.frases

[Quote] #Frases 41

dezembro 29, 2014

Quanto as horas são tortuosamente escuras…
… aparece um raio de luz enquanto dormimos e menos esperamos que venha.

Leitores-Beta

Leitores-Beta: Vagas Abertas

dezembro 25, 2014

Olá, pessoal!
Já tinha resolvido há algum tempo desenvolver algo que pudesse tornar mais real a ligação entre as minhas letras e os meus leitores - e, talvez, seja essa a minha razão principal para abrir este pequeno espaço para quem me ama ler.
Quem desejar fazer parte, abaixo segue toda a informação (resumida, pois ainda há muito por ir melhorando para o ano) relativamente a esse espaço deste site. Queres ler as minhas letras e participar com críticas construtivas, então junta-te aos Leitores-Beta e ajuda-me a ser mais do que letras - ser também parte de ti.

FAQ

O que são Leitores-Beta?

É um grupo de almas que ousam entrar pelas minhas letras e cheirarem as flores da entrelinha pela primeira vez. Pessoas que lêem meus textos antes de serem publicados, que me dão opinião sobre projectos que esteja a escrever no momento e comentadores.

Quais as vantagens?

Nenhumas. Apenas lêem e comentam o que escrevo e encontram-se comigo pelas redes sociais – caso seja possível.
Por vezes, farei sorteios específicos a este grupo. Cada leitor terá o seu pseudónimo e uma imagem recriada pela foto enviada no formulário. Os seus comentários surgirão nos meus projectos junto com a sua ‘imagem de leitor’.

Existe algum limite de leitores?

Sim e não. Tendo em conta o relacionamento mais ou menos presente nas minhas letras, cada pessoa poderá encontrar-se num nível hierárquico dentro deste grupo. Os níveis são os seguintes:

► Leitor-Beta (Lβ): todos os leitores que entrem para este grupo passam por uma fase inicial, têm acesso aos projectos e textos menos relevantes. Podem participar nos sorteios, receber pequenas ‘memórias’ anuais do site e fazer parte das conversas do chat-beta;

► Leitor-Alfa (Lα): cada alfa desenvolve uma certa afinidade com as minhas letras e também comenta. Tem acesso a cada passo de desenvolvimento dos meus livros, concursos que participe e outras loucuras minhas;

► Leitor-Omega (LΩ): participa no meu desenvolvimento pelo site e em vários projectos.

Já respondi ao formulário. O que fazer a seguir?

Faz o download aqui e depois basta enviar os dados que solicitei para seguedestinos@gmail.com, aguardar resposta e já está!

.TAG

TAG: Have a very Bloggy Christmas

dezembro 20, 2014

Fui nomeada pela Ana Patrícia Pereira, do odesempregodeunisto para responder a uma TAG natalícia. Achei interessante, visto que é o meu primeiro Natal com o site oficial... ☺

Regras:
Agradecer e divulgar o blog que te nomeou.
Responder às 12 perguntas.
Nomeares 12 bloggers que queres que realizem a TAG.

Árvore de natal artificial ou natural?
De momento, nenhuma. Por vezes artificial, outras natural. Depende do estado de espírito durante o mês de Dezembro.

Natal com neve ou sol?
Neveeeeeeeeeee! ☺ O frio nem me preocupa, e nunca tive um Natal com neve!

Esperar pela manhã ou abrir os presentes à meia-noite?
Abrir sempre à meia-noite! A vontade é sempre fantástica, ao longo das horas e a espera... Saber esperar é o essencial pelos bons sentires da vida.

Qual o filme que adora ver nesta altura?
The Nightmare Before Christmas, Tim Burton (qualquer outro de animação dele está, simplesmente, perfeito!).

Cânticos de natal nos shoppings. Sim ou Não?
Shoppings, na cabeça, no carro... Entrar pelo espírito natalício de luzes e cores!

Qual o uniforme que usa no dia de natal? Pijama ou veste toda bonita?
Um vestido novo, talvez um espírito novo num vestido antigo. Sempre bom sentir-se natalícia.

Qual a sua comida de natal favorita?
Tronco de Natal, chocolate, e tantos outros doces... Maravilha!

O que quer receber este natal?
Inspiração. Muitos sorrisos e uma boa dose de entrelinhas...

