sonharia.
Porque hoje, encantada, me deixei ficar.
Palavra dada pela Vivi, um verdadeiro encanto de pessoa!
A qualquer hora, em qualquer lugar, haverão mais palavras espalhadas pelo vento!
(Para pedirem um poema, visitem o meu facebook e comentem uma postagem das #PalavrasDadas com uma palavra!)

.frases

[Quote] #Frases 19

outubro 08, 2014

Nós, seres humanos, somos um grande mar de descontentamento.
A ânsia de se ser mais, de se ter mais, de se mostrar mais… De se viver mais.
Tudo isso é uma arma letal apontada às nossas almas,
Como se nos tornássemos suicidas das nossas próprias vidas.
Como se nos afogássemos sem haver sequer uma maré.

.Poesia

[Fase 2] Sigo o rumo do vento

outubro 07, 2014






 Ler em Português      Read in English

Ao longo desta caminhada,
Sigo o rumo do vento
Ao longo da estrada
Que me leva o pensamento.

Sigo pelo vento e sou feliz,
Pois quem não se deixa levar
Nunca ouve o que o coração diz
E nunca sente o que é amar.

Enquanto a noite cresce,
Vou sentindo o calafrio
De quem desce
Com o movimento do rio.




.frases

[Quote] #Frases 18

outubro 06, 2014

Sabes o que é um sorriso desmanchado no mar?
É aquela imensidão que se sente, até ao íntimo da alma, aquela sensação forte que é amar…

.ArtOfPam

#Parceria: Art Of Pam

outubro 04, 2014


Não que seja qualquer novidade, porque cada traço maravilhoso deste meu site deve-se a esta artista de palmo e meio que vai crescendo a cada segundo. Mas quero deixar claro que cada pedacinho de mim fica feliz por tê-la conhecido e puder desenvolver todas as ideias que vou tento, que se tornam impossíveis de serem desenhadas por estes vinte dedos que tenho.

Poderia começar por mostrar alguns dos seus trabalhos, porém não o necessito de fazer. O fundo do site, o meu rosto como cabeçalho e tantos outros detalhes que vão surgindo são todos obras d'arte realizadas por esta tão profunda guerreira. Sim, porque ela é a pessoa que mais se parece comigo - mesmo pela preguiça que temos a consumir-nos - como pela paixão que tem no que gosta de fazer: desenhar.

É nos momentos simples que ela mais demonstra a sua qualidade. Aguardem, que esta pequena menina veio para ficar!

Novidades da nossa parceria existirão brevemente, sempre nascem entre dedos e sonhos nossos ☺

E quanto a ti, pams, agradeço-te. Por seres parte do meu mundo imaginário. Se não seja apenas meu, mas nosso.

.Prosa

♦ Uma utopia de um ser que se ama ♦

outubro 03, 2014

Dedos reclinados sobre a pele dos meus ombros, aqueles que pressionavam levemente o aroma transcendente que tanto emanava. Uma lágrima, aquela que cai sobre o meu rosto e me deixa engolir a alma por mais uns momentos enquanto te ouço a cantar a minha canção de ninar.
A tua voz, cada vez mais, entoa as minhas lágrimas que tentam espantar-te, consigo estremecer…consigo gritar por dentro sem emitir qualquer som e, ainda assim, te ouço… A tua voz que me embala, para que eu durma, para que eu me vá para longe e te deixe aqui, junto a meu corpo morto.

Para onde levarias meu coração quando minha alma se fosse? Talvez me deixarias cadáver a defecar, enquanto tuas gargalhadas ecoavam por uma outra vida que não a nossa. Meus lábios se moveram sem que eu soubesse e as palavras fluíram como se nunca tivesse falado na vida. Me abraçaste, apertado, mesmo quando eu tentava afastar-te de mim. Tu me abraçaste, cada vez mais apertado. Meus punhos compunham ritmadamente uma nova sinfonia pelo teu corpo, mas não te importavas que eu te magoasse, nem sabias ao certo que dores eram essas que deverias sentir porque - naquele momento - estavas a sentir a minha dor e não a tua.
Minha voz falhou novamente por dentre soluções que a pouca respiração me dava. Teus dedos roçavam minhas costas em tons circulares, em tons de amor. E eu pensava que a loucura pudesse ser esta, enquanto nos enlaçávamos como todas as outras vezes, quando me dizias que tudo seria perfeito desde que eu me agarrasse à transcendência do meu peito. Porque eu era bem mais do que aquilo que sentia, bem mais do que qualquer coisa que pensasse. Eu era aquele teu botão de rosa que desejarias que nunca murchasse. Por isso me regavas a cada dia, beijando-me, embalando-me para que o meu sorriso se tornasse latente a cada segundo que respirasse.

