Tags .Poesia, Fase3

[Palavras Imensas] Folhas Caídas

Fechando os olhos sem nada mais ver,
As folhas amarrotadas vão espalhando-se pelo chão,
Deixando que palavras usadas não sejam lidas,
Condenadas a silêncios eternos.

Os olhos fechados de quem não quer ver,
Querendo ouvir as palavras perdidas ecoando
Em musicas infinitas, fechando os olhos para que cante,
Aquelas folhas caídas se elevaram.

Olhos fechados de puras paixões,
Apagando, libertando.
As folhas caídas se erguer-se-ão em lábios quentes,
Baloiçando na eterna melodia dos olhos fechados,
Correndo palavras usadas em folhas caídas
E deixando-as repousar nas respirações constantes
Dos tempos que esta música nos dá.
Tags .Poesia, Fase3

[Palavras Imensas] Abraços reluzentes

Abraços enlaçados nas vidas marinhas,
O mar, grande fluído de emoções marinhadas,
Amores que desaguam em magnitude,
Voando pelas gaivotas que alcançam a felicidade.

Olhares brotados de algas baloiçando
De vidas que renascem, vidas de estrela-do-mar,
Abraços acalentados por raios de sol,
Permanecendo a chama bem acesa,
Deixando as ondas revoltas…

Paixões fulgurantes, carregadas de tempestades
Que rebentam nas rochas aquecidas pelo tempo,
Tempo de voar livremente e espalhar sorrisos,
Navegando e desaguando em praias desconhecidas,
Deixando que tudo em nós seja infinito.
Tags .Prosa, Contos

[Inspirados] Consegues Ouvir-me?

Consegues ouvir o som do meu coração? Aquele que clama perante o teu olhar e te pede inutilmente para que não te vás. Vejo os teus passos seguirem para longe dos meus, deixando-me aqui só, sem nada…
É curioso como o meu coração me abandonou, saiu correndo para ti, deixando-me com mais um vazio para completar enquanto a chuva fica para sempre na minha vida. Não, eu jamais me esqueci dos nossos momentos e muito menos de tudo o que vivemos. Não consigo sequer pensar a minha vida sem as lágrimas que deixo a cada momento, são as únicas que ainda não me abandonaram… O resto se foi, até a esperança. Até a minha própria vida.
Eu matei-me sem saber ao te conhecer, por mais que eu desejasse lutar não consegui e confinei-me à minha queda. Prendi tudo o que me restava no silêncio, tudo morreu. Cada pedacinho de mim murchou, se desfez em cada lágrima que brotei enquanto até a chuva parecia mais alegre do que eu. Senti-me presa do meu sentimento, senti-me presa de mim mesma. Por isso tentei sair, tentei deixar-me e desaparecer. Esquecer de tudo o que tinha vivido. A loucura de te perder matou-me, a preciosa saudade de ti me aniquilou. Saber que te matei, matei-me e tudo isto não é mais que um passado me aniquila a cada nova hora. Perdi-me. A realidade é que já nem sei, estarei mesmo por aqui ou serão só as torturas que me mantêm viva?
Texto inspirado em Sheftu Nubia, do projecto The Unforgiven Souls
Tags ENG, Prose

[Texts] I should find me inside…

At some point in life, we all perhaps can feel like someone trapped our world into oblivion. But it’s just something that runs deep into our soul. Would you believe if I said that we are a deep ocean of storms and crafts? We build our own world by looking outside.
We are the boat, we are the ocean. We make the sun and the storm within.
Instead, we look into the ocean and go deep. We burn ourselves in deep water, we lose our minds and we drown. How could you say ‘Hello’ to yourself without losing your mind?
You sing the songs of the angels but you cry the songs of the damned. How could we be so damn perfect on our imperfections and still search for our perfection? Our ocean needs a sunny day too. Our eyes need a rest too. What about now? Who you are in that ocean… Have you lost the fight today?
Let’s get into water and be free from the chains that make us weaker.

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