Planeia antecipadamente os presentes ou é à última hora?
Uns antes, com meses de antecedência... Outros nascem num clique de um segundo.

Veste de Pai Natal?
Putz, não. :) No máximo vestiria de duende, ah ah ah.

Qual a sua música favorita do Natal?
Todo o reportório das luzes de natal: desde Noite Feliz a Jingle Bells! Minha infância sempre foi extremamente rica em música, o Natal não é excepção.

Onde vai passar o Natal este ano?
Com a verdadeira família, em casa. O Natal não é apenas uma época, mas algo familiar.

E agora, as vítimas... Gostava de conhecer o natal de:

  1. http://www.arteofpam.com/
  2. http://dicotomiaman.tumblr.com/
  3. http://cozinharcomosanjos.blogspot.pt
  4. http://detudoquevivo.tumblr.com/
  5. http://sussurrandoalento.tumblr.com/
  6. http://ceciliando.tumblr.com/
  7. http://sink-furthereveryday.tumblr.com/
  8. http://thinkforthebest.tumblr.com/
  9. http://re-fugios.tumblr.com/
  10. http://believemiengel.tumblr.com/
  11. http://nearlyclosed.blogs.sapo.pt/
E assim me despeço, com poucas vítimas escolhidas :) Vá, só faltavam mesmo duas UMA!... Eheh. Alguém que se acuse nos comentários, caso queira participar!

.Poesia

[Fase 5] Conseguirias ouvir o sussurrar do teu nome pelo vento?

dezembro 18, 2014

Conseguirias ouvir o sussurrar do teu nome pelo vento?
Perder-te sobre cada parte do teu ser,
Desmanchar-te sobre cada traço da tua vida…
Ser apenas tu, vivo, real!

Era um olhar que entrava perdidamente pelas horas,
Deixando-se livre, erguendo suas asas para o horizonte
E perdendo-se pela luz dos dias,
Sorrindo alegremente à chegada de uma nova manhã.

Um coração pulsante que levava o mundo,
Sentes cada parte de ti, vives cada pequeno pedaço,
Descalçando os pés e sentindo a terra batida sobre eles,
Sorrindo alegremente com uma pequena flor,
Aquela que tocavas suavemente dentre os teus dedos.

Um suspiro desfez o silêncio,
Enquanto a pequena pétala continuava bela,
Seu perfume permanecia eterno,
Sem que sequer um segundo fosse perdido.
Era tudo, era o nada.
Simplesmente era a vida!

.frases

[Quote] #Frases 39

dezembro 17, 2014

E como ser-se um ponto, no meio de toda esta multidão, com vontade de se fazer reticências?

.Poesia

[Fase 2] Exames

dezembro 16, 2014

Passos que se movera à batida do stress,
Canetas que vão escrevinhando sabedoria,
Fazendo imensa falta, aquela parte da matéria que se aqui estivesse,
Com certeza, todas as médias, subiria.

O relógio, ora aliado, ora inimigo,
Nos vai deixando à nora,
Deixando-nos olhar para o umbigo,
Querendo ver as palavras saírem para fora.

Muitas palavras que não saem,
Deixando um bocadinho abandonada
Naquele sentimento em desvantagem,
Como se não houvesse outra alvorada.

.frases

[Homenagem] #Frases 38

dezembro 15, 2014

Não preciso de corações, tenho palavras que me saem da alma, abraçando-me com carinho para que minhas lágrimas invisíveis saiam.
Não preciso de perder-me nas minhas ilusões, desilusões sempre atravessam minha vida, mas nunca me matam. Eu sempre poderei erguer-me mais uma vez, e outra…e mais outra!
O que eu preciso é de sentir-te, sim tu… Aquele que germina em mim, que se entranha em mim a cada respirar meu. És parte da minha alma, do meu coração e de cada célula que eu sou.
Não sou nada além do que me fizeste ser.
E eu amo-te por isso.

.Poesia

[Palavra Dada] Tempestade

dezembro 11, 2014

E hoje temos som, ouve-o:

Audio recording software >>
Um ponto. Aquele que se repete.
Leve no início, constante pelo meio
E tão breve numa respiração entre-cortada...

Quem és, doce tempestade?
Tormenta dos meus olhos fechados,
Lacrimejados pelo silêncio do teu vento.
Relampejante sobre a minha pele,
Estremecida carcaça velha.
Um estremecer preenchido pelo nada,
Tão suave como a saudade.