Ainda me lembro de ontem, em que tuas mãos me puxaram para trás, quando me atirava de uma ponte imaginária que minha mente traçara. Ouvira teus gritos, a tua voz que me cantava para que eu voltasse a adormecer aquela dor que me impedia de transcender. E eu adormeci, embebi do nosso pequeno amor e deixei-me ser o que desejarias que fosse.

Não, mas hoje não… Tua voz não consegue mais adormecer-me, meus tons de escuridão crescem e pareço que te pouco mereço pelos segundos que passam. Apertaste-me ainda mais forte, repetindo vezes e vezes sem conta que o nosso amor era puro, era cristalino e que jamais nos abandonaria. E tu não mentiste, o que me fez sorrir ao mesmo tempo que fechava meus olhos e erguia meu rosto para o céu. Tu não me mentiste.
Abri minha imensidão e reclinei-me novamente sobre a realidade. Nas minhas mãos, nas nossas mãos, estávamos nós. Nossos sorrisos e nossa felicidade transparente. E eu sorri-te, senti-te novamente a abraçar-me, tal como naquela fotografia que tiramos momentos antes da morte te abraçar…deixando-me aqui.
Acompanhada pelo nosso amor. Arrebatada pela loucura.

E aqui está, o meu primeiro conto das Sextas-Feiras! ☺ Vejamos, quantas loucuras ainda estarão por vir! eheheh
Sintam-se à vontade para comentarem... Quantas mais opiniões sentir por aqui, mais inspirações colocarei pelos dias da semana :)

.Poesia

[Palavra Dada] Loucura

outubro 02, 2014






 Ler em Português      Read in English

Perco-te sobre os meus braços,
Como quem se perde no mar salgado.
És loucura dos meus traços
Musa de cada parte do meu Fado,
Esse destino traçado pelos nossos beijos,
Tão suaves e doces desejos.

Grita o meu nome,
Ouve os quatro ventos ecoarem a tua voz.
Embebe do silêncio,
Preenche-te pela insanidade dos teus sentires.
Já te perdeste hoje?
Já ficaste pelo eco desse vácuo?

Abana-me, atira-me do precipício!
Lança-me para longe de nós,
É tão quente a noite,
Tão perdia a nossa voz.
Para onde nós fomos hoje?

Observa-te no espelho,
Vê-te!
Sê a minha ilha, faz-te foz
De cada emoção minha.

Sejamos loucos juntos.
Que a eternidade se foda!
Sejamos simplesmente loucos.

Palavra dada pela meu caro Tiago Santos, o meu Vlad. Obrigada pelo desafio, aposto que a tua amada vai adorar (fiz questão de tratar de romancear um pouco o teu pedido para que lhe dediques). Sabes o que te digo mais? É mesmo uma loucura escrever!
A qualquer hora, em qualquer lugar, haverão mais palavras espalhadas pelo vento!
(Para pedirem um poema, visitem o meu facebook e comentem uma postagem das #PalavrasDadas com uma palavra!)




.frases

[Quote] #Frases 17

outubro 01, 2014

Numa lágrima conseguirás transportar toda uma vida,
Numa vida farás um oceano de lágrimas.
Mas, onde realmente te afogas…
Cada emoção… Cada memória… Cada devastação…
Te afogarás absolutamente,
E serás a fonte de todas as tuas lágrimas,
Aquelas que escorrem da tua alma,
Gemendo e tremendo pela eternidade do teu vale de lágrimas.

Corações

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