Pára! Deixa-te aqui
Sobre o colo que te habita.
Gritos se fazem silenciosos,
Dispersos na neblina de outrora.

São dedos que se perderam pelo ar,
Junto dos cabelos revoltos - revoltados
E soltos nas corridas que o sopro nos dá.
Que último sopro é este, louco?
Corre-te de mim, estilhaça-te!

Faz-te breve, preenchido, profundo!
Encontra-te na maresia de tantas ondas,
Essas gigantes que te abraçam suplicantes.
Porque não sentes tu?

De que seria o vento,
Por esses teus quatro cantos imaginados...
Se não fosse esse teu destruidor, esse teu mundo?

Eu ouço-te, tempestade...

Já se ouviu o teu grito mudo.
Palavra dada pela minha querida Pams, mais uma vez. Que a sua inspiração se misture muitas vezes com a minha, porque respiramos maravilhas juntas! ☺
A qualquer hora, em qualquer lugar, haverão mais palavras espalhadas pelo vento!
(Para pedirem um poema, visitem o meu facebook e comentem uma postagem das #PalavrasDadas com uma palavra!)

.frases

[Filosofia] #Frases 37

dezembro 10, 2014

Diz-me, o silêncio faz de ti um enorme vazio ou uma enchente de ti mesmo? O que respiras? O que estremece os teus sentires?

.frases

[Quote] #Frases 36

dezembro 08, 2014

E eu me perguntei que força era esta que permanecia tão viva dentro da minha alma. Eu queria saber-te a cor, o sabor… Adoraria saber-te a origem para puder brincar, gargalhar, sorrir e agradecer… A cada novo respirar da minha vida.

.Poesia

[Fase 5] Um até sempre...

dezembro 04, 2014

Ergue-te, deixa-me ver a tua face...
Deixa-me entranhar pelo teu ser,
Sentir o que tuas lágrimas me dizem,
Viver pelas pupilas dos teus olhos dilatados...
Vejo-te sobre o espelho, tua face,
Acarinhada pelas palavras, que nunca se dizem,
Apenas sentem aquela aurora
Que agora chega perante ti,
Banhada por um olhar prateado,
Que surge de um simples suspiro.

Deixa-te desenhar sobre os versos deste poema,
Perder-te sobre a lágrima que agora cai,
Que agora se sente, que agora vive.
Pois, amanhã... Amanhã será um novo dia,
Ergue-te e sente a brisa... Sentes? Consegues sentir?
Fez-se palavra, fez-se vida. Agora,
Descansa sobre o teu leito...

.frases

[Quote] #Frases 35

dezembro 03, 2014

Será que é por sermos tão vazios por dentro - e termos medo desse vazio -, que nos procuramos preencher de ilusões e todo o barulho que possa ocultar o silêncio? Contra o que remas, nos dias de hoje, além de ti mesmo?

.Poesia

[Fase 3] Embarcando na morte...

dezembro 02, 2014

Passeando ao longo da colina,
Sendo parte do clima…
Morrendo para a morte,
Embarcando para a vida.

Tudo que não te deixar viver
É morte,
Tudo o que for vida,
Deixará que cresças
E que passeies pela colina.

O medo do fim
É o medo do início,
Pois onde tudo acaba
Tudo começa.

Embarca na morte
Do egoísmo,
Deixa que a tua alma
Se torne pó…
Embarca na morte
Do fútil,
Bem sabes que não dói
O que não sentires.
Embarca na morte
Da ganância
E verás o quão difícil
Será voltares à terra
Da vida eterna.
Embarca na morte,
E deixarás de ter alma,
De existir um só ser
Egoísta e sozinho.

.frases

[Quote] #Frases 34

dezembro 01, 2014

Fazes-me sorrir… E muito! Adotei-te como parte da minha família, meu coração guardou um cantinho para ti e agora somos tão próximos… É minha família sem sangue, mas que bombeia o meu coração de amor e carinho. Te amo. Muito. Mesmo.

.Poesia

[7 Pecados Mortais] Ira

novembro 27, 2014

Apodera-te de mim e estilhaça-me!
Sinto o teu pulsar, minha ira,
Queima-me sobre as tuas labaredas eternas
Que teimam em castigar-me.

Jamais possa eu perder-te,
Jamais possa eu perder-me sobre os teus braços.
Mata-me por dentro, remete-te ao silêncio
Congelado das horas que te escondes de mim.

Despeço-me de ti a cada segundo,
Não permito mais que cá voltes,
A porta fica aberta sobre o teu olhar fervilhante.
Deixa-me, vai-te embora.
Deixa-me, não voltes.
Aniquila-te sobre as minhas mãos,
Acaba-te comigo!

.frases

[Filosofia] #Frases 33

novembro 26, 2014

Porque até as tempestades são belas pelo lado de fora, façamos os nossos problemas essas distantes e loucas tempestades... Vejamos cada traço de nós ao longe, para que o belo faça parte de nós - mesmo pelos momentos tempestuosos.

.Poesia

[Fase 3] O Fim

novembro 25, 2014

Vou correr por entre as ruas,
Sorrindo para quem não sorri para mim,
Amando quem não me ama,
Sendo feliz e fazendo feliz…

Sentindo mil e uma coisas por quem não sente,
Chorando tudo para que ninguém possa chorar.
Cheirando todos os aromas da vida,
Desejando que todos os sorrisos se concentrem num só,
Fazendo-me acreditar que também posso sorrir.

O fim da caminhada,
O fim da procura tão esperada,
Nunca pensei neste final…

As verdades são aquelas que sentimos,
Não as que desejamos sentir.

.frases

[Quote] #Frases 32

novembro 24, 2014

Cansaço é saber que estás perto e sentir-te longe…
Tão longe… Onde as horas estão contadas para que não estejas aqui. O que fazer?
Abraçar-te, beijar-te e sentir-te o mais que posso até que isso aconteça.
Quero-te perto, mas muito mais que isso… Quero-te parte de mim!

.Poesia

[Fase 5] Para quê sorrir, se já brilham as estrelas?

novembro 20, 2014

É daquela loucura transparente
Que meu corpo se veste.
Que se faz semente, despede-se
De cada sopro da ventania que ecoa lá fora.

E porque tudo parece mais frio,
Porque o Inverno deseja correr para os nossos braços
E gerar breves melodias natalícias.
É por tudo isso que meus lábios se fecham,
Encontram-se com memórias anteriores
E criam sorrisos eternos.

Para quê sorrir,
Se já brilham as estrelas?

.frases

[Quote] #Frases 31

novembro 19, 2014

A vida só se perde quando baixamos os braços. Não aqueles que podem amparar-nos do chão, a mente é muito mais do que apenas uma caixa de ideias. É uma caixa de ideais!

.Poesia

[Fase 1] Desilusão

novembro 18, 2014

A vontade enorme de ganhar,
A grande pressão de destruir
Todos os sonhos duma vida.
Já não se pode sonhar?

Ao longo duma pequena vida
Cheia de privações e sermões,
A verdade não devia ser assim.
Não temos a oportunidade de saída?

A dura evolução que tive,
A dura solidão que tenho.
Não faço parte de quem vive,
Não sei de onde venho.

Pode ser duro,
Pode ser trágico.
Mas tenho coragem
De lutar contra este muro!

Como posso amar alguém assim?
Tento sempre compreender,
Mas ninguém se lembra de mim
E eu não me posso esquecer.

Sei que o fim será puro,
Que será longe do mundo.
E tudo porque longe dele vivo,
Não será isto muito duro?

.frases

[Quote] #Frases 30

novembro 17, 2014

Oh, e que maldita sina… A Sheftu me espera, há uma temporada a acabar…
Ela ainda me arranca o coração, bebe o meu sangue e deixa um pouco dele para ela mesma escrever-se sobre o vermelho da minha inspiração.
Sim, é muito mais que palavras. São também vida. Sangue que circula sobre as minhas veias!

.Prosa

Espera...

novembro 14, 2014

E seus pés pareciam cada vez mais pesados pelas horas em que a noite passava sobre as sombras risonhas que rodeavam todas as ruas da sua cidade. Parecia loucura, mas talvez tudo o que vivia hoje seria um leve sonho de amanhã.
O seu nome se ouvia dentre o barulho das folhas que começavam a cair pelo Outono. Procurava-se, tentava encontrar a origem dessa voz que lhe parecia tão familiar - porém, esta apenas surgia pelos momentos em que os olhos se fechavam e a boca se abria, embalando as pequenas gotas que ainda caíam das folhas.
- Espera… - Murmurava eu, enquanto continuava o meu caminho de pés descalços. - Deixa-me encontrar-te e ouvir a tua voz de novo…
Decidi, no entanto, ousar ser mais e fechei minhas pálpebras - enquanto corria pelas clareiras mais distantes de todos - até conseguir sentir algo que me pudesse mostrar-te.
Tropecei, uma e outra vez, até que minhas calças se rasgavam pelo valente frio que se alastrava agora pelas pequenas brechas abertas. Não me importava, pois corria para ti e desejava encontrar-te.
O cansaço abateu-me, senti que aquela árvore velha conseguia abraçar-me - pelas horas em que o frio iria congelar-me. Caí pelo vazio, deixando-me ir… Fui de encontro a ti.

Hoje é um conto, um rascunho de um conto que merece ou não continuação? ☺ Vocês decidem!

.Poesia

[Fase 5] Sopro

novembro 13, 2014

Podes abraçar-te pelo sabor do vento,
Esse que te sopra a toda a hora?
Deixa que transpareça o sentimento
Da morte que virá sem demora.

Respira-te hoje, vive-te amanhã.
Horas contadas de segundos desperdiçados..
Não existe qualquer letra, entrelinha, emoção traçada
Que não se faça inexistente no último sopro fustigado
De teus lábios entreabertos de ternura.

Para onde te foste, agora,
Que o ar já não sopra em ti?

Que sopro é esse,
Tão insano,
De onde brota a esperança?

.frases

[Quote] #Frases 29

novembro 12, 2014

Fecha os olhos e sorri. Diz-me o que está aí por dentro quando os teus lábios se movem, na tentativa de procurar a felicidade!
Todos nós somos um barco sem marinheiro, vagueando pelo mar das nossas emoções...
Todos nós somos a nossa única perdição, loucura eterna de nossos sentires!

pt

O frio que gela a alma

novembro 11, 2014

Olhando pelo mundo,
Vendo a toda beleza
Que se encontra no profundo
Da tão perfeita natureza.

Sopra o vento contra mim
Que vai gelando as minhas entranhas,
Que vai congelando assim
Todas as minhas façanhas.

Sentindo assim o vento,
Deixando-me ser parte
Desta natureza que está cá dentro
E que se expande na arte.

.frases

[Quotes] #Frases 28

novembro 10, 2014

Oh, sim… Eu sabia que estavas por perto e mesmo assim me fui embora. Não me arrependo, e nem me voltei para olhar para trás.

.Prosa

Conto de Halloween 2014 - O sopro da paz: Parte II

novembro 07, 2014

Leiam primeiro a 1ª Parte aqui!
Seu corpo voltou-se para a porta da morgue. Henrique queria sair dali a correr, sem que ninguém notasse a sua aparência. Observou as roupas do homem, infelizmente encontravam-se cheias de sangue. Será que haveria algum cacifo perto para que conseguisse raptar algumas roupas?
Saiu pela porta, ignorando o silêncio que provinha da sala de onde tinha acabado de sair. Com o bisturi no bolso e a sua roupa praticamente limpa, seguiu rumo a um corredor que não tinha notado existir antes.
- Ah! Ah! - Sorriu ele, enquanto via finalmente uma sala fechada destinada 'apenas a funcionários'. Abriu a porta e entrou, fechando-a de seguida.
- O que está aqui a fazer? - Perguntou-lhe uma mulher, parcialmente vestida. A sua mão apertou a arma branca no seu bolso.
- Estou perdido. Sinto-me confuso. - Sentou-se para ser mais realista. - Não sei como cheguei aqui.
- Está tudo bem. - Ela aproximou-se, tocando-lhe no ombro. Henrique tentou não sorrir, mas sem sucesso. A mão da mulher afastou-se de imediato. Tentou gritar, mas as mãos dele foram mais rápidas. Era uma boca suave que tentava ecoar algum som, um nariz que começava a reclamar por ar. Um par de mãos que batiam freneticamente sobre as suas costas, unhas que tentavam arrancar um pouco dele - talvez numa esperança de se libertar.
- É tarde demais, minha querida. - Ele sorriu, enquanto via os seus olhos lutarem numa tentativa de se manter consciente. A suas mãos baixavam-se lentamente, perdendo parcialmente a sua força. Brevemente ela morreria.

Foi apenas num espaço de segundos que tudo acabou. Um bolso que ficou vazio, um bisturi que atingiu uma artéria e que brevemente encheria o chão por completo.
- Gostas do que vês, não gostas? - Sorriu-lhe... - Eu sei o que é ser-se cheiro de sangue. Já o vivi imensas vezes. Queres sê-lo agora?
Não, não era Henrique que detinha aquele pedaço de metal. Aquela mulher parecia ter bem mais na sua manga do que se esperava. Quem era ela, como conseguira domar e matar aquele que quase a matara?
- Não... - Foi num sufoco que ele tentou falar. Ela aproximou-se.
- Fala mais alto que não te ouço. - Observou o relógio. - Mais uns segundos e irás desta para melhor. Precisarás de sangue, se prometeres portar-te bem. - Ela sorriu. - Gostei de ti, és divertido.
Ele tentou seguir os seus movimentos, mas a sua mão no ferimento tentava estancar o sangue e Henrique não acreditava que tivesse forças para mais alguma coisa. Iria morrer, e nem se importava com isso. Fechou os olhos e deixou-se ir. Que fosse o fim, então. Foi tudo o que ele conseguiu pensar, até deixar de se sentir.

O ruído de uma máquina, coordenada com uma pulsação ritmada ecoavam pelos seus ouvidos. Não teria morrido?
Sentiu um peso sobre o local onde tentara estancar o sangue, abriu os olhos com cuidado e viu-a.
- Finalmente acordaste, querido. - Sussurrou ela, piscando-lhe o olho. - Se te portares bem e contares à polícia como foste atacado por um assassino fugitivo irreconhecível, podemos safar-nos desta.
Safar-nos? Pensou ele, ao mesmo tempo que seus lábios iam perguntar-lhe. Os dedos dela fecharam-lhe a boca, para que não falasse.
- Eles se te ouvirem virão fazer perguntas. - Sorriu-lhe. - Espera um pouco, que logo arranjaremos uma versão confiável com as câmaras de segurança. - Bufou. - E não, não podes matar-me.
Ele procurou algo que pudesse utilizar para matá-la, mas os seus braços estavam agora presos pelos dela.
- Não aprendes? - A sua voz aumentou apenas um pouco, os guardas lá foram chamaram. - Espera um pouco, finge que dormes! - Disse ela, baixinho.
Ele fechou os olhos e ouviu a porta abrir-se.
- O senhor acordou? - Perguntou um homem de voz rouca, com autoridade.
- Não, desculpe... É que eu estava a falar com os meus botões. - Deu um risinho leve. - Não tinha intenção de o incomodar.

Henrique abriu os olhos, tentou levantar-se e o polícia parecia alterado. Estava prestes a informar o avanço dos factos no intercomunicador, até que o seu pescoço ficou partido. Aquela mulher o matara como se fosse apenas um espargo, partido para começar uma leve salada.
Fechou a porta encostada, pediu que ele se vestisse com a roupa do polícia e colocou o corpo sobre a cama.
- E agora? - Perguntou-lhe, ao fechar o casaco.
- Encontramo-nos lá fora.
- Achas que nos safamos desta?
- Não seria a primeira vez. - Ele sentiu-a gargalhar por dentro.
- Quantas vezes o fizeste? Afinal... Quem és? - Eram tantas perguntas que nem ele sabia por quais começar, e se queria saber as respostas!
- Sou o sopro da paz. - Seu sorriso travesso dizia uma coisa completamente diferente. - Temos de ir! - Calou-se, como se estivesse a organizar os seus pensamentos. - Encontra-te comigo na zona sul, primeira saída, no lado de fora.
- Não desconfiarão?
- Não importa. - Sorriu. - Um carro vermelho desportivo. - Bateu as palmas de leve. - Sempre adorei roubar um desses!
- Vais roubar um carro? - Ele sentia-se estupefacto.
- Vamos embora, daqui a pouco um novo turno começa. A polícia não tarda a mandar o substituto.
- Tens razão. - Abriu a porta, fechando-a depois. - Até daqui a cinco minutos. - Beijou-a, abriu a porta e saiu.
Dois, três passos e um grito ecoou do lugar de onde saíra. Tentou correr, conseguiu pensar que escaparia por segundos. Logo apareceram os seguranças, a polícia e todos o observavam com atenção. Um passo em falso e morreria.
- Socorro! - Gritou a mulher que, ainda há pouco, matara um homem. - Ele matou o polícia! O assassino matou novamente!
Ele tentou aproximar-se dela, apenas um disparo se ouviu, sobre a sua perna. Coxeou até ela. Conseguia ver o gozo que lhe trazia toda esta situação.
- Ele tem uma arma! - A sua performance de histeria era digna de um óscar!
Henrique levantou as mãos, antes que fosse baleado novamente.
- Eles descobrirão as tuas impressões digitais sobre o pescoço do homem. - Acusou-a.
- Ele é louco! - A mulher continuava com a farsa. - Levem-no para um hospício! - Colocou as mãos na cabeça e baixou-se, numa posição de defesa. Tentaram levantá-la, sem sucesso, ao mesmo tempo que injectavam algo no braço de Henrique. Mais uma vez, os seus sentidos se foram. Toda a realidade parecia não querer existir.
Eu disse-te que nos levaria daqui para fora... Henrique pareceu ouvir a voz da mulher, bem perto dele, antes da escuridão tornar-se vazio.

Por quanto tempo ficaria assim, nesse meio termo, à espera que o sopro da paz voltasse? Quando acordasse, logo saberia...

.Poesia

[Fase 5] Silêncio... Quem te fez?

novembro 06, 2014

Meus lábios abrem-se para que te cales,
A minha mente preenche-se de rumores,
De tantos pensamentos de desamores
Daqueles que fazes trazer, tamanhos males!

Embala-me pelo enchente de ti,
Quem te fez hoje, frio amigo?
O ruído lá fora é demais,
Mas és tu, meu silencioso, precioso...
Amigo, que me agarras
Àquelas amarras
Que me deixam preenchida de ti.

Quem te fez pelo inverno da Vida?
Quem perdeu as botas e te encontrou?

.frases

[Quote] #Frases 27

novembro 05, 2014

Se nunca caíssemos, jamais nossos olhos descobririam o quão cheio de vida pode ser o chão. Não porque está no fundo de tudo, mas porque ampara todo e qualquer começo. Então... Já encontraste o teu chão, aquele que te faz levantar?

.Poesia

[Fase 1] Meras Palavras

novembro 04, 2014

Por muitas palavras que escreva,
Continuo a não conseguir
Dizer tudo o que sinto e vivo.

Não preciso de meras palavras
Para descrever minha vida,
Pois esta,
Só é sentida.

As palavras magoam
Muitas vezes só por magoar,
É isso que acontece
A quem quer amar
E muitas vezes faz sofrer.

Sei que nada faço,
Nada digo e nada sei.
Mas por meras palavras
Digo o que errei…
Na vida? Talvez
Só tenha respirado este tempo,
Pois de mim pouco tenho dado
A todos os que precisam…

Por meras palavras
Grito a meu ser…

.frases

[Quote] #Frases 26

novembro 03, 2014

Inveja… Hum, é algo que posso bem com ela.
Afinal de contas, fortes são aqueles que têm a verdade do seu lado. Aqueles que sentem com o coração e vivem com as suas emoções.

.Prosa

Conto de Halloween 2014 - O sopro da paz: Parte I

outubro 31, 2014

Foi nas primeiras horas que Henrique soube que algo mudara. Um dia como tantos outros, o sol continuava lá no alto e as horas passavam como sempre - tão devagar que parecia que a eternidade se tornava presente, um tanto envenenado. Estava cansado dessa rotina que o abraçava e, talvez por isso, nunca desejara tanto que algo atravessasse na sua frente e acabasse a sua vida. E isso quase aconteceu.
Os seus olhos fecharam por momentos, sentiu que poderia finalmente encontrar o seu fim. Aquele que tantos ateus dizem existir. O que será ser-se nada? Era isso que agora, depois de horas a fio pela cirurgia, ele pensava ser: um abismo. Aquele vazio que desejava preencher sem que nada o realmente acalmasse. Seria por estar há poucas horas acordado?
Sem que ninguém realmente parecesse importar - já que seus pés caíram no chão como dois sacos de cimento -, saiu porta fora. A picada no seu braço, bem como todo o barulho que o rodeava foram o bastante para que tudo se apagasse novamente. Qual seria a probabilidade que ele conseguisse escapar dentre os olhares atentos dos médicos?

O tempo parecia algo de outro mundo, pois logo os seus sentidos voltaram a si, bem como o profundo esvaziar que o preenchia. Levantou-se, mais uma vez. Ele sentia-se mais leve, apesar da dormência na ponta dos seus dedos. Retirou os fios dos seus braços e seguiu rumo à porta entreaberta. Encontrava-se um polícia sentado, bem próximo de si. Parecia entretido, nem reparara que ele estava a dar pequenos passos para um corredor qualquer. Finalmente libertar-se-ia das amarras que o deixavam por lá.
Flashbacks preencheram-lhe a mente, ao recordar-se do acidente que o autocarro tivera. Várias pessoas gritavam, algumas delas até chegaram a morrer. Ele nem sabia ao certo o que os atingira. Talvez tivesse sobrevivido, já que tudo parecia saído de um outro mundo. Será que estava morto?

Tentou encontrar a morgue, que parecia chamá-lo com uma curiosidade extrema. Abriu a porta, alguns dos corpos permaneciam disponíveis para que o homem - que de momento continuava concentrado, parecia estar a costurar um paciente - continuasse o seu trabalho enquanto ouvia uma música batida. Sim, porque Henrique conseguia ouvir a batida, mesmo com o seu espírito grogue e cérebro meio adormecido.
Aproximou-se, sem que o homem se voltasse. As suas costas pareciam perfeitamente alinhadas com a mesa que se encontrava à sua frente. Quanta concentração! Pensou Henrique. A sua mão segurou um objecto que permanecia na pequena mesa movível. O movimento captou o olhar do homem e os segundos pareceram nunca mais passar.
Um bisturi era o que detinha na sua mão, não uma linha. Não se sabe dizer qual dos dois ficou mais surpreendido, quando as mãos de Henrique passaram sobre aquele pescoço quente.
- O que estou a fazer? - Gozou Henrique. - Não queres perguntar-me mais alto?
O bisturi subiu um pouco, ele gargalhou ao mesmo tempo que o homem lhe abria um pequeno corte no antebraço. Um corpo que sangrava, outro que perdia a sua força. Um pequeno e doce ruído de um pescoço que se partia. Um corpo pesado que se fazia estorvo para um drogado que o empurrava até uma mesa livre. O seu corpo vestido caía pesadamente no chão, e a gravidade não ajudava. Henrique sentia-se irritado.
Deixou aquele corpo no chão e foi buscar o bisturi que ecoara no chão há tão poucos segundos. Ainda sentia a dormência nas suas mãos, aquela doce sensação que o preenchera parecia quase escassear agora. Juntou-se ao corpo escancarado no chão, abriu a sua bata, cortou um pouco das suas roupas e tentou sentir-se no aprofundar da lâmina sobre aquela pele quente e morta.
- O que diriam os deuses agora? - A sua gargalhada ecoou sobre o silêncio da morte. Seria ela a sua única companhia por toda esta noite?

Leiam a 2ª Parte aqui!

Como uma brincadeira nunca vem só... Quantos comentários merece a parte 2 deste conto para a próxima semana? Gostaram? O que acham que Henrique irá fazer?

.Poesia

[Poetry] Tell Me

outubro 30, 2014

Please feel free to get in deep into my woods.
There's a new world in every single poem, but I've lost all of them. Shall we find them?
Tell me that this world gonna end,
Death is approaching; I see it out in the rain.
Can you find me anywhere?
Wanna spend all life dying?
We can always die, one day, another one…

Why do you spent them in lies,
Working in something that can never change?
Gray may be the color, if I ever had a heart.

Tell me that all will end,
Can I die already?
Tell me, I don’t wanna know,
I don’t wanna see and fell…
Maybe it would hurt just a little,
Without a soul, no more death
Can come from me…

.frases

[Quote] #Frases 25

outubro 29, 2014

Existem tantas pessoas que perdem a calma por pequenas coisas que o mundo sopra para os seus olhos... E se o mundo entrasse em erupção a cada assassinato que a Humanidade lhe faz? Talvez não falasse de uma Terra, mas de um novo Sol brilhante demais. Porque nós somos aquele brilho que escurece tudo, aquela escuridão que brilha melhor do que todas as outras.

Corações

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